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8 de abril de 2010

DESABAFOS

SEGUNDA GERAÇÃO

Aqui os convido eu a vir, depositando os vossos lusitanos desabafos, alcandorados no mais elevado grau de espontaneidade, urbanidade e civilidade, como a que aprendi, na rua Bernardo Sequeira, em Braga, com a ajuda do Manual de Civilidade do Pe Maciel. Corria o biénio de 1953/1954.
E deixai aqui a energia da vossa alegria interior para que ela atinja quem vos ler, dela podendo usufruir com infinito proveito.  
Bem hajam.
augusto


193 Comments:

Anonymous Mário Neiva said...

Dizia o Augusto para não esquecermos a gramática, isto para além do polimento da linguagem, sem prejuizo, penso eu, da criatividade humana, que é uma das glórias da nossa espécie. Com efeito, o cachorrinho nunca chegará a ter "pilinha" nem a cadelinha "pipi".

Mas não era da linguagem criativa que eu queria falar. Era mesmo da outra, a da gramárica como deve ser.
Apelei, aí atrás, a uma certa «contensão» verbal. Por momentos, fiquei na dúvida se não deveria escrever «contenção». O meu latim dizia-me que estava correcto, (continere-conter, reter dentro de si, refrear) mas nesse mesmo dia vi escrito, por um conhecidissimo e supostamente cultissimo politico, «contenção», para designar o mesmo acto. Mas eu, ilustre desconhecido, é que estou certo. O homófono daquele termo, «contenção», significa rivalidade, litígio, contenda (do latim contendere - contender, litigar, disputar).

É certo que as palavras são nossas, porque nós as fazemos e podemos dar-lhe as voltas que quisermos, inventando para eles milhares de sentidos, como uma criadora de moda inventa modelos fantásticos para cobrir ou destapar o corpo lindo das mulheres. As palavras que são da nossa criação, na forma ou no sentido, tornam-se património inalienavel do seu criador e depois da própria humanidade. E as outras todas, que já recebemos como herança, como quem herda um bem imóvel, há que respeitar a sua forma e o seu sentido, para que nos possamos entender quando falamos ou escrevemos. Tão simplesmente.

08 abril, 2010 09:20  
Blogger Evaristo Domingues said...

Olá - Bom dia respira-se um ar sádio nesta nova casa, lugar de acolhimento, longe da densa zona urbana já polúida que fica a 30K não há maus aromas, já tirei a mola no nariz. Tudo novo, do mais moderno quatro assoadas, Boa cozinha, bem equipada, vou-me reformar e pedir á Direcção se posso elaborar as minhas receitas neste espaço, um dia destes convido-vos para comer uma tripalhada ao som do conjunto " António Mafra " . ( por falar nisso se alguém consequir um CD com essa canção e mo queira endereçar agradeço nunca o consegui. Sabem qual é às Tripas eu não resisto )Continuando, voltei á janela, belas paisagens um infinito horizonte visual, zonas verdes muita passaráda, serra lá ao longe, não há poluição. Fui ver a sala é enorme, dá para fazer umas jantaradas, mais ao lado um grande auditório, equipado com um bom orgão, lá pensei eu lá vem para aí o Coelho, Cachetas Amaro, Bessa, Neiva, Vinhais,Durães, Abreu e outros , mais os organistas Cândido e o Venâncio . O nosso Presidente deve ter pensado fazer aqui a sede da associação, falei com Ele está feliz pela aquisição, diz que neste espaço de cinco mil metroa quadrados já convidou e Emídio com o seu trator, é aqui que vai cavar até encontrar a raíz quadrada. Vamos ter batatas e legumes com fartura e vinhinho. !!!!!!!!!!!!!!!!-do BÔ- Falei com o Presidente . E perguntei qual a intenção de adquirir tanto espaço. Brevemente teremos uma asembleia geral para propôr aos sócios, um projecto de um Lar de vinte quartos, moderno bem equipado para acolher os sócios que queiram usufruir deste oásis, que tem todos os engredientes para previligiar uma vida até aos cento e vinte anos. Comecem já a inscrever-se... Há também me disse que ia convidar a Teresa Silva, para contribuir na gestão da assistência medicamentosa para todos toarem as gotas ... as horas. Enfim tanta coisa boa.Amigos, as coisas vão mal, notícia de última hora o nosso Presidente a pensar num projecto megalómeno convidou uma empresa de auditória, para um empréstimo com algum a fundo perdido ao abrigo de um programa da conmunidade Europeia, o filão que trata da auditoria, pediu para tratar do projecto , mil e quinhentos, depois de uma reunião de Direcçao há oito dias atrás o tesoureiro Coelho lá passou o cheque, correu tudo mal, abri o Jornal de Notícias, primeira página. Burlão de depois depois de ter vigarizado várias empresas fugiu para o Brasil.Entretanto sabe-se também que a nossa direcção tinha as economias da Associação, quinhentos mil euros depositados no B P P . . Meus amigos lá se vai o dinheirinho, a vida é assim sonhamos muito mas nen sempre tudo corre bem.Ainda bem que este " SONHO É VIRTUAL " . Vamos até ver gozando a nova casa, não dinheiro para mais.POtem-se bem não digam asneiras. Olhem ao entrar limpem os pés no tapete. Se sujarem lipem.!!! a esfregona está no armário ao fundo à esquerda . Um abraço. Muita saúde

08 abril, 2010 10:38  
Blogger Evaristo Domingues said...

Como sempre, não rascunhei paciência . Vários erros. Mas entende-se.

08 abril, 2010 10:44  
Anonymous domingos coelho said...

Caro (a) leitor (a)

Eu adoro as palavras. Tenho-as num reino bem protegido. Elas não me escapam tão facilmente, a não ser quando as convido para povoar as minhas intenções. Nesse caso, perco o controle delas, que podem, inclusive, não voltarem mais para o seu aposento que fica no meu palácio cerebral. Quando isso acontece, elas seguem estonteantes e passam a explorar outros reinos, outras cabeças. Um detalhe importante: essa liberdade é absolutamente autorizada pelo sistema arbitrário da língua e da linguagem.
É por isso que às vezes as palavras transformam-se em borboletas e não são de ninguém: nem minha, nem sua e, ao mesmo tempo, são de todos.
Ouso dizer que gosto de palavras curiosas, que me deixam encabulado. Mas também amo visceralmente aquelas dóceis, ingénuas e fugazes, que num instante conotam paixão, sentimento, emoção; e, no outro, raiva, dor, saudade e até crueldade
Pensando em si, preparei um banquete especialíssimo de palavras recheadas com poesia e sabores diversos. Cuidado ao lidar com essas “safadinhas”. Umas podem conduzi-lo a aventuras e a prazeres ilimitados; outras nem tanto. O importante é descobrir qual é a delas e qual é a sua, entendeu? O resto não tem importância.
Convido-o, portanto, a participar comigo, neste banquete de palavras. O anfitrião é nosso grande amigo – o dicionário. Ele adora palavras. Vive a arranjar significados para elas. Ele é enorme, e pomposo. É o grande guardião do meu palácio de palavras. Sinto-me tão protegido com ele, que não tenho medo de voar com e pela palavra. Obrigado, meu fiel escudeiro.
A mesa está pronta. Bom apetite. Sirva-se à vontade.
A palavra está com o SENHOR DICIONÁRIO.

D/C.

08 abril, 2010 11:52  
Anonymous Anónimo said...

Evaristo, com essas tuas feijoadas, deixas os blogistas a lascar fininho.
Para não incomodar os os snobes que não c.....
acho melhor programares um piquenique para junto da praia, onde o bater das ondas, anula o rebuliço do efeito da tua célebre feijoada.

08 abril, 2010 12:17  
Anonymous Anónimo said...

Volto,porque ontem depois do meu breve comentário,fiquei a pensar no que tenho encontrado neste blog. Muitas coisas lindas ...que dão que pensar,mas também muita mudança de opinião.Umas vezes defende-se principios e valores e no comentário seguinte o seu contrário ..não ir na onda dos valores tradicionais da sociedade...muita ética e, depois apelo ao riso por coisas que não se devem escrever neste espaço. Mais parece ser um saco de gatos e uma rata que todos andam a passar a mão pelo pêlo.Não fiquei muitos anos no seminário para ter uma escrita bonita como o Jorge Dias, e, outros tantos colegas ,mas sei apreciar e perceber o que aqui se vai passando.Voltarei....estou a tentar corresponder ao apelo para que mais apareçam a escrever.

08 abril, 2010 13:12  
Anonymous Anónimo said...

Óptimo, corresponder ao apelo, para que apareçam mais a esccrever. Venham muitos. Só que expliquem-me a razão porque se entra como " ANÓNIMO " . Para que é isso dá jeito ? Não entendo, qual a razão. Eu também sou dos que pior esccrevo e dou a cara. Haja humildade . Não faz muito sentido quando somos um grupo associativo restrito de ex-colegas onde muitos frequentemente aparecem se conhecem uns aos outros. Espero que não seja intencional, para mais fácilmente descambar para o verbalismo inconveniente. Podemos ser a tal apelidada " FAMÍLIA CARMELITA " , seria salutar e ficaria feliz se este meu apelo produzisse efeito. Já me conhecem como contestário dos Anónimos, mas hoje faço-o de uma forma mais concensual, se fizermos uma retrospectiva confirmamos que a instabilidade criada neste blog, vem quase sempre dos anónimos. Se me atenderem obrigado, caso não prometam , pelo menos irradiem o calão rasca. Obrigado . E. Domingues

08 abril, 2010 18:37  
Blogger Evaristo Domingues said...

E não é que distraído entro como " ANÓNIMO, mas assinei.

08 abril, 2010 18:45  
Anonymous Anónimo said...

Caro anónimo, se não és o Jorge, ainda pareces, mas sejas lá quem fores, solta lá a rata, para ver quem será o gato bravo que lhe deita a luva.
Cada um escreve como sabe, mas dessa forma deixas o homem babado e então ele pega nos seus pregaminhos e não se cansa mais de te dar lições de moral e de menino bem comportadinho.
Diz lá quem és...

08 abril, 2010 18:57  
Anonymous domingos coelho said...

Pensamento de PABLO NERUDA

Como não sou nada criativo, nem capacitado para criar um bom texto.
Quer dizer mais um medíocre, decidi publicar umas frases interessantes…

“Escrever é fácil:
Você começa com uma letra maiúscula
E termina com um ponto final
No meio você coloca as ideias.”
Pablo Neruda

09 abril, 2010 11:50  
Anonymous domingos coelho said...

Meu Amigo JORGE DIAS





Sabe-se que Sócrates, Buda, Jesus Cristo e Confúcio nada nos deixaram por escrito. Tudo o que nos chegou são versões, interpretações.
Eles devem ter sido exímios conversadores, mágicos artistas da arte de contar histórias. No entanto, a oralidade nem sempre é fiel ao pensamento original do autor que, de boca em boca, pode ser modificado, alterado, por não haver o testemunho firmado pelo autor, materializado num veículo sólido, consistente.
Por outro lado, impressiona-nos que palavras vertidas há séculos ressoem ainda em tantos ouvidos, nas mais diversas línguas e interpretações. Do facto ressalta a ideia da força da palavra, do pensamento capaz de sobreviver ao tempo, aos séculos, à longa noite da eternidade. O pensamento sobrevive à voz, ao corpo, ao cérebro, à mente de onde proveio. Isto demonstra-nos que podemos sobreviver como pensamento – estratégia divina que nos permite respirar eternidade no nosso físico existir se formos capazes de tal criação.
Platão forjou Sócrates como personagem que adquiriu vida própria e sobreviveu numa realidade eloquente, numa aura de verdade maior do que Platão, seu discípulo e criador. Seria Sócrates um mero personagem gerado na genial mente do seu criador?
O mistério do personagem é o mistério do autor, pois eles confundem-se nas dobras do tempo.
Existe uma formosa palavra na língua espanhola que precisamos reproduzir na nossa: vástago; próxima de herdeiro, sucessor, porém mais precisa. O personagem é sempre um vástago do autor que vive nele, e está sempre a dizer-nos algo, até da possibilidade da sua inexistência como ser real, como Sócrates, Buda, JesusCristo e Confúcio, que nos deixaram a lição da conversa e da importância da palavra e do pensamento, como personagens que foram e continuam a falar-nos, cumprindo com o papel que algum autor lhes encomendou.
A questão do personagem e do autor deveria preocupar-nos. Não deveríamos, nós também, criar uma personagem que nos sobrevivesse? Não seríamos personagens à procura de um autor?
É possível que a eterna conversa nos traga as respostas que não temos. E que na companhia dos nossos amigos, dos nossos interlocutores, descubramos, como os personagens mencionados, que a nossa fala e os nossos pensamentos possam ser o nosso passaporte para a eternidade.
Sem O meu AMIGO JORGE DIAS a conversa e a cultura não é a mesma coisa.
D/C.

09 abril, 2010 21:27  
Blogger gonçalves said...

Com esta do/a anónimo/a a tentar que o/a anónimo/a se revele, é que fiquei confuso. E há razão para tal. Anónimo/a é anónimo/a. Será alguém a pedir a si próprio/a para se revelar? Sabe-se lá? Não sei se não seria melhor, por razões de identificação, acabar com a possibilidade de anónimos/as comentarem e passar a ser só possível comentar usando uma conta google (que até nem é dificil de fazer...pelo menos para não haver confusões.... Vamos ver o que aparece no futuro.

09 abril, 2010 22:20  
Anonymous camelo said...

Criar uma "conta google" não resolve. O que ajudaria alguma coisa era escolher um nome falso em vez de optar por anónimo. Já me aconteceu querer responder a um "anónimo" e não saber o que fazer, porque eram mais que um. Imaginem se forem uma data deles: como é que faço? Às vezes chego a pensar que há anónimos que não sabem como colocar um qualquer nome no comentário. Se é isso, digam, que a gente explica e é facílimo.
Basta clicar em NOME/URL. Para exemplificar, hoje vou escrever camelo, em vez de Mário Neiva

09 abril, 2010 22:51  
Blogger gonçalves said...

E se não souber criar uma conta para estas andanças, assina o nome próprio no fim do comentário. Será que cai dessa pereira abaixo?....

09 abril, 2010 22:57  
Anonymous Mário Neiva said...

Meu caro Coelho

Assim era tão fácil ganhar a imortalidade! Bastava ser um bom contador de histórias ou um pensador dedicado. Mas, diz-me lá, em que consistia essa imortalidade? Viver na memória dos outros, como um fantasma? E extinguia-se, com a morte (corporal-cerebral), a capacidade de pensar ou continuar a contar histórias? O que seriam, de facto, Sócrates, Cristo ou Buda, após a última história contada ou pensamento formulado? Uma existência etérea pairando sobre os pergaminhos onde foi registado o seu pensamento?
Admitamos que assim seja. Como ganhariam a imortalidade todos aqueles que nunca souberam contar uma história ou legar-nos um pensamento? Tiveram o simples destino «biológico» de um carvalho ou de um camelo? Se nós imortalizamos Sócrates, Buda ou Cristo, quem nos imortalizará a nós?
Cá por mim, é muito mais brilhante aquela ideia de Paulo de Tarso: «todos seremos transformados». E como? «À semelhança do grão de trigo que é lançado à terra».
Por outras palavras: é, segundo S.Paulo, esta nossa vida humana inteirinha que está destinada à eternidade.
No artigo do Pe Anselmo Borges que já citei neste blog, escreve este sacerdote-teólogo católico: «A morte afecta o homem todo e não apenas uma parte dele. Não é o corpo que morre, quem morre é o homem. Este é o caracter dramático da morte humana». E mais adiante, continuando a seguir fielmente o pensamento de Paulo de Tarso, afirma: «A partir do impossivel para o homem e para o mundo, a Ressurreição é a abertura do possivel a Deus, Criador e Salvador a partir do nada. O cristianismo não professa a imortalidade da alma, mas a ressurreição dos mortos».
Será, meu caro Domingos Coelho, que vai ser preciso eu estar constantemente a lembrar-vos da fé que dizeis professar? E logo eu, que acabei por reduzir toda esta belissima e esperançosa teologia de Paulo de Tarso à única designação de MISTÉRIO DA VIDA?
Pois se assim tiver de ser, assim será, já que na teologia da vossa fé me formei, já que ela faz parte do meu património e ainda ná encontrei ideia mais empolgante acerca do nosso misterioso destino. Que maravilha, só de imaginar que poderei conservar eternamente a minha identidade e reconhecer a identidade daqueles que amo!
À falta de melhor, porque não sonhar com esta possibilidade? E, sobretudo, o que será necessário fazer para realizar o sonho?
Eu não sei, nem milito nesta fé. Mas de uma coisa eu estou seguro: só me interessam uma imortalidade e uma eternidade onde eu ame e seja amado, onde eu conheça os que amo e por eles seja reconhecido e amado.
Qualquer alternativa a isto não me interessa.

09 abril, 2010 23:48  
Blogger Evaristo Domingues said...

AMIGO - GONÇALVES - Julguei que só o anónimo e eu é que andavamos distraídos. Vejam que o anónimo que comenta o anónimo. Entrou como anónimo por distracção, mas no fim assina. E. Domingues, e de imediato justifica, no comentário seguinte.// E NÃO É QUE DISTRAÍDO ENTRO COMO " ANÓNIMO " MAS ASSINEI.//

10 abril, 2010 00:52  
Blogger Evaristo Domingues said...

Futebol
Cânticos pascais em dérbi moscovita
Quem está habituado a ouvir relatos de violência associados aos jogos entre grandes rivais terá estranhado o ambiente vivido no jogo entre o Lokomotiv e o Dínamo de Moscovo, no Domingo passado.
Moscovo, capital do maior país ortodoxo do mundo, assinalou a festa maior do cristianismo, mas poucos esperavam que os festejos chegassem aos estádios.
A surpresa foi generalizada quando, no início da segunda parte do jogo entre o Dínamo de Moscovo e o Lokomotiv, os adeptos do Dínamo começaram a cantar a tradicional saudação pascal Ortodoxa: Cristo Ressuscitou.
Tradicionalmente esta saudação é respondida com a expressão “Verdadeiramente, Ele ressuscitou”, e foi precisamente isso que os adeptos do Lokomotiv optaram por cantar.
A troca de cânticos durou vários minutos. O correspondente da agência Interfax que cobriu o jogo afirmou que foi a primeira vez em mais de 50 anos que assistiu a tal fenómeno.

Filipe d'Avillez
In Rádio Renascença
06.04.10

10 abril, 2010 01:04  
Anonymous Anónimo said...

Pois é, lá, cantasuino. Aqui por causada da peidalhada anda tudo meio enfrascado. Pode se com o bom tempo que aí temos , isto mude de figura.
Bem hajam

10 abril, 2010 01:22  
Blogger Evaristo Domingues said...

