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6 de março de 2006

Falperra 1955 - 2005


ENCONTRO-CONFRATERNIZAÇÃO DOS ALUNOS ENTRADOS EM 1955


Correspondendo ao convite/desafio lançado pelo Augusto Castro em Fátima, alguns antigos colegas que entraram no Seminário Carmelita em 1955 decidiram organizar um encontro de todos os colegas que entraram nesse ano. Tivemos a inestimável colaboração do mesmo Augusto, a quem devemos um sincero agradecimento, já que nos forneceu endereços e pistas para tentar encontrar um ou outro em falta. Aliás, é iniciativa sua, pois foi quem, anos atrás, teve, pela primeira vez, a feliz ideia de convidar os colegas que com ele entraram no Seminário 50 anos antes.
A comissão “ad hoc” constituída elaborou um singelo programa e iniciou os contactos, quer por carta, quer por telefone, tentando aliciar o maior número possível de adesões.
O local escolhido foi, como não podia deixar de ser, o antigo Seminário da Falperra, hoje Hotel da Falperra, onde pela primeira vez nos tínhamos encontrado há 50 anos.
E assim, no dia 8 de Outubro passado, lá fomos aparecendo. A cada chegada, repetem-se os abraços, o querer saber de cada um, as exclamações de “estás óptimo” e as interrogações sobre quem falta e sobre quem virá ainda…E lá nos encontramos 17 colegas de 1955 e mais alguns de outros anos que tiveram a gentileza de se nos juntar.
Seguiu-se uma visita à capela de Stª Maria Madalena. Foi objecto de obras de restauro e encontra-se bem conservada. A todos assaltam recordações de outros tempos: a missa cantada aos domingos, a subida aos telhados por parte de alguns, a noites de vigília na época da Páscoa…
Seguiu-se a missa, celebrada na Capela do outrora Seminário, presidida pelo D. António Vitalino, nosso antigo colega, ainda que tenha entrado já para um ano mais adiantado, o qual teve a grande amabilidade sujeitar-se ao incómodo de se deslocar de Beja para estar connosco. Com ele concelebrou o Fr. Francisco Rodrigues, o único de entre nós que conseguiu o objectivo que o levou ao Seminário há meio século: ser padre. Isto numa visão muito simplista, já que aos 10/11 anos não se poderá falar muito seriamente em objectivos e projecto de vida. Seguiu-se um simpático almoço bufete no Hotel e uma visita às respectivas instalações, que revelam uma adaptação bem conseguida do edifício e do espaço exterior, que o transformou numa estância muito agradável. Aqui cada sala e cada corredor eram motivo de recordações e de um reviver de dias, meses, anos da nossa quase meninice e adolescência, um lugar onde chegámos talvez algo assustados, cheios de interrogações e logo com saudades da nossa casa e família, mas onde fomos crescendo e dilatando os nossos horizontes, onde nos fomos enriquecendo intelectual e espiritualmente, pese embora todas as vicissitudes por que cada um de nós foi passando e deixando marcas mais ou menos agradáveis, nuns casos, mas também bem desagradáveis em outros.
Seguiu-se um encontro reservado apenas aos antigos colegas. Aí pudemos falar calmamente da nossa vida, das nossas recordações agradáveis mas também das mágoas que nos ficaram da vida no Seminário. Foi um momento que poderíamos dizer de catarse que todos acabamos por considerar muito positivo e que de algum modo ajudou esbater algumas recordações mais penosas do passado e falar de histórias de vida de cada um de nós, com os seus momentos bons e menos bons, com os seus êxitos e pequenos fracassos.
E assim terminou um dia de encontro e confraternização, que permitiu que nos revíssemos, alguns pela primeira vez em muitos anos, que falássemos, trocássemos impressões e recordássemos um dia que, de qualquer modo foi muito importante na vida da maioria de nós e que, em muitos casos, acabou por ser mesmo determinante no rumo que a mesma tomou.
Até sempre.

António Abreu
Vilela de Araújo

2 Comments:

Blogger ROSALINODURAES said...

Parabéns amigo Antonio Vilela, pelo belo artigo com que nos quiz presentear neste blog o no vinculo.
Amigos de 1956, é a vossa vez em 2006.

10 março, 2006 20:48  
Anonymous Anónimo said...

Para a história, o meu agradecimento aos organizadores deste encontro e a todos os que por qualquer meio conseguiram a marvilha de não estarmos totalmente dispersos. O Carmelo tem uma magia na sua mensagem de contemplação interventiva num mundo que transformamos, como povo de sacerdotes, reis e profetas, que vale a pena evidenciar em tempos que dão sinais de carências de valores. Obrigado Jorge Dias

11 junho, 2007 00:19  

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