Nos nossos estádios de futebol os que são mais efusivos se manifestam benzendo-se e olhando para o céu, e por vezes damos com Eles a elevar preces para o céu são os jogadores Brasileiros.Não conheço,mais ninguém que se exponha religiosamente no futebol Pergunto: Onde seria possível isto na igreja Católica. Estamos fartos de Católicos que dizem? À eu sou católico mas não sou praticante. Ainda hoje falei com uma pessoa amiga, que tinha um estandarte na janela, com a cruz. São aqueles estandartes fornecidos pela igreja, na época da quaresma em rôxo com cruz ao centro e a partir do sábado de aleluia voltam-se do outro lado com a mesma cruz, mas com fundo branco custam uns 15€. Disse-lhe eu assim é que é,não é como muitos envergonhados que se escondem de dizer que são católicos. Resposta: À eu sou católica mas não ou praticante. Infelizmente o Portugal católico abunda de muito boa gente que se intitulam católicos não praticantes. Tenho muita dificuldade em entender esse rótulo. Ou sim ou sopas. A Páscoa pode e deve tornar-se tempo favorável para mostrar ao mundo um rosto de gente salva, feliz, infinitamente amada por Deus. È importante que Cristo actue em nós, nos redima, nos transforme a mente e o coração, nos liberte do mal, mas para isso temos que ser autênticos falando com Ele nas nossas orações com fé e esperança, e não ter vergonha de em qualquer lugar em reuniões de amigos ou família dizermos eu sou católico. Embora hoje os tempos são difíceis, porque quando defendemos os nossos ideais, dizem logo olhai para os escândalos que estão na moda. Quem se julgar isento de pecado que atire a primeira pedra.No entanto, sei que não é fácil mas gostaria de ver um Papa com ideias e força, para acabar com o celebato. Mas isso é assunto para outra geração.

10 abril, 2010 01:28  
Blogger Evaristo Domingues said...

Ressalvo Celibato

10 abril, 2010 01:30  
Anonymous Anónimo said...

É meu amigo, melhor que isto, só isto mesmo e como diz o outro, " quem não estiver bem, mude-se!... ", para um país melhor, sem tanta hipocrisia, onde não imperem os escândalos de toda a ordem , mas principalmente os da corrupção.
Vergonhoso o que os todos poderosos ganham numa altura de crise, melhor, roubam, para não terem uns cêntimos e distribuir por quem trabalha. Já não digo para aqueles ( com bom cabedal ) que recebem Subsídios e R.M. á custa dos nossos descontos e do O.E..
Esses safados e outros mais que desconhecemos terão consciência de que ao seu lado vegetam seres humanos com o mísero salário mínimo e reformas de 200 € e 300 € ,depois de descontarem uma vida no exercíco dos trabalhos mais pesados e escravos?
Falem de Páscoas e Natais, mas enquanto a nossa religião ficar caladinha e não denunciar estas bagabundices,assaltos e escândalos, como fez CRISTO, tudo isto não passa de uma fantochada e sei lá eu que mais.
Eu cá ganho bem, nem me vou incomodar com os outros, é fácil de dizer. Linda religião essa, mas meus caros que vemos nós fazer a nossa igreja se não arrepia caminho e diz basta, temos voz e o povo ouve-nos. Só que não convém fazer muitas ondas porque também estamos bem instalados e não temos grande moral para falar segundo a lei de DEUS e conforme CRISTO pregou e os apóstolos o seguiram.
Não somos nós que vamos salvar o mundo, ao nos reunirmos em grupinhos , ou grupelhos, fazendo a nossa caridadezinha e pronto, está cumprida a nossa tarefa de bom cristão, para com o próximo.
Isto está mesmo podre e acho que nem o tractor do amigo Emídio arranca estas raízes instaladas numa sociedade oportunista, consumista e que explora de forma mais civilizada e com mais liberdade o nosso irmão, o próximo, melhor dizendo o povão.

10 abril, 2010 10:45  
Anonymous domingos coelho said...

Carríssimo Mário Neiva

Dizia eu :
“A questão do personagem e do autor deveria preocupar-nos.
Não deveríamos, nós também, criar uma personagem que nos sobrevivesse?
Não seríamos personagens à procura de um autor?
É possível que a eterna conversa nos traga as respostas que não temos. E que na companhia dos nossos amigos, dos nossos interlocutores, descubramos, como os personagens mencionados, que a nossa fala e os nossos pensamentos possam ser o nosso passaporte para a eternidade.”

Concretamente:
...O que nos interessa, no entanto, é o conceito de imortalidade de grandes homens do passado, pelos seus pensamentos, pela sua sabedoria, pelas suas invenções, pela sua arte e por tantos outros atributos.
Há ainda outro tipo de imortalidade que emana da participação em grupos que exercem actividades humanitárias, da luta pela igualdade dos seres humanos, do desenvolvimento da cultura, das artes, da história, da literatura, da filosofia e de experiências que visam o progresso da humanidade.
D/C

10 abril, 2010 16:18  
Anonymous Mário Neiva said...

Quer dizer, meu caro Domingos Coelho, que estavas somente a definir conceitos de imortalidade. «Aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando».
Muitos se têm imortalizado também pelas piores obras, não é verdade? Hitler, por exemplo.A verdade é que não temos ciência de outra qualquer imortalidade. E assim parece trágico que a esmagadora maioria dos seres humanos não atinja essa celebrada imortalidade. Mais trágico ainda se pensarmos que um homem pode ter atingido um nivel extraordinario de sabedoria, mas como viveu isolado ou não teve oportunidade de se manifestar às multidões, acabou no anonimato geral. Nem soubemos que existiu. Se não fosse Platão, que saberiamos nós de Sócrates?
A crença, que se foi espalhando, num outro tipo de imortalidade e destinada a todo o ser humano, é a demosntração do inconformismo do homem com a insuficiência da imortalidade da fama. E em certas crenças, como na fé cristã, o homem é tão imortal individualmente quanto parte integrante do «corpo inteiro da humanidade». Assim sendo, ninguém se perde, mesmo que não tenha sido famoso. Como quem diz, ninguém é obrigado a ser herói. Basta que seja homem.

11 abril, 2010 00:28  
Blogger o anão said...

Mas que grande tirada, oh Neiva! Só não tem ciência da imortalidade, quem ainda não a experienciou !!! E a ciência é "letra morta", é pura treta!!! mas quem caminha na interdimensionalidadem sabe que o real é algo bem diferente daquilo que os humanos pensam contemplar com os sentidos. E, já agora, o personagem que referes, só fez o que fez, porque o seu povo o mandatou para isso, já que lhe deu a vitória em eleições livres, sabendo o conteúdo do seuprograma político. E com esta me vou desejando-vos um bom Domingo interdimensional. Na Paz dos Irmãos Maiores.

11 abril, 2010 10:19  
Anonymous Mário Neiva said...

Eu sei que não és anão nenhum, mas gosto muito mais assim do que ler um escorregadio "anónimo". O teu pensamento é, para mim, muito familiar. Subiste ao palco travestido de anão e gostei da tua inteligente representação.
Nem sempre somos "precisos" nas palavras que usamos e depois aquilo que dizemos presta-se a várias interpretações. Já bati no peito por ter interpretado mal o Domingos Coelho, mas devo confessar que o "desvio" foi um pouco intencional. Andava com uma vontade medonha de transcrever aquela teologia do Pe Anselmo, que muito admiro (a teologia e o sacerdote), e a ocasião fez o ladrão. E então deixa-me repetir, caro Anão, as palavras sem ambiguidades do Pe Anselmo: «O cristianismo não professa a imortalidade da alma, mas a ressurreição dos mortos». É difícil de engolir? Absurdo? Loucura? Com certeza. Mas o cristianismo não faz na coisa por menos. Paradoxalmente, o cristianismo em vez de nos revelar o Mistério da Vida, ainda o torna mais denso e insondável. Por isso me cativa tanto e eu sinto-me um sortudo por ele fazer parte do meu património.
Não me perdi, meu caro Anão, por caminhos que nada têm a ver com o teu comentário. Dizias, a respeito da minha «grande tirada» sobre a «ciência da imortalidade», e contraditando-me, que «só não tem experiência da imortalidade, quem ainda não a experienciou».
Eu empreguei a palavra «ciência» no sentido de conhecimento adquirido, quando a nossa razão lê, sem qualquer dúvida, o nexo entre causa e efeito. Quando não conseguimos determinar a causa para um efeito determinado, permanecemos na ignorância do acontecimento, apesar de apanharmos com os seus efeitos pelas costas abaixo! Exemplificando: deixamos de atribuir os relâmpagos e os trovões a um deus zangado com os nossos pecados, quando tivemos «ciência de causa e efeito» sobre o fenómeno das trovoadas. E criamos meios para nos defender, os para raios, em vez de continuar a queimar ramos de oliveira benzidos no Domingo de Ramos, quando trovejava, ou ajoelhar-nos a rezar a S.Jerónimo e Santa Bárbara...
Isto não quer dizer que antes de conhecermos «a explicação» para um qualquer acontecimento ou para o universo de que somos parte, não experienciemos continuamente a realidade. Experienciamos, sim senhor, mas sem conseguirmos explicar. Ainda há tanta gente neste nosso mundo do século XXI que não faz a mínima ideia que o precioso líquido a que chamam água é o resultado da combinação de moléculas de dois gases -oxigénio e hidrogénio. E porque conhecemos a relação «causa-efeito» podemos fazer e desfazer a água de um copo...
No entanto, o desconhecimento deste facto não nos impede de «experienciar», desde sempre, a realidade maravilhosa que é a água.
A partir destes exemplos que dei, da trovoada e da água, fica claro que o homem não só vive para «experienciar» as coisas, mas também para as compreender. Se abdicarmos da compreensão do mundo e de nós próprios, depressa ficamos reduzidos a uma mera entidade "biológica".
Pensar, acreditar, sonhar, imaginar, investigar e transformar o nosso meio, apenas demonstra a nossa condição de seres privilegiados, no confronto com tudo o que até hoje nos foi dado descobrir.
Se se quiser chamar «imortal» a realidades que transcendem o tempo e o espaço, como são o pensamento e a fé dos homens, é preciso nunca perder de vista que não sabemos como explicar essa «imortalidade». A ciência não sabe o que causa a consciência humana nem como é possível o pensamento superar a velocidade da luz. Limita-se, humildemente e, por enquanto, a saborear o misterioso e surpreendente efeito.
A fé do Pe Anselmo está bem consciente desta realidade e, corajosamente, sem a largar da mão, enfrenta o absurdo do silencio impenetrável da morte do homem-todo, que é isso que todos experienciamos! Crentes e não crentes! Enquanto esta ciência de que eu falo, não explicar a «imortalidade» do pensamento ou o sonho de «imortalidade», resta aos homens, por um lado, o sonho ou a fé, e por outro, uma corajosa e inteligente abertura do espírito ao Mistério da Vida.

11 abril, 2010 12:43  
Anonymous o braga said...

Olha que, anão, foi sempre a alcunha que me acompanhou, durante alguns anos. Já viste um rapaz, aos 10 anos, ao tirar o bilhete de identidade, ouvir dizer que tem 1,07m de altura? Hoje uma criança com 4 anos tem, no mínio pra'i um 1,05m de altura. Pois ams o meu apelido é o que vai aparecer hoje, pois era o que me chamavam no marianato. Bem, um bom domingo que eu depois da manja vou ler o que escreveste... Que inspiração!!! Dás-te bem com as palavras, dás !!!!

11 abril, 2010 13:28  
Anonymous Emídio Januário said...

Olá pessoal.
Perdoai que venha à liça com as minhas preocupações. Nada me preocupa com o que se vem passando, ou o que se vai sucedendo, já que as coisas acontecem umas atrás das outras, como se a vida fosse um rosário, mas com menos monotonia que as "avé-marias"/"santas-marias" que se revesam . Mas a monotonia que me preocupa é que vos preocupeis com as invenções e a criação de problemas que a imprensa faz surgir, crescer, desenvolver e, no fim, deixa desaparecer apenas para nos entreter e manobrar. É preciso deitar um político abaixo? Cria-se, ou inventa-se um escândalo! Põe-se um demagogo a falar sobre o assunto e toda a gente diz: "eu não sei o que ele disse, mas que falou bem, lá isso falou!" É preciso deitar-se um bispo ou o papa abaixo? Vai-se buscar um caso( p.ex. de pedofilia) que já está enterrado ( e lamentado) há muitos anos, não para se constuir ou reparar algo, mas sim e apenas para se destruir o que ainda está bem.
... Como se nada houvesse no mundo a não ser falsidade e sacanices! Há muita coisa bela e boa que se pode fazer! ( Assim como há coisas más que se devem lamentar, como p.ex. o desemprego, mas nada se resolve em atirar culpas para quem pretende solucionar os problemas.)
Quero eu dizer com isto que, corações ao alto e vivamos e ajudemos o nosso próximo sem esperar que os outros o façam. Só assim andaremos para a frente. Se estamos à espera que os políticos nos venham trazer o pão a casa, bem jejuamos. Se esperamos que o ministro da agricultura nos faça chover no nabal e nos mande sol para a eira, estamos lixados que não colhemos nada. Temos que ser nós a andar para a frente. Não gostamos do procedimento do político? Para a próxima candidatemo-nos nós. Criticamos os religiosos/padres porque fizeram isto ou aquilo? perguntêmo-nos o que faríamos nós no lugar deles.
... E marimbêmo-nos para quem inventa estes problemas todos.
Vivemos numa crise mundial, lá isso é certo, mas temos que ser nós a resolver o assunto e não entrar em pânico à espera que outros o venham resolver. E como se resolve? Com trabalho do dia a dia, feito conscientemente: quem se dedica à política, com uma política construtiva; quem é médico, com a solução dos problemas dos doentes; quem é jornalista, com a apresentação de casos concretos sem alarmismo e criação de mau ambiente emocional. Quem é professor, com o cumprimento escrupuloso e generoso da sua função. etc. etc.
Isto é, de maneira simples, aquilo que penso na actual situação. Olho a meu lado e nunca vi os portugueses a viver com tanta abundância e tão bem estar como actualmente, por muitos que sejam ainda os problemas que se levantam comparados com os de outros países.
Por isso, corações ao alto e nada de pessimismos e alarmismos. Vivamos com alegria o dia a dia dentro das nossas limitações e possibilidades, e deixemos de ser este povo sempre triste e a queixar-se de tudo, do que se tem e do que se não tem.
E agora mudando de assunto: Dizia o Castro que se seria bom escrever-se neste blog com um português puro, como o do Pe. António Vieira. E eu então lembrei-me de ir consultar os Lusíadas, já que o Camões é o maior poeta português.
E fui-me ao Canto IV, estrofe 19, e que vi lá?
Isto que vos transito e que podereis confirmar:

" Eu só, com o meu tractor e com esta,
(e dito isto levanta uma enxada)
extrairei da terra dura e infesta,
nem que seja uma só raiz quadrada,
por mais suor que me venha à testa
ou fique com a coluna encurvada,
nem que vire a terra ao contrário,
ou não me chame Emídio Januário !

Como é que o Camões já sabia disto?

Um abraço.
EJ

12 abril, 2010 23:13  
Anonymous domingos coelho said...

Companheiro, Jorge Dias I

Nos tempos actuais, a expressão companheiro passou a ser vista como um identificador de pertença a algum grupo, seja político, social, desportivo ou até religioso . Usam-na para expressar uma parceria de interesses, algo relativamente provisório, capaz de esgrimir entre a superficialidade do conhecido e o comprometimento do amigo. Hoje pode-se dizer, que do jeito que é empregada, a palavra companheiro funciona como uma “meia” de tamanho único: cabe em qualquer pé.

Há tempos atrás, quando fazia uma pesquisa numa enciclopédia eletrónica espanhola, deparei-me com a origem da palavra “companheiro”. Eu imaginei sempre que a palavra companheiro tivesse alguma coisa a ver com alguém que faz companhia.

Tanto assim que as corporações mercantis são chamadas “Companhias”, o que me levava a crer tratar-se de um contingente de companheiros, perfilados nos objectivos da empresa. Companheirismo, deste modo, é visto por muitos, como o abraçar de algum ideal, juvenil, transitório, ideológico, quem sabe...

O grande problema é que se fala muito em “companheirada”, mas muito poucos sabem viver a solidariedade do ser companheiro. Às vezes, muitos desses segmentos não têm nenhuma cerimónia em usar os companheiros, para atingir os seus objectivos, nem sempre lícitos, muitos deles de pouca ética.

NO PRINCÍPIO ESTÁ O PÃO!

Nas origens ibérico-castelhanas, a palavra é composta de
con + pañero, que é alguém muito chegado, que come o pão connosco, ou que partilha connosco (ou nós partilhamos com ele) o pão. Alguém que se senta na mesa. E nós não nos sentamos à mesa com qualquer um... Para nós, na AAAC, companheiro é sinónimo de amigo, parceiro (eventual), sócio (por interesse) ou colega (por obrigação ou formalidade).

Companheiro é aquele que doa algo para o bem do outro. Na raiz etimológica, essa doação é caracterizada pela oferta ou partilha do pão. Doar, nessa acepção, é diferente de contribuir. Quem doa dá do que é seu, e às vezes doa a si mesmo. Mais do que coisas, doa-se tempo, atenção, escuta... A contribuição espera sempre um retorno, um benefício.

12 abril, 2010 23:14  
Anonymous domingos coelho said...

Companheiro JORGE DIAS II

UMA QUESTÃO DE DOMÍNIO!
Há os que, na vida, contribuem para exigir, dominar, encobrir faltas, acalmar consciências, ou porque têm demais, ou, por fim para pertencer, ao grupo ou ao gang. O companheiro dá sem procurar saber o que o outro vai fazer com o bem doado. Há, entretanto, alguns equívocos na doação. Damos um prato (em geral descartável) de comida e não nos sentamos para conversar com o pobre.

Esse pode ser um doador, mas não é um companheiro... Quantas vezes enviamos dinheiro para uma instituição (até para deduzir no I.R.S.) e não vamos lá conhecer a fundo os seus problemas... Há igualmente os que se dizem companheiros, amigos, guias (até espirituais), mas cujas acções revelam um ponderável objectivo dominador. Tornam-se líderes ( auto-proclamam-se companheiros) para dominar, para conduzir os demais a caminhos ocultos...

O COMPANHEIRISMO DE QUEM PARTE O PÃO!
Alguém é companheiro sempre em função do pão que dá ou aceita. Companheiro é quem abastece de pão a mesa de quem não tem. O acto de comer juntos o pão, cria aquele companheirismo que brota da doação, da fartura de bens e de afecto. Jesus levou o pão aos que tinham fome. Tornou-se companheiro deles.

O acto de fornecer o pão às multidões famintas, é um dos mais claros sinais dos tempos messianicos, que mostra bem que o reino começava a ser instaurado junto da humanidade. Jesus faz o sinal do pão para mostrar que no reino só há fartura... Quando ele surge no lago, depois da ressurreição, enquanto os amigos trazem o peixe para o braseiro, ele já os esperava com o pão.

Quando entra na casa do casal de discípulos, em Emaús, embora o brilho da lição escriturística, ele é efectivamente reconhecido “ao partir o pão”.

A CASA DA FARINHA!
O pão é historicamente símbolo do amparo, do acolhimento e do companheirismo solidário. Nos sinais da fraternidade Jesus destaca o dar pão a quem tem fome. Ao dizer “eu tive fome e tu me destes de comer...” ele ensina que, a despeito de uma destinação espiritual no futuro, o ser humano é corpo, realidade somática que precisa de carinho, respeito e pão.

O gesto de se tornar perene através do “pão da vida” mostra a forma como ele imaginou para estar sempre connosco. Para transformar em prática toda a profecia antiga, Jesus nasceu em Bet-lehem (Belém), que quer dizer “casa da fartura do pão”. O companheirismo da mesa fraterna é sacramento, funciona como um autêntico sinal, e mais que isso. como um indicador de solidariedade.

O mundo está do jeito que está porque existem muitos parceiros, colegas, amigos até, mas poucos, muito poucos companheiros, que tenham a coragem de repartir o pão..
Precisamos da tua Força, do teu Querer, JORGE !...

12 abril, 2010 23:15  
Blogger teresa silva said...

Olá amigos sejamos bem-vindos a um novo espaço. Desabafos segunda geração...
Mais comedidos nas palavras é verdade! Para bem-estar do pessoal que lê!
Triste notícia aquela do presidente polaco,da sua esposa e de uma certa parte da elite polaca que morreu num trágico acidente de avião, perante várias tentativas de aterragem no aeroporto russo.
Dou os meus parabéns ao anónimo que resolveu se identificar. Apesar de ainda ser uma alcunha/apelido. Mas pronto Já é alguma coisa.
Aqui no blog, o que já deu para ver nesta minha curta estadia por estas andanças, é que os anónimos vêm sempre desestabilizar um pouco o que por aqui se escreve, refugiando-se em serem anónimos. Enquanto que o pessoal que por aqui anda tem nome e assume isso perante as demais pessoas que leêm e escrevem.
Opiniões todos temos, umas em concordância outras nem por isso, por isso escrevemos e damos sentido aos nossos pensamentos com o que por aqui se escreve.
Bem hajam a todos e sejam bem-vindos quem vier por bem!!!
E amanhã temos um grande jogo. Imperdível!!!
Eternos rivais!!!

12 abril, 2010 23:49  
Anonymous Mário Neiva said...

O Mistério da Vida e o Cristianismo

Ainda não se estudou a sério a forma como o cristianismo se desviou do Mistério que, inicialmente, envolvia a sua fé e se foi identificando, progressivamente, com os cultos ancestrais dos povos que constituíam o Império Romano. E a fusão do cristianismo com os cultos do Império só não foi completa e definitiva, porque o Mistério foi preservado nos chamados textos canónicos. Apesar das alterações que possa ter sofrido ao longo de séculos de cópias manuscritas, em que os próprios originais se perderam, talvez para sempre, o essencial do Mistério chegou até nós. E quem for capaz de descobrir, sob a pátina que escureceu até esconder, esse Mistério, vai ficar surpreendido e perguntar como foi possível ter nas mãos uma magnifica revelação e trocá-la por um prato de lentilhas, prontas a consumir e a saciar uma fome, em que, de modo fácil, a “barriga” se foi confundindo com a “cabeça”, como quem diz, o “espírito” com a “matéria”.
Abandonou-se o Mistério da Vida para seguir os deuses ancestrais, representações dos sonhos, desejos, emoções, filosofias e teologias, dando-lhes um “rosto” e, com isso, remetendo para uma esfera nebulosa e remanescente, o Mistério da Vida.
E hoje está à vista de todos o resultado de tamanho desvio: Jesus Cristo, colocado por S.Paulo, no coração do Mistério da Vida, forçado a subir ao monte do Olimpo, para ser coroado imperador das nações, como Homem e como Deus
S.Paulo não O reconheceria.
Deram-lhe uma outra «natureza», a que chamaram divina, e os seus seguidores puseram-se de joelhos diante desta estranha figura, esquecidos do Mistério que envolve, do mesmo jeito, até ao mais profundo do seu ser, tanto aquele Jesus de Nazaré, como cada um de nós. E todo o Universo.
Transformou-se o Mistério «experienciado» e proclamado por homens clarividentes como Paulo de Tarso, num “culto de personalidade”, que é o mesmo que dizer no culto ancestral e primitivo de deuses, feitos à nossa imagem e semelhança e ao gosto de cada povo.
De uma forma primitiva e inglória, reduziu-se o Mistério da Vida a uma fábula de deuses, anjos e demónios.
Mas nós, os homens, somos mesmo assim e como não deixamos nunca de ser geniais, criamos as Pirâmides, a Bíblia, a Mitologia Grega, o Céu e o Inferno de Dante e a majestade das catedrais que nos deixam abismados.
O Mistério da Vida permaneceu indelével no coração do homem.
Chegou o tempo, em que livremente se pode falar de tudo e sem medo de perder a cabeça no cepo da intolerância, de nos apercebermos do Mistério da Vida, esse mesmo, genial e criativo, donde emergiram mitos e culturas.
Uma pergunta aos cristãos: vão persistir no afastamernto de Jesus de Nazaré do seio do Mistério da Vida, como se de um excomungado se tratasse?
Eu sei: é o medo da «confusão». Nós somos nós, e Deus é Deus.
E não dá para entender que isso é mesma coisa que afirmar, «nós somos nós e o Universo é o Universo»?
Querem uma evidencia maior de «alteridade»?
É tudo tão simples que assusta, não é verdade!...
E, no entanto, se assim não fosse, não estaríamos para aqui a fazer perguntas.

13 abril, 2010 09:04  
Anonymous Mário Neiva said...

No Sameiro 2009, o Pe Monteiro proclamava: «O Espirito sompra onde quer, como quer e quando quer».
Isto vem a propósito da diversidade que está a emergir dos comentários feitos no blog. Uns agradam-nos mais do que outros, mas são todos nossos, dos aacarmelitas. O Emidio, lavrador-poeta, sabe bem que o melhor estrume, tantas vezes, é aquele que mais mal cheira.
Também não é nada para admirar que um portuguesissimo traque cheire mal pra caramba.
Acreditem, porque é verdade: até no amor há traques.
Mas nós, cada um de nós, é bem mais que um traque fedorento.
Pelo menos, quanto a isto, já não há mistério!

13 abril, 2010 09:19  
Anonymous Mário Neiva said...

O nosso Emidio fez anos e eu não sabia. Os parabéns foram um pouco atrasados, porque ele tarde me informou que estava a fazer 63 anos! (36 diz ele...)

Ainda a tempo, aí vão os meus parabéns. 36, que, idade linda! Ainda este mês não vou poder fazer como tu, porque dá sempre 66...Ainda me lembrei de dar uma cambalhota ao meia-dúzia, mas era pior a emenda que o soneto. Pensando melhor, quem me dera lá chegar!
Ando para te dar uma coça por causa da raiz quadrada que não encontras por mais que enterres o arado. Ainda bem que fui atrasando a data, que assim pudeste gozar, tranquilo, o dia do teu aniversário. Mas não perdes pela demora.
Um abração e que os teus netos encham as tuas imensas mãos de ternura
Mário

13 abril, 2010 09:40  
Anonymous Anónimo said...

Volto...depois de ter dexado comentário a 8 de Abril-13.12h.Continuo a querer manter-me como anónimo,até porque anónimo só quer dizer"aquele que não revela o seu nome". O dicionário não diz que o anónimo não tem opinião..Anonimato é "costume ou método de escrever sem assinar".Dicionário "Editora".
Assim peço desculpa ,mas pedir que se acabe com os anónimos,porque este blog é da família Carmelita ,é dizer que só os ex -freis podem escrever ,e, não é, pelo menos num caso ,a não ser que tenha estado numa ordem de Carmelitas.
Também dizer que os anónimos desestabilizam o blog,não é verdade.O que tem provocado debate e o desalinhamento último ,vem de comentários assinados,e, como são poucos os que escrevem é fácil de identificar.Não venham também pedir para o "pessoal" ser comedido para bem de quem lê.Qual pessoal? da limpeza...? Direi que este blog ,como já referi noutro coméntário é importante para quem lê ,mas também para quem escreve. E, escrever é escrever. Será que sempre se assume o que se escreve. Ou será como Frei Tomáz "Faz o que eu digo ,mas não faças o que eu faço".
Seja bem vindo quem vier por bem e, eu acrescento quem vier por menos bem também( no pensar e escrever), porque leva todos sempre a mais reflexão.

13 abril, 2010 13:02  
Blogger o anão said...

E,já agora, fiquem também com esta: que eu saiba,dos que aqui botam letras, só o Jorge Dias, O Mário Neiva e eu próprio, é que foram frades professos. Isto, a menos que este anónimo também tenha sido frade professo...

13 abril, 2010 15:58  
Blogger o anão said...

Esqueci de esclarecer o "Exmo Público Leitor" que o "o anão" e "o braga" são a mesma pessoa, pois era assim tratado, indistintamente... O primeiro até por volta dos 13 anos e o segundo começou a prevalecer mais a partir dos 13 anos... rs.

13 abril, 2010 16:02  
Anonymous Pilatos said...

Caros companheiros, mas o blog ficou desestabilizado, quando se deixou de escrever e tratar apenas de assuntos " relijoeiros ".
Tantas tropelias passamos no seminário e iamos só ficar a rezar o resto dos nossos dias? Não digo que seja mau, mas acaba por ficar como um
santo de pau carunchoso.
Cortem lá a voz dos anónimos e rezem o terçinho os beatinhos que querem reservar certamente este cantinho para os eruditos.
Se bem se recordam alguém se lembrou um dia de criticar aqueles que não tinham a douta sapiência e davam calinadas no vocabulário e na gramática. Pois é companheiros, cada um sabe da sua poda, mas ninguém venha para aqui pensar que é melhor que os outros, porque enquanto houver anónimos leva p'ra tabaco , como já deu para entender.
Óbviamente que os anónimos são necessários para trocar as voltas daqueles que pensam que são donos de toda a verdade e sabedoria. Desta forma não ficam marginalizados e discriminados, aquando dos nossos encontrozinhos de ex-aacarmelitas.
Alguns até amuam e ficam a pensar que não vão dar mais confiança às praças menores que serão supostamente os anónimos.
Pobres de espírito se pensam assim. Porém, têem todo o direito de não se quererem misturar com gente da raia menor.
Para mim companheiros, estamos todos em pé de igualdade, cabelos grisalhos, alguns mais curvados, outros mais bem conservados, mas quem andou , já não tem para andar.
Saudações cordiais , sem excluir os anónimos.

13 abril, 2010 19:28  
Anonymous domingos coelho said...

A coisa mais importante! I

Um dia, durante uma conversa entre amigos, fizeram-me uma pergunta:

* O que de mais importante fiz na minha vida ?

A resposta veio-me à mente na hora, mas não foi a que respondi pois as circunstâncias não eram apropriadas. No papel de gerente da indústria textil, sabia que os assistentes queriam ouvir anedotas sobre meu trabalho com as celebridades. Mas aqui vai a verdadeira, que surgiu das profundezas das minhas recordações:

O mais importante que já fiz na minha vida, ocorreu em 28 de Maio 1995. Comecei o dia a jogar xadrez com um ex-colega e amigo meu que há muito o não via. Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele contava-me que a sua esposa e ele acabavam de ter um bebé.

Enquanto jogávamos chegou o pai do meu amigo que, consternado, lhe diz que o seu bebé parou de respirar e que foi levado para o hospital com urgência.No mesmo instante, o meu amigo entrou no carro do seu pai e foi-se. Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem mover-me, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer:

Seguir o meu amigo ao hospital ? A minha presença, disse a mim mesmo, não serviria de nada pois a criança certamente está sob cuidados de médicos, enfermeiras, e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.

Oferecer o meu apoio moral?

Talvez, mas tanto ele quanto a sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários acontecesse o que acontecesse. A única coisa que eu faria indo até lá, era atrapalhar. Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo.

Quando me encaminhei para o meu carro, percebi que o meu amigo tinha deixado o seu carro, aberto com as chaves na ignição, estacionado junto ao “ConvÍvio”. Decidi, então, fechar o carro e ir até ao hospital entregar-lhe as chaves.

Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam. Entrei sem fazer ruído e fiquei junto da porta a pensar no que deveria fazer. Não demorou muito e surgiu um médico que se aproximou do casal e em voz baixa, comunica o falecimento do bebé. Durante os instantes que ficaram abraçados ( a mim pareceu uma eternidade ) choravam enquanto todos os demais ficaram ao redor daquele silêncio de dor.

13 abril, 2010 22:18  
Anonymous domingos coelho said...

A coisa mais importante! II

O médico perguntou-lhes se desejariam ficar alguns instantes com a criança.

Os meus amigos ficaram de pé e caminharam resignadamente até a porta.

Ao ver-me ali, aquela mãe abraçou-me e começou a chorar. Também o meu amigo refugiou-se nos meus braços e disse-me:

Muito Obrigado por estares aqui !

Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital vendo o meu amigo e a sua esposa segurar nos braços o seu bebé, despedindo-se dele.

Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida. Aquela experiência deixou-me três lições:

Primeira: o mais importante que fiz na vida, ocorreu quando não havia absolutamente nada, nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que aprendi no Liceu, nem nos anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar a situação e decidir o que eu deveria fazer, me serviu para naquelas circunstancias: duas pessoas receberam uma desgraça e eu nada poderia fazer para remediar. A única coisa que poderia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal.

Segunda: estou convencido que o mais importante que já fiz na minha vida esteve quase a não ocorrer, devido às coisas que aprendi no Liceu ,os conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal assim como faço na profissional. Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje, não tenho dúvida alguma que devia ter entrado naquele carro sem vacilar e acompanhar o meu amigo ao hospital.

Terceira: Aprendi que a vida pode mudar num instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso,mas acreditamos que os infortúnios acontecem só aos outros. Assim fazemos os nossos planos e imaginamos o nosso futuro como algo tão real como se não houvesse espaços para outras ocorrências. Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas, podem alterar este futuro num piscar de olhos. Para alguns é necessário viver uma tragédia para recolocar as coisas em perspectiva.

Desde aquele dia procurei um equilíbrio entre o trabalho e a minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder umas férias, acabar um casamento ou passar um dia festivo longe da família. E aprendi, que o mais importante da vida não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente, nem receber honras.

"O mais importante da vida é ter tempo para cultivar uma amizade."
Emídio – Tu tens um coração de criança,
Tu fazes da amizade um prazer.
1947 está tão perto! Parabéns.
D/C.

13 abril, 2010 22:19  
Anonymous Anónimo said...

Sportinguistas, não desanimem, mas acontece que o Benfica, era obrigado a fazer melhor figura que na semana passada. Além disso tem o nosso querido Braga a roçar-lhe os calcantes e o Porto á mira, para que deslize e alcanse 2º lugar. Quer me parecer que vamos ter emoções até ao fim do campeonato, mas duvido mesmo que algum adversário aperte o papo ao rapa-pitos, como alguém já disse. O mais provável é alguém levar aqui mais umas bicadas destes anónimos inssurrectos, mas no fundo bons rapazes, só que detestam ser enxovalhados por um fresquinho, aprumadinho, todo poderoso que até manda o Sr. Director acabar com as saloiadas que acontecem neste Blog. Gente fina, é outra coisa ! Ou me engano muito, ou está a tratar da sua aquisição, para escrever sozinho, sem ter de escutar os ranhosos e mal vestidos que não sabem redigir com a elegância divinal do sr. limpinho.
Já sabem , aqui quem falar coisas feias está f...eito e condenado ao degredo.
E esta Heinnnnnnnnnn.

13 abril, 2010 23:54  
Blogger teresa silva said...

Palavras o vento leva.
Palavras o vento traz. Sequência de palavras formam um texto organizado no nosso pensamento, que se traduz numa escrita que posteriormente milhões de pessoas podem ler. Num livro, num site, num congresso, na televisão.
Comunicamos através da palavra, porque podemos pois há quem não possa por qualquer razão. Mas há sempre uma forma de comunicar, seja por palavras, gestos, sons, braille,etc.
Todas as pessoas fazem parte deste mundo e se há algumas diferentes na arte de comunicar porque serão elas excluídas? Também têm direito tal como nós de se expressarem mas fazem-no de forma diferente. Têm menos capacidades? Nem por isso, apesar de por vezes faltar uma apura-se mais as outras. São pessoas, não coisas que podemos descartar. Até podem-nos ensinar a ver a vida duma outra dimensão e de percebermos o quão grato deveremos estar por sermos como somos.

Amigo é aquele que está sempre presente quer nos momentos bons quer nos momentos menos bons da vida. É aquele com quem se partilha sentimentos, alegrias, tristezas. É dar-se sem nada esperar em troca. É chamar à atenção mesmo que doa.
É o companheiro de viagem nesta longa jornada da amizade.

13 abril, 2010 23:55  
Blogger jorge dias said...

Caríssimos,
Olá!
Então, anda muita bilis por aí! Tereis que vos aliviar com umas boas aguardentes!
Viva os afectos!

Os próximos comentários que farei terão a designação de pontos, um a oito. Serão postados aos poucos, se tal julgar oportuno.

Foram escritos durante a minha semana sabática e, por isso, à margem da leitura do blog e, também, ignorando em absoluto o que por este espaço se passava, e que só hoje li e reli. Aproveito, pois, para saudar os jovens varões, aniversariantes, Emídio e Mário, de suas graças. Entretanto fui pesquisando, pensando e escrevendo.
A todos os bloguistas, o meu afecto. Ao caríssimo DC a certeza absoluta de que quando o pão nos une, unidos ficamos. E nestas coisas dos afectos eu sou mesmo um tradicionalista. Sei que sabes que estas coisas também têm cenários… Volto amanhã com o ponto 1.

14 abril, 2010 01:05  
Anonymous Mário neiva said...

Eu, hoje, não sei por onde começar. O melhor é apontar para o grupo e dizer "sois todos bons rapazes" e estais cobertos de razão em tudo o que falais. Os anónimos têm direito à sua privacidade e acredito que a «sua» razão para não dar a cara pode ser tão ou mais "meritória" que a minha, ao decidir expor o "rosto", que às vezes vem mais com a aparência de focinho: acontece quando sai asneira. E, nesses casos, páro para escutar o meu próprio zurrar.Eu sei que com este palavreado vos faço lembrar um monge, sequioso de perfeição pelo desprezo do corpo, a acariciar os piolhos, a agradecer aos chatos e a chamar "queridas irmãs" às pulgas.
O Coelho, como sempre, muito maior na alma que na barriga, apesar dos assomos de arrogância desta atrevida.
O anónimo do «rapa-pitos» topei-o logo, quase tão depressa como o Anão (de Braga). Está tão orgulhoso do seu milhafre, que até se esqueceu de colocar o nome? Não. Parece que foi de propósito mesmo. Não me enganas com esse "português" escorreito e criativo. E mais não digo, porque se entraste sem nome, é porque sem nome queres ficar.
A Teresa convidou-nos a ler o pensamento que as palaras escritas carregam, a sentir nelas a amizade ou a alma toda de quem as faz.
Por fim, saúdo o regresso do Jorge, carregado de afectos para distribuir por todos.

Ninguém vem aqui para fazer arranjos literários, mas para falar com amigos que já são ou podem ser. E cada um vem como quer e quando quer, como sabe e quando sabe, como pode e quando pode. Se vem zangado, desabafa; Se vem calmo e feliz, dá um abraço; se lhe nasce um pensamento, partilha-o; se conheceu uma noticia, comunica-a; se tem alma piedosa, deixa uma oração; se tem coração de poeta, traz um poema; se a revolta lhe incendeia o peito, solta um grito.

É nosso o palco
e é nossa a vida
e este espaço é nosso.

E o mais importante é pensar que

não está feito,
não está acabado,
não está perfeito.

E quando tudo «estviver como há-de ir» é porque deixou de crescer e se tornou peça de museu. Nesse dia só virei cá para ajudar a arrumá-lo na prateleira.

14 abril, 2010 09:07  
Anonymous El Cantante said...

É lá, parece-me que o pessoal, se está aproximando mais da realidade, ao deixar de parte as peneirices, pondo de lado a arrogância literária, sem tentar amesquinhar os menos cultos que podiam muito bem dizer pum em vez de pei.., só que parece que a graça não era a mesma, ou não escutam os nossos actores que também largam umas farpas.
Quantos aos benfiquistas, não cantem de milhafre, porque ainda vão levar a chumbada da praxe, no Dragão, e , então cantaremos... de milhafre ferido na asa, como o Rui Veloso.
Como Bracarence convicto e inegável amante de futebol, desde os longuínquos tempos das nossa peladinhas na Falperra, ainda hoje dou uns toques para espantar o reumático, só que os anos foram gamando a minha agiliade e tenho de pedir licença a um pedal, para levantar o outro.
Como disse o Pilatos, " quem os andou não tem para andar ", mas que é bom andar por cá, enquantos podermos beber uns copitos e comer uns aperitifes ( franciú ), não tenham dúvida.
Por falar nisso, vamos ter outra enchente de companheiros no Sameiro, ou andam desmotivados por causa dos anónimos que rezam pouco e mal?
Eu tenho quase a certeza que eles são tão bons, como os demais, só que precisam de um catecismo mais moderno, porque aquele de à 50 anos, deu nesta desgraça que sabemos, não convence a acreditação dos nossos filhos e netos. A gente teve mão neles até aos 18 anos, mas depois é o que se vê por essas igrejas, só cabeças brancas a pedir perdão dos seus pecados na derradeira esperança de ganhar o reino de Cristo.

14 abril, 2010 10:52  
Anonymous Anónimo said...

Oh Augusto Castro, tens razão às vezes a gente tb erra sem dar por isso, devia ser sono.
Resalvo a palavra,escrita em 13/04/2010, ás 23h54 , alcanse quando deveria ter escrito alcance.

14 abril, 2010 11:34  
Anonymous Mário Neiva said...

Não te amofines, meu caro anónimo, com o teu alcance aos "ss" (devia ser dos copitos), que a minha «contensão» já deu a volta ao mundo da linguistica e até agora a resposta é «nim». Eu a teimar que se a matriz latina é «continere», tem de ser assim, aos "ss", mas parece que o uso consagrou «contenção», transformando homófonos em sinónimos. E eu ralado com isso. Venha a alma em cada palavra escrita, e já aconteceu em revoltado palavrão, que a gente acabará por se entender. E então neste circulo de amigos, tanto me faz que se diga susto ou cagaço, como se diga, em vez de epidemia, andaço.
O que importa é que quem vier escrever, venha por bem. Eu cá prefiro um "prato" asseado, mas se vier borrado, que a borrada seja de mestre, porque até o sexo explicito pode não ser pornografia...

14 abril, 2010 15:18  
Anonymous Anónimo said...

E então o sabático não parla nada?
Em tempos andava engalfinhado com um anónimo, mas parece que a coisa deu para o torto, já que andam desaparecidos, ou então alguém bateu a cassoleta.
Na verdade tinham graça e espevitaram essa melancolia. Apereçam e deixem o sabatismo para depois, porque tem de haver alguém para animar a malta, senão, nem com traques da feijoada do Evaristo lá vamos.
E tu, oh Neiva, pôe-te fino que no Dragão vais levar a bicada final, para não cantares de milhafre.
A Teresa deve estar de luto com a desgraça do Leão. Ou então, não anda muito contente com as bicadas dos anónimos. São uns patifes, não há meio de darem a cara, mas mais vale isso do que darem outra coisa mais feia, rs...
Concordo que desestabelizam o blog, mas se nasceram tortos, tortos morrem. Vamos rezando por eles, quem sabe se coverterão até ao próximo encontro do Sameiro.

14 abril, 2010 16:13  
Anonymous El Cantante said...

Sobre os anónimos!!!
Nunca, como na actualidade, prestaram um relevante serviço ao país, ao denunciarem casos de corrupção e de toda a espécie que bradam aos céus, quando fundamentados, é de notar. Certo é, que casos existem que podem ser pura invenção para denegrir a imagem das pessoas a atingir os objectivos de malificência. No entanto, de uma forma geral, se esses benditos anónimos não denunciassem certos casos de corrupção, tudo passaria incógnito, como outrora estavamos habituados.
Não me venham com a mania de que é cobardia, pois acho que em certos casos prestam um relevado serviço ao país.
Imaginem fazer as denúncias que têem fundamento, contra os todos poderosos e assinarem por baixo. Era simplesmente assinar a sentença de morte, ou então por outra forma mais branda moerem o juizo nos tribunais. Com tantos milhões, roubados, ou desviados, podem recorrer a tudo e a todos.
Apelo a todos que conheçam malabariçes, dos governantes e funcionários em geral que dunciem anónimamente, porque se assinarem estão tramados.
Infelizmente só dessa forma podemos ainda salvar algo do que ainda resta deste nosso património e herário público que o vemos a ficar hipotecado, ou delapidado.

14 abril, 2010 16:54  
Blogger jorge dias said...

Ponto 1
Acreditar no impossível!
No estrito cumprimento de uma semana sabática em relação a este espaço, aaacarmelitas.blogspot.com, que a mim próprio me impus, quer no tocante a leitura quer comentário, qual jejum purgante e clarificante, senão mesmo nojo, retorno hoje, e por agora, na certa justificação e gratificação que me dou de, ao olhar para um almoço muito especial, verificar o longo caminho feito, de palavra, pela mão e inteligência de muitos, uns nominados e outros nem tanto, mas nisto a todos saúdo e aplaudo em salutar ronda de auto-estima. Só todos tornamos possível que os comentários vertidos até já pudessem ser livro e que livro dariam!
Nos manifestamos na palavra, sempre criadora, sempre pedagógica e provocante, sempre direccionante, e até sempre catártica, mesmo que aqui e ali em “verbo” calão e desnecessariamente provocante, senão mesmo em linguagem inadequada civilizacionalmente, e por isso condicionante de que nos revejamos na totalidade deste espaço e, a partir de agora, condicionante também até da divulgação do espaço e do “link” de acesso.
Face a alguns sinais emergentes, por aqui me fico, hoje…

14 abril, 2010 20:34  
Anonymous Mário Neiva said...

Correio para um amigo crente, católico praticante



Afinal não deu para comentar, ainda ontem, o "teu" pequenino evangelho.
Claro que eu conheço o texto, porque fui um cristão e candidato a padre empenhado.
O que queria comentar contigo é a estranheza que sinto ao ler, no presente, esses textos. A estranheza não resulta da leitura de um texto histórico, carregadinho de ternura e beleza, reflexo perpétuo da alma dos nossos avós. O que me choca é a transposição, para o presente, pura e simples, da fé dos nossos antepassados, como se o nosso Cisa Vieira se lembrasse de andar a fazer projectos de capelas de estilo românico ou catedrais góticas.
Cada tempo tem a sua linguagem, a sua expressão de fé, de arte, de filosofia...
“Celebrar" os textos sagrados cristãos, é comparável à prática dos muçulmanos de decorar e recitar os versículos do Corão. E se é verdade que, no mundo cristão, o movimento irresistível da história «laica» impediu a fixação e transposição para a «sociedade civil» das «formulas» pensadas e criadas pelos nossos remotos avós dos tempos bíblicos, o apego acrítico dos muçulmanos à sua religiosidade do passado está a provocar o caos que se conhece entre algumas nações.
Mas entre nós, os chamados «cristãos praticantes» e os que o são em jeito de «maria vai com as outras», ao persistirem na celebração das antigas fórmulas da fé, estão a criar um divórcio crescente entre os nossos filhos e o tesouro contido na Biblia.
Os nossos filhos não pensam em projectar templos como o de Salomão e há muito que aprendem nas escolas que o mundo não se fez em seis dias.
Perante a perspectiva que a ciência lhes dá de um Universo com biliões de anos de existencia e do Mistério da Vida que emergiu "lentamente" do mais profundo dos mistérios do cosmos, que significado podem ter, para os nossos filhos e netos, expressões como estas, do evangelho «lido e meditado», hoje (14.04.2010), em toda a cristandade católica?

…Tanto «amou» Deus o mundo que lhe «entregou» o seu «filho Unigénito», a fim de que todo o que nele crê «não se perca» mas tenha a «vida eterna»; Deus não «enviou» o seu filho ao mundo para «condenar» o mundo, para que o mundo seja «salvo» por ele; Quem nele crê «não é condenado», mas quem não crê «já está condenado»; a «luz» veio ao mundo mas os homens preferiram «as trevas»; Quem pratica o «mal», «odeia» a «luz» mas quem pratica a «verdade» aproxima-se da luz...

Não podemos meter os nossos filhos todos num imenso convento planetário e pô-los a repetir estas palavras ancestrais, deixando aos outros, (quem?), o encargo de continuar a História, criando filosofias, teologias e projectando um homem novo,
As pessoas «religiosas» dos nossos dias recusam-se a criar o mundo da sua fé. Talvez seja muito mais cómodo repetir fórmulas antigas e repetir liturgias com séculos de existencia.
E quem não alinhar é excomungado.
Mas quem está a ficar marginalizado da História são esses crentes. Filhos e netos olham-nos, cada vez mais, com um sorriso complacente e amoroso. Porque são bons filhos.
É tempo de acordar, preservando os tesouros recebidos e criando outros que legaremos aos vindouros.
Em que é que alinhas?
Um abraço
Mário

15 abril, 2010 09:28  
Anonymous Catharticu said...

PARA DESCONGESTIONAR:

Falperra, lugar bonito,
onde bons anos passei,
muita coisa tenho dito,
desde quando te deixei.

Dos passeios nesse monte,
eu jamais vou esquecer,
quem bebeu daquela fonte,
lembrará até morrer.

Quem às cortiças subiu,
encantado, mais ficou,
daquele alto, quem não viu,
o que a saudade levou.

Na Santa Marta, rezamos,
sempre muito piadosos,
hoje apenas nos lembramos,
com o carinho de idosos.

Havia até os ousados
que espiavam namorados,
com olhos arregalados,
lá fizeram seus " pecados ".

Fazia parte da vida
e tudo isso passou,
na mocidade perdida
que na Falperra ficou.

15 abril, 2010 10:14  
Anonymous Mário Neiva said...

Só não concordo com esta da «mocidade perdida». Ou está só ali para rimar?
A saudade, o monte, a fonte...estão bem evocados.
Construi ali a minha mocidade e hoje sou parte desssa obra. Meia dúzia de anos, na brevidade da juventude, são muitos anos. E para mim não foram perda, foram ganho. Mas se alguém perdeu, aproveite a saudade que lhe ficou daquelas fontes, daquelas árvores, daqueles companheiros, que hoje são parcela da sua identidade.

15 abril, 2010 14:25  
Anonymous Katharticu said...

Reslavo,

Fez tudo parte da vida
E tudo isso passou,
nessa vivência querida
que na Falperra ficou.

15 abril, 2010 19:40  
Blogger teresa silva said...

Esta época não é mesmo a do Sporting. Lá vai mais uma derrotazinha. Mas pronto, paciência.
Espero que a próxima época seja melhor. Já estou a esfregar as mãos e a dizer:"É pró ano". Parabéns ao Benfica que este ano em princípio ganhará o campeonato, porque foi a equipa mais regular e com futebol mais bonito. Queria dar também os parabéns à equipa do Braga pela época que está a realizar, porque o futebol fica mais rico com mais equipas que tenham também potencial para chegar ao título de campeão.

Quanto aos anónimos queria dizer o seguinte: São sempre bem-vindos porque ajudam nas trocas de ideias e de pensamentos. Apesar de anónimos não deixam de ser pessoas com a sua opinião e que gostam de as partilhar aqui neste espaço. Umas em concordância outras nem por isso e outras até pelo simples prazer de escrever e de desculpem a expressão "botar palavra".
Pelo facto de serem anónimos de vez em quando lançam umas achas para a fogueira, a fim de ver a reacção do blog. Acho isso uma forma salutar de trocar opiniões, pois vivemos numa democracia e cada pessoa tem direito a opinar sobre os mais variados temas. Desde que haja respeito pela dignidade das pessoas e não esquecendo a velha máxima de que a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro.

15 abril, 2010 22:12  
Anonymous Emídio Januário said...

D. Teresa,
Tudo bem. Há aquele ditado que diz: em vez de nos entristecermos por a rosas terem espinhos, alegrem-nos por os espinhos terem rosas!
Se estamos tristes por uma coisa, temos de estar alegres por outras. E é nisto que a vida tem sentido. Por isso, em vez de nos entristecermos por o Sporting perder ( e estar num péssimo 4º lugar), alegremo-nos porque o CHAVES (viva Trás-os-Montes)ir à final da Taça de Portugal. Mesmo que o CHAVES (viva Trás-os-Montes)nao ganhe, já é mesmo uma vitória ter chegado onde chegou.
E a D. Teresa esqueceu-se de dar os parabéns aos flavienses (vivam os transmontanos)!
EJ

15 abril, 2010 22:37  
Anonymous o braga said...

Não sei bem porquê, mas depois de ler todos os textos que por aqui têm sido escritos, lembrei-me, a propósito das recordações da nossa infância, de ir reler um texto de um livro que ando, presentemente, a ler. Aqui o reproduzo, mencionando, como é normal a sua fonte.

<<“”Tudo o que viveste o passado foi importante porque te fez chegar até aqui. Mas o seu valor termina aqui, no presente. Agora, há um novo tempo para ti e, neste Agora, não deves nada ao passado, nem a ninguém. Deves a ti a felicidade e a alegrai que mereces. Naturalmente, deves a ti toda a saúde, abundância e poder que pensas ser impossível, deves a ti toda a inteligência, sabedoria e sucesso que acreditas ser inatingível. As lembranças de amor e de momentos de alegria não podem nunca ser perdidos porque eles são os teus lembretes naturais da verdadeira função que tu tens que é a de amar. Mas o amor nunca te prenderá ou limitará, se for verdadeiro. Nunca poderás ficar dependente ou preso a algo ou alguém se Amares verdadeiramente. Poderás pensar que amas alguém quando, de facto, sentes apego ou domínio sobre ela, para que possas preencher as tuas necessidades. Isso não é Amor. Recordar momentos de partilha, de paz, de união e empatia é algo que te manterá forte e disposto a amar mais e mais. Ainda assim, o que amaste no passado, já não existe, na sua forma exterior, e não pode restringir-te ou limitar-te, Agora. O Amor permanece, para sempre, em ti! A não ser que continues a amar, no presente, não saberás o que é o verdadeiro amor, e não terás amado até aqui, na verdade, porque o Amor é a única emoção que é eterna.””>>. (Entre o Medo e a Liberdade, Isabel Ferreira, Editora Ariana, Lisboa, 2009, 1ª ed., pag. 88).

15 abril, 2010 23:01  
Blogger teresa silva said...

Peço desculpa pelo lapso.

Claro que as equipas pequenas também têm o seu lugar de destaque, neste caso o Chaves porque chegou à final da Taça de Portugal e que ganhe o melhor. Mas pelo menos já dá para fazer a festa!!!

15 abril, 2010 23:49  
Anonymous Mário Neiva said...

Tão intemporal como esse amor, de que fala Isabel Ferreira, será o pensamento do homem, como se cantava na Falperra, no hino do Grémio de São Tomás, da autoria do aa Fernando Venâncio, e que o "Braga" ensaiou:

«aprender para a vida inteira
que o saber não ocupa lugar».

Saber e amar parecem fazer-nos existir numa dimensão interior ao tempo e ao espaço que medimos em horas ou metros, como se flutuássemos sobre a nossa própria existência!
Mas pensando melhor, embora de forma rudimentar, o golfinho ou o chimpanzé também pensam e o nosso cão e o nosso gatinho de estimação dedicam-nos uma afeição a toda a prova. Mais do que isto, no mundo animal vemos a mãe ou o pai a arriscar, até perder a vida, para salvar os seus filhotes.
É o instinto, aprendemos nós. E não temos nós imensos gestos «instintivos»? E não somos uma panóplia de automatismos que nos constroem e preservam a vida, mesmo quando dormimos ou atentamos contra ela, levados pela nossa temeridade ou mera ignorância?

Saber e amar só ganham foro de eternidade, quando sustentados na mais misteriosa das realidades, esta sim, distintiva e exclusiva do ser humano: A CONSCIÊNCIA.
Com ela recuamos até ao despontar da nossa identidade individual e avançamos no futuro, até nos vermos alquebrados e trémulos, com 99 anos, a agarrar as mãos de um parente ou de um amigo, se tivermos a sorte de tamanho carinho, na hora inevitável em que vamos deixar de pode medir o tempo e o espaço onde construímos a nossa vida.
É uma eternidade nascida da consciência, que emerge no amor e no pensamento, e lembra a «vida depois da vida», que é um sonho antigo e ustentado na fé dos homens. De facto, há quem pense, como Platão, que temos uma identidade para além daquela que aparece no tempo e no espaço de uma vida. E também há quem creia que a identidade da vida que construimos aqui e agora será re-criada pela ressurreição de quem morre. )E sobre a «ressurreição cristã» temos de acrescentar que esta re-criação é extensiva ao universo da vida e das estrelas).
Quem segue Platão não sabe explicar o porquê do «mergulho» temporário de uma entidade imortal, na dimensão temporal e espacial, como dois mundos que se confrontam.
Já quem acredita na re-criação do Universo (ressurreição) deixa aberta uma janela de esperança para o individuo.
Tanto num caso como no outro a experiência da consciência do pensamento conduziu Platão e os cristãos a acreditar na «vida depois da vida».
A verdade é que, para além desta esperança e sonho de imortalidade, só nos resta considerar a imortalidade dos «átomos»…que também somos.
De uma forma real e "palpável" recuamos no tempo, ultrapassando a nossa individualidade, até pensarmos num «principio» que nunca é vislumbrado, apesar dos biliões contados ou percorridos. De uma forma "palpável» avançamos no futuro, fazendo projectos para o minuto seguinte, para o mês que vem ou para os séculos que antecipamos viver, se não eu e tu, seguramente a nossa espécie e o nosso universo.

Desta forma entendo o amor de Isabel Ferreira. Estará a falar da experiência da sua vida. Não está a inventar nada. Mas será que ela viu que o Mistério da Vida é bem mais profundo do que aquilo que nós pensamos e experimentamos?
Medimos e sentimos o nosso tempo e o nosso espaço individual, entre o nascimento e a morte, enquanto criamos a nossa identidade e dela vamos tendo consciência. Mas também temos consciência da fragilidade de um percurso que se «salvou», até hoje, não sabemos porque privilégio do "destino" e sem sabermos quanto tempo e quanto espaço teremos no futuro, para continuar a construir um sonho que nos aparece sempre inacabado. Tanto como indivíduos como espécie.

Nada dramático, para quem sabe e sente que segura nas mãos, a intemporalidade do amor e do pensamento.

16 abril, 2010 09:10  
Anonymous El Cantante said...

Bom Dia
O melhor é o Porto,todos sabemos, mas não quer dizer que vá ganhar. Só para acabar com a léria do Neiva que quer ver esfarrapado o "rapa-pitos", quer dizer Águia, até era bonito ganhar o Chaves. Só que bonito, bonito...
A bola é redonda e como pensa o Emídio; " para lá do Marão, mandam os que lá estão ". Só é pena o jogo não ser lá.
Quanto ao Porto, já avisou o P.C. que para o ano vai limpar tudo, mas meus amigos quem vota foguetes antes da festa, sujeita-se a apanhar as canas. Vamos com calma que este campeonato ainda não acabou e o túnel pode ainda afunilar. Desculpas de mau pagador, ou melhor de mau perdedor, ou pradador...
Quanto aos anónimos, disse á tempos, um, e muito bem, se não houvesse denúncias anónimas, os todos poderosos esmifravam o país e os outros até ao tutano. Assim vão tendo mais cuidado e não rapinam tão descaradamente. Sete mil e tal €uros, para assistir a uma reunião!!!!!!!!!!!.
Salário mínimo 475,00X14=6.650,00, que vergonha, companheiros. Nós até rangamos mais um pouco, vamos ficar calados. Não façamos ondas.
Aos que lhes chamam cobardes, devo dizer que tenham juizo, porque sempre ouvi dizer que vale mais um cobarde vivo que um hirói morto. Quem disser o contrário é fingido, ou santinho disposto a dar a vida por uma causa justa, o que não acredito.Porém quando avançarem muitos eu sigo depois na retaguarda, para contar os hiróis.
O que a gente consegue saber através da internet e notícias a vulso que penso eu, nem tudo é mentira, porque se o país está numa desgraça, não é só derivado aos boatos, como dizem os acusados.
Vamos ver se agora este transmontano emergente, mesmo contra a vontade dos tubarões,se consegue dar um abanão nas tropas desencarreiradas deste país desgovernado, sem rei , nem roque. Desculpem, governado sim, mas à mercê de clientelas, amantes e amigos do que pertence ao herário público.

16 abril, 2010 09:26  
Anonymous El Cantante said...

Onde se lê rangamos, deve ler-se, ganhamos

16 abril, 2010 09:33  
Anonymous Anónimo said...

Venha um «messias» que o D.Sebastião não há meio de surgir por entre o nevoeiro...
Messias por messias prefiro o galileu de Nazaré.

16 abril, 2010 09:41  
Blogger Evaristo Domingues said...

“PRÉMIO DE CULTURA ÁRVORE DE VIDA - PADRE MANUEL ANTUNES PARA A DIOCESE DE BEJA.”
A diocese de Beja foi distinguida com a sexta edição do Prémio de Cultura Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em nome da Igreja Católica.
O júri considera que “a forma criativa e empenhada” com que Beja “tem sabido colocar a Cultura como campo prioritário da missão da Igreja” é um “testemunho” para as dioceses portuguesas.
O reconhecimento, que realça o trabalho do Departamento do Património Histórico e Artístico, valoriza a “conservação cuidada” dos bens culturais e o seu envolvimento num “diálogo contemporâneo e inventivo”.
Os jurados consideram que a distinção enaltece "uma obra que, ao longo das últimas décadas e no presente, se tem cimentado como modelo de excelência e semente de esperança".
“Que tudo isto aconteça numa Igreja com escassas possibilidades económicas, e periférica em relação aos grandes centros de circulação cultural, só evidencia o seu mérito e exemplaridade”, lê-se na justificação do Prémio, que resulta de uma parceria com a Rádio Renascença.
O bispo de Beja D. António Vitalino diz que a atribuição do Prémio de Cultura Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes ao Departamento Histórico e Artístico da diocese é um estímulo também para as dioceses que não têm os mesmos recursos das grandes. .
O Júri do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes teve a seguinte composição: D. Manuel Clemente, Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; José Luís Ramos Pinheiro, Representante do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, patrocinadora deste Prémio; António Vaz Pinto sj, Director da Revista “Brotéria”; Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura; Maria Teresa Dias Furtado, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; José Tolentino Mendonça, Director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. (continua)

16 abril, 2010 12:33  
Blogger Evaristo Domingues said...

D. António Vitalino Dantas, que assumiu a cátedra pacense em 1999, é uma referência do nosso trabalho. Vem-nos ajudando muito com a sua visão objectiva, pragmática e desprendida das coisas, uma característica da espiritualidade carmelita, tão presente ainda no Alentejo. Adepto das novas tecnologias, que conhece pormenorizadamente, é sensível à importância do diálogo com a cultura contemporânea, algo essencial num mundo em rápida transformação. O facto de ter estudado e trabalhado na Alemanha, primeiro, e numa grande paróquia da periferia de Lisboa, depois, deu-lhe uma visão global, descontraída e humanista dos problemas. O seu conselho – e o dos seus colaboradores mais directos – ajudam a optimizar os poucos recursos de que dispomos, orientando-os para a sociedade mais alargada. Trata-se de uma preocupação presente no dia-a-dia de D. António, um bispo que conhece os “dossiers” da região e é sensível à importância de pensar em termos globais para agir depois localmente. Pessoa próxima e acessível, nunca lhe faltam palavras fraternas para quem delas precisa.
Em relação às outras estruturas da Igreja, ao nível nacional, temos encontrado simpatia, para não dizer respeito, pelo trabalho efectuado no Baixo Alentejo. Várias dioceses mostraram interesse em conhecer mais de perto esta experiência. Já recebemos estagiários de algumas delas. O mesmo sucede com a Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, que acompanha de perto as nossas actividades e apoiou iniciativas extremamente importantes para Portugal, como a exposição que efectuámos em Roma, na sequência do Jubileu de 2000. Temos participado discretamente nas actividades do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, onde eu próprio desempenhei em tempos as funções de director-adjunto. Ficamos contentes por saber que o que se faz na Diocese de Beja é apreciado e pode revelar-se útil também noutras paragens.
Vivemos num mundo sem fronteiras estanques e as causas da cultura e do património têm tudo a ganhar com uma colaboração mais alargada. O tempo dos egoísmos já passou. Uma certa visão míope dos interesses regionais e locais, assente na inveja pacóvia, na imitação, na megalomania, na concorrência desenfreada prejudicou enormemente a valorização da herança cultural portuguesa. Somos poucos para defender um conjunto de valores em risco e é imperioso que actuemos num espírito de unidade quanto ao essencial.
© SNPC | 13.04.10

E. Domingues

16 abril, 2010 12:37  
Blogger Evaristo Domingues said...

E. Domingues
Tendo transitado dos Capuchinhos para os Carmelitas onde iniciou a sua caminhada
Nunca é demais salientar com algum orgulho, o homem de acção e algures por terras alentejanas, sediado na Diocese de Beja, oriundo da minha terra, Santa Marinha de Oleiros, Concelho de Vila Verde. Não me recordo, muito bem dele, porque sou mais novo sete anos e cedo mudou de residência para uma freguesia vizinha que é Parada de Gatim, onde hoje ainda vivem Mãe e irmãos. Recordo-me quando criança porque nasci em frente à igreja de Oleiros, das obras de restauração da mesma e construção de uma nova torre, onde passava horas a ver as obras, onde o Pai trabalhava como Pedreiro de quem me recordo bem. É caso para dizer: O Pai ajudou a construir a igreja com pedra sobre pedra. O Filho foi um dos escolhidos, como Pastor para propagar a fé em missão por terras de Lisboa e alentejo. Iniciou a sua caminhada no Seminário dos Capuchinhos, transitando pouco tempo depois para o Seminário Carmelita da Falperra ,onde muitos de nós conviveram com o D. Vitalino. Todos conhecemos o trabalho desenvolvido em Loures, criando a Paróquia de Santo António dos Cavaleiros, que já tive o prazer de visitar. Por onde passa deixa sempre obra feita. Foi o primeiro Bispo Português a utilizar o “ Youtube. “ O pouco que tenho lido sobre Ele, sei no que toca a novas tecnologias, procura estar na linha da frente. São reconhecidas as invulgares capacidades de liderar, como a o talento e a forma criativa humilde e empenhada que com escassos meios, numa Diocese como a de Beja, talvez a mais pobre de Portugal.
BEM HAJA D. VITALINO MUITA SAÚDE PARABÉNS, COM DEUS NO BOM EXEMPLO DE MISSÃO E EVANGELIZAÇÃO.

16 abril, 2010 12:45  
Blogger jorge dias said...

Congratulo-me com a animação reinante neste espaço e até tinha vontade de pegar numa mão cheia de pontas que estavam mesmo a pedir comentário e alguma salutar provocação.
Fiel,porém, como devo, ao desiderato que a mim próprio me impus, outro será o caminho.

Não posso todavia deixar passar em claro este tempo apocalíptico que nos é dado viver nos aeroportos europeus por força da entrada em funcionamento do vulcão "Fimmvorduhals" no glaciar Islandês "Eyjafjallakull". Dormia este pequenino vulcão já lá iam uns longos 187 anos. Ilhéu por adopção e vivendo no sopé do vulcão mais novo dos Açores, o do Fogo, cuja primeira erupção leva apenas 5000 anos, e a mais recente pouco mais de 100 anos, embora sempre com actividade residual, sinto como os ilhéus, sempre, interiormente, esta infinda e infinita pequenês que esta proximidade nos dá, qual vizinhança do "Apocalipse", e que nos fará dar às de vila diogo ao mais pequeno arroto! E que entretanto aqui construímos, também por isto, a nossa diferença de outras gentes!
Tempos interessantes estes que vivemos na Europa, tempos em que a transversalidade da gregaridade humana assume mesmo essa radicalidade apocalíptica de "limite" face à natureza e, hoje, face à necessidade de retorno à idade da pedra no transporte público, aéreo e logo se verá em que coisas mais! Como o sentir colectivo de "ser só com os outros" emerge e como o que individual e colectivamente somos se evidencia em humildades infinitas perante os fenómenos!


Ponto 2
Acreditar no Impossível!
O poder de estimulação deste blog e as coisas lindas (milagres) que espalha por todo o lado!

É evidente que há uma fortíssima estimulação mental que decorre deste conjunto imenso de comentários, e que, desde "um almoço muito especial", traz aos leitores e comentaristas deste espaço, estimulação que tem a particularidade intimíssima de ser, muitas vezes, de criação literária, e, claramente, tantas outras vezes, de enquadramento social, porque gregários, senão mesmo de oração, se crentes, e ainda outras vezes, de pesquisa e partilha bibliográfica, de leituras e profunda meditação e recolha de notas durante as 24 horas do dia. Esta é, obviamente, uma condicionante e uma justificação causal da minha participação como leitor ou como comentarista em aaacarmelitas.blogspot.com e até mesmo uma condição geradora em mim próprio de mais dignidade humana, senão mesmo de vivência da fé cristã, e que me levava sistematicamente a exortar amigos e conhecidos a partilharem e a partilharem-se neste espaço, de que o conjunto das manifestações expressas em comentários, para não falar das visitas ao blog, são bem uma evidência.

16 abril, 2010 17:34  
Blogger teresa silva said...

Por aquilo que temos assistido pela televisão, a Europa está um caos no sentido do trânsito aéreo, isto devido ao vulcão activo na Islândia. O que a mãe natureza faz, deixa o homem completamente impotente perante a sua força. Dá que pensar. Por vezes esquecemos a nossa pequenez perante a sua força. A mãe natureza vence sempre seja qual for o fenómeno(sismos, vulcões, maremotos, chuvas torrenciais, tornados). A nós cabe a resignação perante a sua força e o seu poder e resta-nos a solidariedade e a ajuda a quem precisa perante estes fenómenos. É que hoje pode ser Portugal e amanhã um outro país do mundo. Há coisas que são imprevisíveis nem o homem consegue controlar, mas por vezes esquecemos isto: somos tão pequenos quanto um grão de areia na praia.

16 abril, 2010 18:10  
Anonymous Anónimo said...

Boa Noite

Eu como não sou homem de letras, porque meu pai desde muito novo me escalou para calceteiro marítimo, não me posso alongar em escrita polidap. Peço humildemente ao caríssimos leitores que tenham a paciência de Job, para lerem as minhas desandaduras do português macarónico. Se por azar algum dos eruditos não entender, me vergo, mas em sentido, para explicar aquem não capisca a minha linguagem saloia.

16 abril, 2010 21:44  
Anonymous Jeremias da Falperra said...

Sem pânico, mas com receio de que possa acontecer o pior na Islandia, caso entre em actividade um segundo vulcão, com uma caldeira de dez Km de díâmetro, como dizem as notícias. À explosão poderá seguir-se uma onda gigante de trinta metros de altura. Aqui bem perto da Europa.
Com o PR retido em Praga, deve andar muita gente a pensar porque não fizemos ainda o TGV.

17 abril, 2010 08:32  
Anonymous o braga said...

Atento ao que ao que se disse acima sobre o que se está a passar na Islândia e sobre a nossa resignação perante tais factos, permitam-me que discorde. Primeiro, não me parece que tais acontecimentos sejam só produto de reacção da natureza (Haiti, Chile, Islândia e outros que virão)mas também efeito da actividade directa dos humanos aprendizes de feiticeiros: abriram a caixa de Pandora e agora é um ver se te avias. Segundo, a natureza com a qual devemos viver em consonância total, responde ao comportamento de todos os humanos, reajustando-se para não colapsar. A este propósito e para quem queira esclarecer-se mais, sugiro que vá ao google e que introduza as letras H.A.A.R.P. ou só HAARP e veja o que lhe aparece e que, se souber inglês, leia, mas que nãose assuste. Ou então, para perceber melhor um pouco o fenónomeno do Haiti e outros, introduza as palavras HAARP HAITI e veja o que acontece. Por aqui me fico.Respeitemos todos a Mãe Natureza, A "GAIA" que é a nossa actual habitação. Um bom fim de semana para todos.

17 abril, 2010 09:03  
Anonymous Mário Neiva said...

O FIM DO MUNDO!!!

Bem, por esta não esperava eu.
Ainda ontem vi um filme na TVI, em que o enredo andava à volta de uma aventura de «aprendizes de feiteiro», muito mal sucedida. Uns industriais resolveram inventar um substituto para o uso de químicos no combate aos insectos que atacam as culturas e modificaram geneticamente um agressivo gafanhoto africano, tornando-o carnívoro. A coisa deu para o torto e a nova espécie de gafanhotos tinha mais vontade de comer gente que mosquitos. Como sempre, tudo acabou bem.
Pelo meio apareceu um daqueles pregadores que aproveitam todas as desgraças que se abatem sobre a humanidade para anunciar a salvação do homem face a esta e a todas as pragas, dizendo explicitamente que «quem acreditar» não será comido pelos gafanhotos. E enfrentou a exótica bicharada, de Bíblia em punho, proclamando a sua fé, até ser totalmente descarnado pelos devoradores, feitos de encomenda por um industrial armado em cientista. Ter-se-á salvado a alma, que do corpo ficaram ossos.
Eu disse, num comentário aí p'ra cima, que

«Os nossos filhos não pensam em projectar templos como o de Salomão e há muito que aprendem nas escolas que o mundo não se fez em seis dias.
Perante a perspectiva que a ciência lhes dá de um Universo com biliões de anos de existência e do Mistério da Vida que emergiu "lentamente" do mais profundo dos mistérios do cosmos...»

Não é admissível varrer para debaixo do tapete, como lixo e pó da História Humana, o imenso conhecimento acumulado acerca do planeta que é a nossa casa, tanto no contexto do sistema solar, como no mais vasto mundo da nossa imensa galáxia. E por aí fora.
E sabe-se de ciência certa que o nosso querido e belo planeta azul, não é uma massa amorfa, homogénea e compacta, mas um complicadíssimo, extraordinário e dinâmico mundo. O seu coração é fogo de rochas em fusão e a crosta que o esconde é fragmentada e instável, como navio sobre mar tempestuoso. E se hoje se mexe e vomita fogo pelas brechas existentes, num passado remoto, enquanto se aproximava da forma que actualmente conhecemos, as convulsões a que hoje assistimos são uma pálida imagem da revolta medonha dos elementos naquela fase primordial da formação da Terra Mãe.
E também já sabemos que, dentro de 800 milhões de anos, com pecados ou sem pecados, com aquecimento provocado pelos combustíveis fósseis ou sem ele, o nosso belo planeta azul vai arrefecer de vez e serenar, gelado, incapaz de sustentar a vida.

Porque antecipar, em 800 milhões de anos, a dor da morte e, como se isso não bastasse, atormentar o homem com o remorso de ser ele o culpado de a Terra Mãe ter um coração que é um mar de fogo?

17 abril, 2010 10:10  
Anonymous o braga said...

a propósito do que escrevi ha umas horas, aqui vos deixo um link para quem desejar pesquisar mais um pouco: http://realidadeoculta.com .
Aí podem ler muita coisa sobre o haarp,entre outras coisas.

17 abril, 2010 15:48  
Anonymous Mário Neiva said...

História(s) Oculta (s)

Embora muito se tenha escrito sobre o assunto e continue a escrever, eu não creio que haja uma Historia paralela e oculta, construida à margem da nossa História comum, e conhecida de alguns privilegiados ou iluminados.
Oa maiores cérebros da humanidade souberam sempre que não se acende uma luz para meter debaixo do alqueire, mas para colocar num lugar alto, de forma a iluminar toda a casa. E muitos arriscaram a vida, por não resistirem a guardar só para si a suas descobertas. A humanidade tem sido impulsionada pelo talento desses verdadeiros mágicos.
Sem esquecer os mágicos do amor fraterno e universal.
Quem tem uma ideia nova ou quem faz uma descoberta sensacional, sente uma vontade irresistivel de "saltar da banheira" e correr para a rua a gritar «Eureka!»
E quem ama larga tudo para abraçar o mundo todo, ainda que esse mundo esteja representado no seu amor...
Só mentes mesquinhas, maldosas e com vontade de explorar a ignorancia do povo, mediana ou mediocremnete informado, criam circulos secretos, onde cultivam uma ciência «sui generis» que não passa nunca pelo crivo implacável da razão, com a desculpa de que o seu conhecimento é transcendente e resulta de uma experiencia transcendente. E com este argumento se isentam de procurar, humilde e árduamente, as causas para os efeitos que dizem «experienciar».
Escusado será lembrar que a sua «fraternidade» começa e acaba no circulo dos membros da sua sociedade secreta!
Está-se mesmo a ver que uma tal ciência, baseada numa tal experiencia, dá para tudo, até para dançar com o diabo à meia noite uma vez por semana ou beber um cálice de "tinto" todas as sexta-feiras-treze, com uma vampira espampanante.
Acabei de ler há pouco tempo o último livro escrito por Carl Sagan, intitulado «Um Mundo Infestado de Demónios», em que o autor desmistifica os "factos" mirabolantes que ocorrem nessa pretensa «história paralela» e onde o prodigio, o insólito ou o milagre são tão vulgares como o comer e o dormir (que vontade de escrever isto no linguajar de Balugães...)
O autor desafia, a propósito dos milagres testemunhados por tanta gente (!) que lhe apresentem um caso que seja, unzinho, como dizem os brasileiros, em que o homem vai a Lurdes com um pé só, porque o outro foi amputado, e venha de lá, milagrosamente, com os dois pés. Evidentemente que não conta, para o caso, o milagre humano da aplicação de uma prótese, este sim, verdadeiro milagre, fruto de milhões de horas consagradas ao avanço da medicina, onde nunca se desiste de procurar «a causa de um efeito».
Aquelas a que se chama, popularmente, de «curas milagrosas» só acontecem, de facto, quando o mal é reversivel. Nestes casos, sempre, é a força da mente e da fé do crente que opera o milagre.
(Quantos milagres não foram atribuidos pelos crentes a S.Jorge e Santa Filomena, santos que afinal não são mais que lendas populares, como declarou a Igreja nos anos sessenta do sec. passado...)
É verdade que «experienciamos» muito mais do que aquilo que conseguimos explicar e compreender. E sempre foi assim e antigamente era principalmente assim. Ainda não há muitos séculos se pensava comummente que a terra era um disco plano fechado pela abóbada celeste...E não era isso o que realmente «experienciavam» os homens?
O caminho para a verdade sobre tudo aquilo que experimentamos é tão longo como o caminho das estrelas. Aceito este facto e chamo-lhe Mistério da Vida. Enquanto não conhecemos as causas, vamos vivendo conscientemente dos efeitos, como quem diz, vivendo um dia depois do outro, iluminados pela nossa inteligência, enriquecida pelo imenso património de conhecimento e amor que nos foi legado pelos que nos precederam.
E que ninguém se iluda: a grande História da Humanidade está bem à vista de todos, com as suas grandezas e misérias

17 abril, 2010 19:38  
Blogger teresa silva said...

O amor.

Pequena palavra escrita com apenas quatro letras, mas que representa muito para cada pessoa independentemente da sua raça ou religião. O amor baseia-se nos sentimentos, nas emoções, nas experiências de vida de cada pessoa e dessa pessoa em relação com as outras.
Mais fácil senti-lo do que descrevê-lo, mas sabemos que nasce connosco e que vem desde o início dos tempos, pois Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança porque o ama.
O amor é eterno, nunca morre. É a linha orientadora do Deus que nos ama. E porque não há de ser a nossa também? O seu filho veio ao mundo com a boa-nova de: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Mais amor por nós e pelo próximo, como quem diz o nosso irmão.
O mundo faz parte deste amor universal. Tinhamos que viver em algum lado e calhou-nos o planeta terra. Claro que temos de o preservar, cada um de nós pode ajudar a preservar o planeta.Nos mais pequenos gestos estamos a contribuir. Pode-se considerar isto de amor também. Não esperemos só pelos cientistas a eles cabe o trabalho maior, mas nós simples cidadãos do mundo também podemos fazer alguma coisa(poupar água, luz,reciclar).
A vida é um mistério.

17 abril, 2010 23:46  
Blogger jorge dias said...

Não me perco no mar imenso de tanta meada para deslindar porque continuo a apostar que vou fazer o que ainda não foi feito porque amanhã é sempre tarde demais (cf Abrunhosa). Aposto na natureza e nos humanos que a respeitam, mas não me convencem os exageros de negócios de que alguns se servem a propósito de uma relação causal que ainda ninguém provou ou aqueles que sempre acham que alguns exageros humanos são causa de tudo. Em absoluto, não consigo perceber o que é que a erupção do "Fimmvorduhals" (nome da colina que dá o nome ao vulcão irlandês, em erupção) tem a ver com o comportamento humano anti-natura. Só falta dizer que é por causa dos meus pecados. Como se Deus fosse assim um mecânico tão mau!

Hoje, ainda não posso ir por aí! Mas a nossa finitude e limitação apelante aos outros, de forma apocalíptica, está aí a gritar para sempre sermos com os outros! Haja quem queira entender que a vida é mesmo um mistério de limitações e realizações colectivas (porque gregários). Vou à tarefa que me propus.

Ponto 3

Acreditar no Impossível!

Vamos fazer o que ainda não foi feito porque amanhã é tarde demais... (Abrunhosa)!

Ter opinião é também tornar-se pessoa…

Em definitivo, e até por uma questão de idade e da abertura infinita das ideias que partilho, não alinho em delírios persecutórios que aqui e ali emergiram em comentários como se fosse possível que a palavra, de quem quer que seja, anulasse a de um qualquer outro. Delírios persecutórios? Pelo contrário, com todos os afectos que me foram possíveis saudei vezes sem fim comentaristas recém-chegados e de quase todos elogiei o verbo e aceitei os desafios da partilha numa lógica de boa nova afirmada e reafirmada até dizer basta. Afectos de solidariedade também com todos os que comigo “fomos” Marianos companheiros, Noviços exprimidos, Professos simples, mas de entrega total nos anos mais loucos e mais nobres da nossa tenra idade, senão mesmo Professos Solenes que acreditamos na Ordem do Carmo e no Serviço do Reino por inteiro e a tempo inteiro… E como custou o exercício da liberdade, "fazer o que se deve fazer", para tomar a decisão de partir para outra, à revelia do que supostamente Deus esperaria de mim! Que loucura de desconforto!

Delírios persecutórios? Não?! Cada um foi até onde achou que o Espírito o impelia e Deus o chamava.

Lamento que alguns tenham sido impedidos de ir mais além. Mas julgo que esse ónus não é meu! Se no que expresso mostro o que sou, ainda bem!

Em todo o tempo passado na Ordem me comecei a tornar pessoa e nos caminhos que para mim próprio as circunstâncias traçaram, apalpando e com muito esforço, me foram fazendo mais pessoa e parte da gente que somos. Se com os sessenta bem entrados não tenho direito a opinião e de a exprimir, com civilidade, como bem entender o que penso, quando terei? Que cada um dos que perseguidos se sentem, assuma o seu Cabo Bojador, porque só nele nos tornamos grandes e espaço de boas esperanças! Para mim tomei bem cedo, mal acabara de deixar a vida resguardada da comunidade carmelita, como lema a seguinte máxima:"mesmo que não tenhas pernas rasteja nos tocos que ainda te restarem". O Impossível é, na maioria das vezes, uma simples e aberrante construção mental,defensiva, senão mesmo dwsculpabilizante.

18 abril, 2010 01:04  
Anonymous EL CANTANTE said...

Bom Dia e Bom Domingo para todos.
Gente há que pelo facto de utilizarem um role de palavras " escaganifobéticas ", julgam que dizem algo de inteligente, para amesquinhar os outros.
Dando uma no cravo outra na ferradudura, tanto entra com afectos, como nas entrelinhas procura axincalhar o próximo. No entender dele, são quase todos ignorantes, ou despidos de qualquer sapiência. Mesmo que soubesses jogar categoricamente com as palavras, não deixavas um burro, com dois palmos de testa, de entender os objectivos dos teus comentários estúpidos sobre os demais " anónimos ".
Mete nessa cabeçinha presunçosa, já entrada na idade, a humilde ideia, de que quem lê, entende! Pode certamente não transcrever para este pequeno ecran a suposta categoria que tu pensas ter, usando vocábulos mais ( ricos ), por vezes até desajustados aos temas.
Como sempre viveste num mundo à parte, vaidoso, limpinho, presunçoso, vens ainda com a arrogância de todo sapiente, pensando dar lições de moral aos pacóvios, ex-aaacarmelitas que não foram freis, frades, ou coisa que o valha.
Temos a nossa categoria, as nossa sabedoria, a nossa inteligência e não vai ser um pato bravo que não consegue ser manso, menosprezar a nossa colaboração , prestada da forma que sabemos, para este blog que ainda não é teu. A não ser que nos expulsem , como já propuseste ao Sr, Director.
Haja humildade e bom senso, nessa moca já entrada na idade.
Se queres ganhar louros aqui, tira daí a ideia, porque pelo que leio, só um , ou dois ,iam a Fátima de joelhos, pedir à virgem, para te salvar dessa tua arrogância literária de tentar amesquinhar o próximo, mesmo que sejam anónimos.

18 abril, 2010 07:23  
Anonymous O Malho said...

E tudo isto por causa das palavras que são ditas-escritas. É hora de recordar o que pensei sobre as palavras, relembrando o poema que trouxe a este espaço, já lá via um tempinho...

As palavras são
Todas
Para ser ditas
E não há malditas
No vocabulário
Do nosso rosário
Da vida que passa
Em vale de lágrimas
E em montes de riso
Nascido
Crescido
Do nosso juízo
Da gente que somos
Amamos
E rimos
Brincamos
Falhamos
E vamos
Com os cornos
De encontro ao muro
Que separa
O malhado
Do branco mais puro
Nos lábios
Nas ventas
E nas águas bentas
Da pia da igreja
Que o padre despeja
Na cabeça beata
De uma velha
Rata
Que assim
Lavadinha
E a olhar
De esguelha
A pensar
Que ganhou
Vida eterna
Barata
E São Pedro enganou.

18 abril, 2010 09:02  
Anonymous Mário Neiva said...

Meus caros colegas da aaacarmelitas.

Talvez nem todos os que para aqui escrevem saibam que o nosso blog está a chegar muito mais longe do que imaginam. Há gente que o conheceu, interessou-se pela página e vem ler. Por isso, sem que ninguém tenha de prescindir da sua inteira e inviolável identidade, lembrem-se que estão a muitos e muito longe. O blog passou as fronteiras da nossa Associação. Pensem nisso.
Qualquer tipo de linguagem, quando servida no seu próprio contexto, não ofende, nunca, a normal sensibilidade das pessoas. A linguagem é como a roupa que a gente veste. Circular na rua em biquini de praia ou em ceroulas, não tem mal nenhum, mas é um despropósito. No entanto, apenas isso.
O calão, no contexto adquado, por exemplo quando integrado num comentário-anedota, não deverá ofender. Aliás, pode-se ser muito ofensivo usando palavras eruditas ou expressando opiniões de intolerância ou desprezo. Entre uma coisa e outra prefiro o vernáculo português. E tenho encontrado muitas pessoas aqui, no meu Norte minhoto, com a «carvalhada» fácil na ponta da língua e um grande coração nas mãos calejadas.

18 abril, 2010 10:26  
Anonymous Mário said...

completo: estão a chegar a muitos e a muito longe.

18 abril, 2010 10:28  
Anonymous EL CANTANTE said...

Acrescento, para que conste:
Aos caros companheiros, ou outros que pensam que os anónimos, estão presentes, neste blog para desestabilizar, façam o favor de fazer uma retrospectiva e leiam o que tentaram de início , dois ou 3 companheitos, para amordaçar e redicularizar com os tais vocábulos eruditos, os que redigiam , num português mais arcaico, menos poluido, mais terra a terra, mais do nosso povo, mais simples, mas sincero,mais português e sem quererem afirmar que eu sou o sr, doutor da mula russa.
Humilda-te e serás exaltado, mas exalta-te se queres ser desprezado.
Continuação de bom Domingo, para todos os bons e maus companheiros e bloguistas em geral.
Bem hajam.

18 abril, 2010 12:26  
Anonymous Rosalino Duraes said...

Ainda D. Vitalino

"
A PÁSCOA DE JESUS E A NOSSA
(Mensagem pascal do Bispo de Beja)

Com a celebração do Domingo de Ramos iniciamos a Semana Santa, a Semana das Semanas, a Semana Maior no calendário dos cristãos, pois nela se recordam e revivem os acontecimentos centrais da história da salvação, que são a paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, o Messias, que, sendo de condição divina, não se valeu disso, mas fez-se um de nós, passou a vida a fazer o bem e se entregou por nós, obediente até à morte e morte de cruz, mas Deus O fez surgir vitorioso para nossa salvação (cf Fil. 2, 1-11). Assim podemos resumir, como S. Paulo, esta vida com a qual os cristãos crentes se querem identificar cada vez mais.
Todos os anos repetimos estas celebrações, fazendo delas não apenas memória histórica, mas presença real nas nossas vidas e no nosso tempo. Mas podemos perguntar-nos, se isso não se tornou uma rotina ou se daí brota alguma força de transformação e aperfeiçoamento das nossas vidas.
A Páscoa judaica é a memória da noite da libertação do povo de Israel da escravidão do Egipto, na qual comeram o cordeiro pascal, inserido num ritual familiar e comunitário. A Páscoa de Jesus deu-se no contexto da celebração da Páscoa judaica, mas é Ele mesmo que é imolado, qual novo Cordeiro pascal. Pelo dom da sua vida por nós, a Páscoa passa a ser para os seus discípulos a libertação do homem escravo de si mesmo para o homem novo, que vive para Deus e para os outros. É esta passagem libertadora do homem velho, pecador egoísta, para o homem novo à semelhança de Cristo, livre para o serviço no amor, que leva até à plenitude do dom, da oferta, que constitui a essência da Páscoa dos cristãos. Por isso a nossa Páscoa não é apenas memória histórica do passado, mas vida actual e presente, através dos tempos, até que Deus seja tudo em todos, como lemos na carta de S. Paulo aos Efésios.
Olhando para Cristo e confrontando-nos com Ele, descobrimos que temos muito a caminhar até à realização plena da vida em sentido pascal. Vale a pena desfilar pela nossa mente e nos encontros familiares e das nossas assembleias litúrgicas a beleza e perfeição da vida de Jesus em confronto com as nossas misérias e pecados.
Nestes últimos dias a comunicação social e as nossas conversas têm posto na praça pública muitos podres, mesmo de pessoas chamadas para o serviço na Igreja, e também muitos sofrimentos de crianças inocentes (e talvez também de alguns adultos condenados inocentemente!). Tudo isso tem de ser para os crentes um motivo acrescido para a celebração da Páscoa. Nela tornamos actuante a oblação da vida de Jesus para que n’Ele tenhamos a vida, e em abundância. Na Páscoa celebramos a certeza de que não estamos condenados a viver no pecado e no fracasso, mas que Deus vem em auxílio da nossa fraqueza, nos liberta e nos salva. Quem nos libertará deste corpo e deste mundo de morte, grita S. Paulo na Carta aos Romanos e responde que na fé em Cristo acontece essa maravilha.

† António Vitalino, Bispo de Beja
"

18 abril, 2010 14:17  
Anonymous Rosalino Duraes said...

.../...

A Páscoa de 2010 em ano sacerdotal
Os apóstolos receberam de Jesus o mandato de continuar a anunciar a Boa Nova do amor salvador de Deus (função profética), de transmitir e alimentar a vida nova nos crentes (função sacerdotal) e de fazer crescer na unidade e na comunhão do amor aqueles que acolheram o dom da vida nova em Cristo (função de pastores e guias do Povo de Deus). Na Páscoa concentram-se todas estas funções, faz-se memória dos actos fundantes da missão dos apóstolos e da Igreja, alimenta-se e revigora-se a identidade do Povo de Deus, que, à semelhança de Cristo, participa da sua dignidade sacerdotal, profética e real. A missão do serviço apostólico para o crescimento deste novo Povo de Deus, conquistado pelo dom da vida de Cristo e que brota do seu coração transpassado, nasce aqui também e alimenta-se no Mistério pascal.
Pelo modo desconcertante e maravilhoso como Deus nos manifesta o seu amor e nos salva damos graças, fazemos memória, alimentamos a nossa vida de discípulos e reavivamos a nossa vocação e missão.
Neste ano sacerdotal queremos celebrar todos este acontecimentos pascais, agradecendo de modo especial o dom do serviço apostólico dos nossos pastores. Sabemos como esse serviço tem sido espezinhado na praça pública pela infidelidade de alguns e pela calúnia dos adversários. Temos consciência de que trazemos este tesouro em vasos de barro. Também sabemos como a inveja não tolera o diferente, o esforço de alguns em ser santos e ajudar a que outros também o sejam, para que todos vivamos não para nós mesmos, mas para Deus e todos os seus filhos e irmãos nossos, caminhando com os olhos fixos na meta da vida, que é Cristo, que por nós viveu e deu a vida, mas Deus O ressuscitou, para nos atrair ao seu amor e nos acolher no seu Reino.

† António Vitalino, Bispo de Beja
.../...

18 abril, 2010 14:30  
Anonymous Rosalino Duraes said...

.../...

Preparando a visita do sucessor de Pedro

Em Portugal celebramos esta Páscoa também em ambiente de preparação para a visita do sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, que vai ter lugar de 11 a 14 de Maio. Estamos conscientes da importância e da dificuldade da missão apostólica num mundo que não se orienta pelos ideais de Jesus Cristo. A missão do apóstolo Pedro e do seu sucessor, que é o bispo de Roma, o Papa, tem um papel preponderante no colégio apostólico e na Igreja, mas também uma dificuldade acrescida numa Igreja santa e pecadora, mas sempre peregrina da perfeição. Os lobbies dos poderes anti-igreja, que não aceitam a verdade da fé cristã, que o sucessor de Pedro, a tempo e a contratempo, continua a proclamar, montaram uma campanha, que tem como objectivo denegrir e derrubar o actual Papa, Bento XVI, e isto desde a sua eleição em 2005.
Por isso os católicos portugueses devem preparar-se para acolher com alegria a visita de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, abafando as vozes discordantes e contestatárias com a oração, o canto e a festa. Como portugueses, que, em 1917, beneficiámos da escolha por Nossa Senhora dos três pastorinhos de Fátima, para serem mensageiros da conversão, da oração e da paz, mas também do amor ao Papa, não nos esqueçamos de cumprir um dos pedidos dos pastorinhos: rezemos pelo Santo Padre, que tem muito que sofrer, para continuar a confirmar os irmãos na fé em Jesus Cristo.
Oxalá esta visita nos fortaleça no amor a Cristo, à sua Igreja e ao Papa. Todos seremos beneficiados com isso. Pois a unidade e a alegria da comunhão renovam em nós as energias da esperança, necessárias para vencermos as crises que a nossa sociedade e o mundo atravessam. O nosso combate à pobreza e à exclusão social precisam desta energia espiritual e anímica, que brota da Páscoa de Cristo e da sua celebração na vida da Igreja e dos cristãos.
Neste sentido desejo a todos uma Santa e Feliz Páscoa e uma boa preparação para a visita a Portugal do sucessor de Pedro, Sua Santidade o Papa Bento XVI. Os emigrantes que celebram esta Páscoa longe do torrão natal e não podem participar físicamente nos actos da visita papal, estarão bem presentes nas minhas intenções em todos esses momentos festivos da nossa fé e da vida da Igreja.

† António Vitalino, Bispo de Beja
.../

18 abril, 2010 14:31  
Anonymous Mário Neiva said...

A Bíblia Linguagem do Passado II

Leio esta nota pastoral do Bispo de Beja e constato: a idade e ambiguidade das palavras escondem a mensagem de esperança que encerram. Assim, não são mais que palavras atiradas ao vento, que voam velozes sobre as nossas cabeças, avarentas da riqueza que não partilham.

Alguém diga ao "nosso" bispo Vitalino que nenhum de nós, nem ele próprio, quer ser «libertado deste corpo e deste mundo de morte», porque eles constituem toda a nossa
Identidade possível, em cada minuto da nossa existência.
Queremos a vida e não morte, e pela vida lutamos em cada vacina a que nos sujeitamos, em cada cirurgia que sofremos, a cada cosmético que aplicamos na face para preservar a nossa juventude!
Já ninguém pensa que mundo e corpo sejam sinónimos de miserável prisão. São, isso sim, o palco único e privilegiado do desabrochar da nossa identidade. Que este privilégio seja extensivo a todos, em abundância e perfeição, deve ser o propósito de quem se diz que ama o seu semelhante.
S.Paulo abandonou o messianismo judaico e eu abandonei o messianismo cristão do meu querido Paulo de Tarso, porque as suas palavras me apontaram o caminho da (re)criação do Homem e do Universo que ele sonhou e brilhantemente anunciou.
Eu fugi desta linguagem velhinha que nos prega o bispo frei Vitalino, própria de um tempo e de um espaço que a a compreendiam, como Paulo fugiu da linguagem e mensagem do seu judaísmo paterno. Nisto, Paulo de Tarso é para mim o exemplo de como se deve romper com o passado materializado em rituais, filosofias e teologias, a fim de que o espírito prossiga a sua caminhada.
Aos que me vão criticar por este reparo, perguntem aos seus filhos e netos se aquelas palavras do sr Bispo de Beja encontram eco no seu espírito e no seu coração. Não adianta tentar «trocar por miúdos» a ideia de «mundo» e «corpo», tal como o sr Bispo a entende, porque é quase como estar explicar-lhe o que quer dizer corpo em chinês. Podem ouvir com a tenção e no fim perguntar-nos: está bem, avô, e depois?
E tu, um tanto atrapalhado, ainda consegues dizer: e depois, quando morrermos, vamos para o céu.
E acabou a aula de catequese.

18 abril, 2010 15:33  
Anonymous Anónimo said...

Feliz aquele que crê,
na verdade e na certeza,
porque aquilo que não vê,
passamos com ligeireza.

Assustados como outrora,
não é razão do presente,
viviamos em cada hora,
no que cada um é crente.

18 abril, 2010 17:07  
Blogger jorge dias said...

Animadíssimo!

Eu sei que na lógica da traulitada eu já deveria estar calado! Mas esse não é o meu feitio! Aguento um pouco e até que hoje teria motivos de sobra... Mas vou-me recolher ao cumprimento do meu propósito não obstante tantas e tão salutares dicas de vida viradas para o futuro que emergem dos comentários publicados. Mais um pouco de reflexão da minha semana sabática.

Ponto 4

Acreditar no Impossível!
Descobrir caminhos de Felicidade para todos...

O Orgulho louco de ter sido, por um tempo, Frade, professo Solene, a tempo inteiro, na Ordem dos Irmãos e Irmãs da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, vulgo, Ordem do Carmo!

Tenho orgulho de durante treze anos ter feito parte dos que por essa altura foram considerados a parte mais nobre e emergente da Ordem do Carmo e de ter contribuído durante esse tempo para a sua grandeza, a ela entregando, sem nunca me ter arrependido por um momento, nem por uma vez que fosse ter ocultado qual era o meu ponto de partida moral, ético e até religioso. Sempre digo e repito, cristalinamente, fui aluno do Seminário Carmelita, da Ordem do Carmo… Treze anos.

Hoje, tenho muito orgulho de outra coisa. Tenho orgulho desta mão cheia de companheiros que fomos e que voltei a sentir e, felizmente, Fátima, uma vez mais, veio mostrar, na transversalidade heterogénea do grupo que, afinal, a intimidade está só, tantas vezes, apenas à distância de um “link” que dispare a memória, de "circunstâncias", relativa ao tempo que passamos em qualquer das suas instituições. E como houve “links” em Fátima. E só vem tarde o que nunca chega!

Foi na heterogeneidade deste grupo que procuramos na revisão dos estatutos desta aaacarmelitas ferramentas para novos desafios.
Com efeito, enfrentamos hoje no mundo uma tremenda revolução. Nela, cada um, para ser, tem que declarar e assumir a sua individualidade. As leituras que hoje fazemos do humano sublime são dessacralizadas. A pertença a uma ideologia organizada, seja ela cristã, budista, muçulmana, hindu ou qualquer outra são cada vez mais vistas como um sinal de limitação e confusão e menos de afirmação.

Até, neste enquadramento ideológico, eis um espaço infinito de trabalho para realizar “Palavra” no Blog. Só espaço…
Haja palavra para explicitar, construir em simultâneo a individualidade, a gregaridade e a globalidade dos humanos e imaginação para descobrir os caminhos de felicidade que a todos realizem.

Não há lugar para todos?

18 abril, 2010 19:36  
Anonymous Rosalino Duraes said...

.

Deus ama sempre, o homem ás vezes, a religiosidade nunca ama.

Deixemos que o espírito penetre o nosso intimo, quando encarcerados nesse amor que ama sempre, nesse amor que nos ensina a viver, esse amor que nos liberta da escravidão do mundo.

Quando alguém inventa formas de amar, eu duvido das certezas que encerram.

Quanto mais vivo esse amor Celestial, mais vontade tenho de o procurar.

Tal como o recém-nascido procura os peitos maternais nos quais se vicia ao ponto de durante a noite não deixar sua mãe descansar.

Sua mãe mesmo sonâmbula/cansada, lhe encosta os mamilos naquela boquinha terna e meiga e por amor deixa que seu filho se liberte da ousadia.

Seu filho encontrou paz porque ousou e abusou.

Porque Ele ama sempre, ousa e abusa!

Não inventes!

Rosalino Durães
Abril/2009

18 abril, 2010 21:38  
Anonymous Miki (1947) said...

MEU AMIGO DURÃES

Quero que saibas ...
Fiz uma viagem. Não uma destas viagens convencionais. Uma viagem para dentro de mim. Percorri os sótãos da memória. Tantas varandas do silêncio. Descobri um relógio e um espelho e percebi que o tempo está a passar...
Tempo é a palavra e na vida é preciso olhar não só para fora, mas para dentro. Encontrei amigos guardados do lado esquerdo do peito. Voltei à infância. Embalei o vento e cantei a sua música. Senti vontade de andar de escorrega e brincar com o carrinho de rolamentos. Tive vontade de abraçar tantas pessoas. Pensei naquelas que já partiram. Orei pelos mortos, pelos vivos, pelos ausentes e pelos presentes. Encontrei espinhos. Senti medo, raiva, dor e angústia. Vi a estação do inverno: o frio. Tive uma vontade de gritar, por mim e por tantos que têm um canto calado. Um grito de protesto, mas também de lamentação e de luta, mas sem armas. Era preciso encontrar o sol e ele estava no meio do frio e da chuva. Um sol que se chama amor e que se traduz em perdão, pois sempre existe em nós, o tempo de renascer. Encontrei tanta gente a sofrer, sem paz e sem consolação. Pensei em Cristo e na sua mensagem de vida. Sublimação de todas as dores. Em nós, o templo da fé. Incensos e orações. Purificação da alma. Multiplicidade de sentidos. Encontrei o meu caminho e me senti parte de toda a criação. Agradeci. Pensei nos abraços que poderia ter dado e não dei e nem recebi. Um sorriso que poderia ter oferecido e não ofereci. Ainda há tempo de mudar. De pensar. De tomar banho de mar. De descobrir essências.De dar mais abraços.De mandar flores.De andar de carrinho de rolamentos com o meu sobrinho mais pequeno...
Olhei para dentro de mim e vi um homem, um menino, um pensador. É preciso viajar, evoluir, mas nunca perder a capacidade de sonhar, pois o sonho é a bússola da esperança.

Miki (1947)

18 abril, 2010 22:57  
Anonymous Mário Neiva said...

Ò meu caro Rosalino, olha que os bebés são muito menos viciados que os adultos. Recomendo-te a leitura do Bebé Filósofo. Lá verás que se em alguma coisa os bebés estão viciados é naquilo que os vai distintiguir do resto dos seres vivos à face da terra: num apetite incontrolado de conhecimento, que vai crescendo mais que o tamanho das suas perninhas. Aprendem que se fartam! Aos dois anos são capazes de se desenrascar muito bem com duas linguas diferentes, se o pai for português e a mãe chinesa. Aqueles olhinhos não deixam escapar nada e as mãozinhas experimentam tudo o que está ao seu alcance. O leitinho da mamã só procuram mesmo quando a barriguinha começa a «dar horas».
Foi assim com os meus cinco bebés...Já não me lembro bem como eu fiz, mas vejo que me ficou o vício de conhecer sempre mais...E não o quero largar nem por nada. Nisto, pelo menos, quero ser sempre bebé. Mas confesso, aceitando a derrota, que burro velho já não aprende línguas!

18 abril, 2010 23:04  
Anonymous Mário said...

E estava com saudades do Miki 1947!

18 abril, 2010 23:10  
Anonymous EL CANTANTE said...

Leiam só esta sublime ousadia de quem se quer
afirmar intelectualmente e pessoalmente superior:

" Lamento que alguns tenham sido impedidos de ir mais além. Mas julgo que esse ónus é meu!Se no que expresso mostro o que sou,ainda bem! "

Em calão diz-se " Gabarolas ", mas eu prefiro dizer que és convencido, propotente e arrogante nas palavras que usas, para tentar amesquinhar aqueles que já não suportam a tua hipocrisia.
Continua lá com a tua sabática e que seja, ad eternum, porque se pensas que vens para aqui axincalhar os que não são licenciados em religião e moral, ou coisa parecida, mas sim noutras profissões tão dignas como a tua, estás na senda errada. Tenta fazer como as pessoas mais inteligentes que por aqui nos dão lindas lições e ensinamentos da sua sabedoria e vivência sem vaidade, aqui mesmo neste blog e que essas sim, admiramos, com elevada estima e consideração.Sei que te faz confusão os comentários de pessoas mais sábias que tu, mas que importa isso, se não tiveste capacidade de ir mais além, como a generalidade dos comuns mortais.
Compreende que esses companheiros, certamente, não têem vergonha de dizer que no passado andaram de calças rotas no rabo e descalços, mas hoje são comentadores de grande categoria e humildade tão simples e humanos que vêem no seu semelhante, um amigo e quem sabe um irmão.
Nunca é tarde para arrepiares caminho e seguires sem vaidade, presunção e arrogância, ao encontro dos teus irmãos, mesmo que não tenham alcançado o tão afirmado pedestal, onde te queres colocar. Já tens uns anitos, podes bem pendurar o canudo ao pescoço e conviver armoniosamente, com os ex-aaacarmelitas que foram impedidos de ir mais além... ESSA NÂO ENTENDI MESMO...É caso para perguntar, foste a onde? Se não fosse feio, respondia em português popular.

18 abril, 2010 23:28  
Anonymous Jeremias da Falperra said...

Caramba! Esta tirada faz jus ao titulo do forum aberto pelo Augusto: DESABAFOS

19 abril, 2010 08:57  
Anonymous Rosalino Duraes said...

Quanto mais O temos,mais necessidade temos de O procurar, até O encontrar.

"
Bem-aventurado Henri Suso (c. 1295-1366)
Dominicano - Vie, cap. 50

À Procura de Jésus

A respeito da pergunta: «O que é Deus?», nenhum dos mestres que alguma vez existiram conseguiu explicá-Lo, porque Ele está acima de todo o pensamento e de todo o intelecto. E, no entanto, um homem zeloso que procura com determinação o conhecimento de Deus consegue responder-lhe, embora de forma muito vaga. [...] Foi assim que alguns mestres pagãos virtuosos O procuraram na antiguidade, em particular o sábio Aristóteles. Ele perscrutou o curso da natureza [...]; procurou com ardor e encontrou. Deduziu que a natureza tinha necessariamente de ter um único Soberano, Senhor de todas as criaturas, e é a Ele que chamamos Deus. [...]
O ser de Deus é uma substância de tal forma espiritual, que o olho mortal não a pode contemplar em si mesma, mas podemos vê-la nas Suas obras; como diz São Paulo, as criaturas são um espelho que reflecte Deus (Rom 1, 20). Detenhamo-nos um instante nesta ideia [...]; olha para cima de ti e à tua volta, vê como o céu é vasto e alto no seu curso veloz, com que nobreza o Seu Senhor o adornou com sete planetas e como o ornamentou com uma multidão incontável de estrelas. Quando o sol brilha alegremente e sem nuvens, no Verão, quantos frutos, quantos benefícios dá à terra! Como é belo o verde dos prados, como são sorridentes as flores, como o doce canto dos passarinhos soa na floresta e nos campos, e todos os animais que se tinham escondido durante o duro Inverno se apressam a sair e rejubilam; como, entre os homens, jovens e velhos se mostram contentes com essa alegria que lhes traz tanta felicidade. Ó Deus terno, pois se és assim tão digno de ser amado nas Tuas criaturas, como deves ser belo e digno de ser amado em Ti mesmo
"

19 abril, 2010 09:20  
Anonymous Mário Neiva said...

E o céptico faz o caminho inverso, invectivando a precariedade de tudo quanto vemos e pensamos! Os seres vivos, para se manterem vivos, devoram-se uns aos outros, numa luta de morte, a vida inteira. O planeta que habitamos já foi bola de fogo e bola de neve. Já foi varrido pelo fogo dos meteoritos vindos de todos os "quadrantes" do espaço e revolvido em convulsões de fogo e lama, difíceis de imaginar. E tem o destino traçado, irremediavelmente gelado, à medida que for arrefecendo o seu núcleo de fogo de rochas em fusão. O próprio sol radioso não escapará ao destino das estrelas, quando se esgotar o seu precioso combustível, o hélio, que explode constantemente e o transforma na imensa esfera brilhante que nos ilumina, nos aquece e nos dá vida...
E os nossos antepassados não sabiam que, afinal, adoravam um Deus-dos-Deuses tão frágil...
Mistério é mesmo mistério e nós apenas sabemos que somos a sua consciência.
Os cépticos dizem que nem Mistério há. Mas a verdade é que nós desatamos a fazer perguntas inteligentes e, de repente, vemo-nos confrontados com este imenso Universo, uns dizendo que é lindo de morrer e outros contrapondo que não é mais que uma luta feroz dos elementos.
E a nossa CONSCIÊCIA, solitária e estupefacta, a presenciar todo o espectáculo. Até o espectáculo da sua própria estupefacção!!!
Alto aí! Estupefacta, sempre, solitária nunca!
Faz parte deste Mistério, e é nosso privilégio único, o prodígio da tua consciência que se encontra com a minha e podermos partilhá-la no amor.
Podemos enganar-nos em tudo, contando estrelas ou enumerando desgraças e catástrofes, mas não nos enganamos quando nos olhamos, olhos nos olhos e murmuramos «tu estás aí, meu amor, meu amigo». É uma certeza "mais certa" e segura que produzir o fogo ou a água, que determinar o perfume de um cravo ou de uma rosa, que calcular a distância da Terra à Lua. Porque a certeza de que «estás aí, meu amor» atinge-nos imediata e inteiramente, fazendo-nos sentir descobertos e identificados. Como se fossemos irremdiavel e deliciosamente surpreendidos em flagrante!
Tu e eu.
E depois nós, logicamente.

19 abril, 2010 11:08  
Anonymous Miki (1947) said...

O EL CANTANTE
Recordou-me uma velha lenda...

"É bem melhor valorizar primeiro o que temos para depois valorizar o que queremos!"

Conta a lenda, de um autor desconhecido, que havia um homem que muito se queixava da vida. O motivo do seu descontentamento era de que morava numa casa muito pequena com a sua família e, além disso, ganhava muito pouco. Certa vez, um sábio passou pela Cidade e o pobre homem foi procurá-lo, na tentativa de que aquele homem resolvesse o seu problema.

O pobre disse ao sábio que a sua casa era minúscula e que mal dava para residir com a sua família. O sábio pensou por alguns segundos e, então, aconselhou-o que colocasse um cavalo dentro da casa para dormir junto com todos. No dia seguinte, o velho sábio, com as suas barbas muito brancas, disse-lhe que deveria manter o cavalo, mas além deste animal, deveria colocar uma vaca e algumas galinhas. No terceiro dia, foi dito que além do cavalo, da vaca e das galinhas, o homem deveria colocar também um porco para passar a noite com a família e os animais, além de os alimentar.

No quarto dia, o homem revoltado e desconfiado da sabedoria do velho sábio, foi procurá-lo, dizendo-lhe que ninguém conseguia dormir em casa, com tanto barulho, do cheiro insuportável dos bichos e que, em resumo, a sua vida tinha-se transformado num “verdadeiro inferno”. O sábio, então, propôs-lhe que retirasse todos os animais e que fosse feita uma limpeza completa na casa.

O homem fez o que lhe foi proposto. Na semana seguinte, o sábio foi visitá-lo, então, perguntou-lhe se a sua vida tinha melhorado. Este, visivelmente alegre, disse que agora tudo estava óptimo, que a sua casa era grande o suficiente para ele morar com a família e que, afinal de contas, não ganhava tão mal assim.

Esta história foi contada pela minha mãe quando eu era ainda criança e nunca mais a esqueci. Uma lenda que vale para cada um de nós. Quantas vezes nos sentimos aborrecidos, desprezados, impotentes diante das vicissitudes da vida e temos a sensação de que poderíamos ter mais do que possuímos.

Na verdade, a ambição é sempre válida, desde que sadia e que não seja desmedida, mas vale a pena valorizar aquilo que nos é dado, o que nós temos e que conquistamos com o nosso esforço pessoal ou mesmo o que nos foi oferecido por parentes e amigos.

Claro que podemos ter pouco, mas há tantos que possuem ainda menos que nós e, certamente, gostariam de estar no nosso lugar. E assim, ter uma vida saudável, uma casa para morar, receber um salário fixo no fim do mês (ou mesmo ter condições físicas para trabalhar) e uma família para poder contar têm um peso muito grande na nossa vida, ou, pelo menos, deveria ter. O importante é saber valorizar o essencial e não dar prioridade aquilo que é detalhe.

Tudo na vida é uma questão do ponto de vista. A casa do pobre, certamente, não deveria ser grande e majestosa como este gostaria, mas o suficiente para morar com a sua família. Entretanto, foi preciso que fossem colocados vários animais dentro da casa, para que ele pudesse perceber a vida sob outra óptica e, assim, valorizar mais o lugar em que morava, o salário que ganhava e até mesmo a sua própria família.

O sábio não aumentou a casa nem o salário, mas permitiu que o queixoso homem pudesse visualizar a sua vida com outra perspectiva, diferente daquela que estava acostumado e isto fez toda a diferença...

Certo é, de acordo com a Bíblia Sagrada, que Deus não nos dá provação maior do que as nossas forças, a Fé remove montanhas e que devemos agradecer sobretudo o dom da vida. Entretanto, não devemos perder a capacidade de lutar e de sonhar, pois o sonho é a verdadeira “bússola da esperança”.

Miki (1947)

19 abril, 2010 12:16  
Anonymous Anónimo said...

O SEU A SEU DONO.NÃO SOU ADVOGADO DE NINGUÉM mas o que consta no comentário é" Lamento que alguns tenham sido impedidos de ir mais além". Mas julgo que esse ónus Não é meu!
Espero um dia destes poder dizer o que penso de muitas saídas do seminário , a minha por exemplo,que nunca pensei que acontecesse,porque queria continuar....

19 abril, 2010 14:12  
Anonymous Anónimo said...

ENA PÁ! COM TANTA FALTA DE PADRES E EXPULSAM UM HOMEM QUE DESEJAVA SER. CERTO FOI ALGUM INVEJOSO QUE NÃO QUERIA QUE CHEGASSES ONDE ELE CHEGOU,
Ehehehehe...
MAS CONTA QUE TAMBÉM É BOM LEMBRAR PECADOS VELHOS, PARA VER SE ALGUÉM SE ARREPENDE.

19 abril, 2010 17:34  
Anonymous EL CANTANTE said...

Sobre aqueles animais que entraram na casa do pobre, foi sorte serem mansos, (como a tia do outro), porque se fossem bravos, tinha que os mandar para a sabática o ano inteiro, a fim de acalmarem e virem com mais afectos.
Acho que nesta casa há lugar para todos, desde que haja respeito mútuo e que ninguém pense que, melhor que ele, só ele mesmo e o resto são cantilenas de gente que não conseguiu ir tão longe como o outro.
Essa vai ficar nos canhenhos do Blog.

19 abril, 2010 17:50  
Anonymous Miki (1947) said...

Seres … gramaticais!

Muita gente vive a reclamar por qualquer coisa, é exagerado e a sua vida é um superlativo. Outros vivem questionando-nos, como que procurassem respostas para todas as suas interrogações. Alguns de nós finalizamos as respostas com pontos finais. E não faltam aqueles que têm uma vida virgulada por acções e pensamentos vagos, como verdadeiras reticências...

O português faz parte da nossa vida e dos nossos sentimentos. A forma com que nos comportamos, pode ser comparada à maneira pela qual pontuamos a nossa vida, com pontos finais, interrogações ou exclamações. Quando temos por hábito enfatizar e repetir as coisas, tornamo-nos seres pleonásticos. E, ainda, se somos organizados e caprichosos excessivamente, a nossa vida torna-se desenhada, na forma da letra cursiva.

Alguns não revelam nada sobre si, como se vivessem fechados dentro de grandes parêntesis. Outros são faladores, exageram nos adjectivos, vivem sob a égide da hipérbole. Alguns, entretanto, minimizam tudo, são os eufemistas de plantão. E não faltam aqueles que vivem no mundo da lua, no universo da metáfora e da própria simbologia que faz parte do código das letras.

Não faltam os sujeitos que querem separar uns dos outros, como uma divisão silábica. Estes gostam de acentuar os defeitos dos outros, mas não conseguem reger a sua própria casa, nem as acções irregulares que praticam. E, agindo assim, acabam por se colocar no diminutivo e afastam-se do colectivo, ao qual pertencem. Estes, se verbos fossem, seriam defectivos. É pena que existam pessoas tão pequenas de carácter feito em palavras monossílabas.

De outro modo, não nos devemos comportar como um verdadeiro objecto nas mãos dos outros, pois estes se apossarão de nós, como se fossem pronomes possessivos.

O certo é que devemos conjugar sempre os verbos amar e perdoar, como Cristo crucificado nos ensinou. Melhor é o uso do pronome nós, ao invés de eu, como meio necessário de compreender a leitura da convivência, que transcende a dinâmica da própria linguagem.

A vida de todos nós daria um bom romance ou uma novela de longos capítulos. Somos todos protagonistas nesta existência, como o ser principal da frase. Fizemos a nossa própria história, com acentos circunflexos e tremas imperceptíveis à luz da gramática menos ortodoxa. Seguimos em frente e, às vezes, paramos na estrada, quando nos deparamos com pontos e vírgulas, que são pedras no caminho.

A vida, por vezes, repreende-nos severamente com travessões, coloca-nos dentro de interrogações e de apostos, que nada explicam. E, para viver bem, e encontrar o caminho de volta, tentemos compreender a linguagem de Deus, que é expressa para além de orações, a qual somos sempre subordinados.

E, assim, não vivamos a vida de forma indefinida, ocultando o sujeito que somos, entre parêntesis ou reticências, ainda que os nossos predicados não sejam considerados por muitos, pois o que vale é que fizemos (fazemos) parte de um grande alfabeto vital.
Miki (1947)

19 abril, 2010 17:53  
Blogger teresa silva said...

Muito se tem discutido aqui neste espaço. Vários temas incluindo a vossa presença no seminário.
Daí o título sugerido pelo presidente de Desabafos. Tempos esses já idos mas que pelo que se lê marcaram profundamente a vossa vivência, ajudaram na formação da vossa personalidade.
Por isso os temas aqui discutidos têm a ver com a vida. Como terminei o texto anterior que a vida é um mistério. A vida é isto mesmo um mistério que vala e pena ser vivida tendo sempre como base o amor.
Cada um é como é e como disseram acima o tu e eu fazem o nós. O amigo, o irmão o semelhante. A relação eterna entre duas e mais pessoas, pois não podemos fazer nada sozinhos. Não adiantava de nada viver só no mundo. Não haveria nada para fazer e ficava-se triste.
Cada pessoa tem a sua forma de escrever, uma mais elaborada do que outra, outras mais terra-a-terra,outras no sentido do desafio, mas no fim das contas o que importa aqui neste espaço é a discussão, é a opinião das pessoas que o partilham.
O amor também é isso, a reciprocidade de ideais, de opiniões, por isso somos todos diferentes mas no fim todos iguais. A única coisa que nos distingue uns dos outros é a nossa forma de pensar, isso devido às nossas experiências de vida, à nossa personalidade, à nossa educação. Mas o objectivo final é sempre o mesmo. Cada um tem a necessidade de transmitir ao outro um pouquinho de si, esta forma de interacção entre as pessoas que se torna fantástica e que chamamos de amor. O amor nunca morre.

19 abril, 2010 17:54  
Anonymous Mário Neiva said...

Grande Teresinha!

19 abril, 2010 18:57  
Blogger Associação Antigos Alunos Carmelitas said...

À Menina e Ilustríssima Enfermeira,Teresa Silva, a Direcção da AAACARMELITAS convida a enviar à aaacarmelitas@gmail.com o seu endereço de e-mail, afim de ser possível enviar-lhe documentação vária. Desde já agradecemos. Pela Direcção: augusto castro

19 abril, 2010 22:38  
Blogger teresa silva said...

Obrigada, Mário pelo elogio.
Para mim é uma honra receber um elogio seu.
Respondendo também à direcção, acabei de enviar um mail, para o endereço acima mencionado.

19 abril, 2010 23:01  
Anonymous Anónimo said...

Caro el cantante!
E então?
O errozinho de leitura! Que leitura em diagonal! Com tanta pressa nem percebes o que lês. Não foi contigo?

Lagarto lagarto! Com tanto tempo que tens!

Eu sei quem te alertou! Claro...

Com essa arrogância ficaste desfocado na fotografia!
Aqui não se usa! Podes crer!

Ena que bilis vai por essas bandas!
Mas isso passa-te.... com um digestivo do Emídio ou do teu muito amigo Mário. Precisas mesmo de te colocares neste patamar de agressividade? Pois, se te dá gozo... vai por aí fora até ao mar, que não é longe,mas nada sempre... a nuvem não te afectará...

19 abril, 2010 23:42  
Anonymous Anónimo said...

Caro el Cantante,
Então o errozinho de leitura ou de citação não é nada contigo, nem mesmo depois de alertado?
Por mim verifico apenas como somos lidos!

Como é possível tanta bilis que, de resto, nem se enquadra neste espaço! Lê mais devagar, conversa com a companheira, fala-lhe de "El Cantante", pois que cantas bem! Vai dar um passeio até ao mar... bem vistas as coisas nem é longe! Nada muito que a nuvem das cinzas não te afectará e volta refrescado! Se ainda vieres com bilis pede o apoio do Emídio ou do Hermínio para as aguardentes! Para o desabado o melhor mesmo é o teu muito amigo Mário. Volta sempre...
Sempre descontaremos essa da figadeira...

19 abril, 2010 23:58  
Blogger jorge dias said...

Ponto 5

Viva a festa deste blog! É verdade e tenho mesmo pena de não ficar por aqui a comentar estas maravilhas. Permitam-me uma excepção para saudar um Miki 1947 que me tirou a respiração e por um lapso de tempo me hipnotizou, com uma delícia de um excepcional comentário que não julgava possível neste espaço! Coisas lindas! E um comentário Biblia II do Mário, mais acima... hei-de voltar àquele espírito, seguramente. Volto hoje à minha meditação da semana sabática:

Ponto 5

Hakbar, terá sido um grande imperador da Índia!
Pensador, e sempre preocupado na arte de governar e liderar o seu povo, rodeava-se de pensadores a quem colocava as mais nobres e também as mais disparatadas questões antecipando em muitos anos o moderno “brainstorming” (tempestade cerebral ou tempestade de ideias) de que se servia para o exercício da sua missão. Com este grupo, qual tertúlia moderna, se reunia, sistematicamente, o imperador Hakbar, mantendo as mais acesas e, por vezes, intermináveis discussões.
Numa dessas discussões, usando um quadro negro, traçou nele um segmento de recta.
E, acto contínuo, já que esse era o enigma, desafiou-os a todos para a seguinte tarefa:

-Como encurtar o segmento de recta sem lhe tocar? (cf. 1, 94-95)

E, por hoje, com esta vos deixo!

20 abril, 2010 00:20  
Anonymous Mário Neiva said...

Francamente, sr anónimo! Onde foi buscar essa minha ligação especial de amizade, transformada em cumplicidade, com o El Cantante? Não faço a mínima ideia quem ele seja, nem sei, até, se é aa.
Não é meu costume fazer ataques pessoais, porque a todos considero como companheiros da aventura da vida, em plano de igualdade da nossa condição humana. Neste espaço do nosso blog, criado pela Direcção da aaacarmelitas, acedemos na condição especial de membros de pleno direito, pelo nosso passado comum ou na condição de amigos que se juntam a nós, como a Teresa Silva.
Tenho sido implacável, isso está à vista de todos, com as ideias de que discordo e propondo as minhas com vigor e lealdade, procurando que as palavras sejam claras, fugindo, tanto quanto posso, ao elitismo da linguagem académica, para chegar a todos, porque é ao coração de todos que me dirijo e não a uma pretensa intelectualidade deste ou daquele. E o meu coração vai nas palavras que escrevo. De outra forma, acho que nem saía de cá nenhuma.
Não sei quem é o El Cantante, mas entro bem na pele daquele menino pé descalço, criado nesta linda aldeia minhota de Balugães; a jogar com bola de trapos; a tomar banho todo nuinho, num qualquer tanque ou nas águas límpidas e impolutas do rio Neiva; a vigiar, na primavera, os pássaros para lhes descobrir os ninhos e ver crescer os «sapinhos». E só não andava com as calças rotas no cu, porque tinha uma irmã costureira, que fez o meu enxoval para a Falperra e bordou o meu número, 101, em todas as peças de roupa que levei. Nunca andava,, como alguns amiguinhos meus , descalço sobre a geada do inverno, porque os meus pais não me deixavam sair de casa sem as chanquinhas de biqueira arrebitada. Eu até lhes achava piada, mas não davam jeito para jogar à bola...
Sr anónimo, defenda-se das acusações que lhe são feitas, se as considera injustas e intoleráveis, em vez de apontar o dedo a mãos invisíveis que só existem na sua cabeça.
Tenho-me fartado de brincar com o «bagaço» do Emidio, que levou para o Sameiro e «nem provei». Aliás, só soube do facto pelo meu irmão Agostinho (aa,) que esse, sim, provou, gostou e deu-me a notícia. Dou-me muito bem com o alcool, sobretudo do vinho, à refeição. Na justa medida, que nunca fui de excessos. E era bem capaz de provar o bagaço do Emidio, se ele fizer como no Sameiro 2009. Não te esqueças, pá!
Pareceu-me que este anónimo, ao falar num assunto com que eu brinquei, estava a sugerir, não que gosto de bagaço, mas que gosto em excesso!
A isto chamo ataque pessoal muito pouco digno.
Sr anónimo, resolva lá a sua pendência com o El Cantante e não me meta ao barulho. As minhas intervenções sobre o caso foram sempre de apelo ao bom senso e respeito pelos outros, na forma e no conteúdo das palavras. Está tudo escrito.
Quem leu as minhas crónicas sobre Sameiro 2009, deve lembrar-se da inacreditável sessão de «desabafos» protagonizada por mim e pelo Bessa. Um "fogo de artificio" que só existiu na minha imaginação, (tal como o «desejo obsessivo» pelo bagaço do Emidio).Um faz-de-conta que nos fez recuar aos anos irreverentes da juventude e o Evaristo achou por bem reproduzir em comentário jocoso, à sua maneira e com a melhor da intenções, longe de pensar que seria tão mal interpretado. A Teresinha, que é "de fora", entendeu e achou piada. Não era necessária tanta celeuma pelo simples recordar de remotos mas realíssimos «desabafos», de uma juventude que não volta, mas ainda é carne da nossa carne e sê-lo-á para sempre.
Por isso mesmo, meu caro Evaristo, S.Pedro há-de perdir-te contas desses pecadilhos. E ainda por cima, em vez de ficares caladinho, foste avivar-lhe a memória!. Não

20 abril, 2010 09:06  
Anonymous Mário Neiva said...

darão pena de inferno, mas não queria estar na tua pele, quando tiveres de ir purificar o cuzinho no fogo do purgatório

20 abril, 2010 09:11  
Anonymous zeca63 said...

Ena pá, ist'é qu'é falar...nem na minha terra se falava tão bem... Já q'abriram a caixa das prendas de páscoa, porq'é que não as botam cá pra fora? já agora porq'é que não põem nome aos bonecos?

20 abril, 2010 10:45  
Anonymous Anónimo said...

ahahahahha, foi forte esta tirada

20 abril, 2010 12:10  
Anonymous EL CANTANTE said...

Boa Tarde caros companheiros de outrora e amigos de sempre.

Só agora tive oportunidadade de ler mais uma palhaçada ,deste anónimo, só pode ser, rsrsrsrs..

Vai a resposta:

Caro anónimo de 19 de Abril 2010 às 23h43.

Com que então, também te deu jeito entrar como anónimo?

" Eu sei quem te alertou! Claro... "

Que é isso, menino!

Por acaso julgas que preciso de tutor , ou advogado, para defesa da tua causa perdida?
Achas que é preciso ir a Coimbra, para responder às tuas investidas de filosofia rasca, para axincalhares os parceiros?
Muito menos preciso do digestivo do Emídio, ou do Mário Neiva e Hermínio, já que não sou homem de tascas, nem de clubes dançantes, para ser mais fino que parece ser o teu caso.
Não quero colocar-me em patamar nenhum, nem dar nas vistas, como tu, com essa agressividade filosófica tentas redicularizar os outros. Tenta humildar-te e reduzir-te à tua insignificância que também és , como todos nós.
Porém se sabes, ensina-me o que se enquadra neste espaço, para além das tuas investidas pseudo-filosóficas e algumas mesquinhiçes, para axincalhar os demais!
Quanto aos passeios à beira mar! Devo dizer que adoro e tenho casa junto á praia, por isso ficas convidado, para vires apanhar uns banhos nessa moleirinha que lhe subiu um elitismo descabido.
Quanto aos companheiros de que falas, acho eu, que não escrevem à base de bagaço e sob o efeito da cachaça, porque dão-te cada lição de vida e filosófica que nem sabes para que lado hás-de dirigir teus devaneios intelectuais.Melhor, descarregas nos anónimos! Deves-lhe, isso sim , aqui e agora , um pedido de desculpas , por os ter ofendidos, mais uma vez de forma mesquinha.
Tenta ser humilde e inteligente e verás que os anónimos não te sacodem mais esse caruncho vaidoso que preservaste, já dos tempos em que tinhas a mania que eras melhor que os outros.Tens razão e até foste mais longe, só que não sei em quê!...Talvez na idiotice que vês nos outros.
Andas ressabiado e até te deu gozo, entrares de pantufas, pela calada da noite, pensando que não ias levar mais uma bicada ácida, como alguém já comentou aqui neste espaço.

Resumindo e concluindo:

" Bêbada era a tua tia ", parafrazeando o comentário ( baixinho )do outro, na AR.

Desculpem os demais leitores, mas tb se fere com palavras erutidas e de muito mau gosto, mas é feio dizer vai para o carvalho.

20 abril, 2010 12:46  
Anonymous Anónimo said...

Viva o blog aaacarmelitas onde toda a família carmelita gosta de comentar e ler ,como se pode ver pela dinâmica..Digo mesmo gostam de comentar ao contrário do que se tem dito e até sugerido . A prova é a comentarista de serviço ao blog, que ora fala a favor de uns e depois contra,ora fala de Antero , da Amizade, ..dos Amigos ..do Amor ,sempre antes ou depois do mesmo ...

20 abril, 2010 13:35  
Blogger teresa silva said...

Falar a favor ou contra é conforme os comentários que por aqui se escreve, às vezes vai a favor outras vezes contra, caro anónimo.
A nossa opinião não tem que ser sempre a favor ou sempre contra, é variável conforme o que se lê.
Agora esta expressão "sempre antes ou depois do mesmo..." não percebi.
Agradecia explicação!!!!

20 abril, 2010 14:37  
Blogger teresa silva said...

Então caro anónimo comentar ao contrário do que se tem dito e até sugerido????? Então não vejo nos meus comentários nada de mal e se mal algum houvesse estes teriam sido retirados pela direcção não achas?
Quanto a ti pareces-me mais comedido nas palavras, pois deves ser o anónimo do dia 8 de Abril às 13:12.

20 abril, 2010 14:49  
Anonymous EL CANTANTE said...

Boa Tarde
Então D. Teresa, quis dizer que os outros anónimos, não são comedidos nas palavras escritas? Aqueles que assinam por cima , pelo meio ou por baixo, podem ser descomedidos com aquela escrita poluida de sarcásmo?
Já reparou que qunado lhes dá jeito, dar uma estucada no parceiro, deixando estalar o verniz, entram como anónimos e saiem de fininho com o rabo entre as pernas como macacos fingidos?
Eu sou o EL CANTANTE e como sempre gostei de música, vou soletrando de falsete, quando me querem dar ópera.
Quanto às críticas, todos temos de aguentar, enquanto não escorrraçarem os patos bravos que vieram desestabilizar este doce e fascinante blog dos aaac.
Só lhe peço que não entre pelo bagaço, para não trocar as voltas ao raciocínio.
Bem Haja

20 abril, 2010 17:54  
Anonymous domingos coelho said...

IRRITAÇÃO!...


A tua irritação não solucionará problema algum...
As tuas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os teus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O teu mau humor não modifica a vida...
A tua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A tua tristeza não iluminará os caminhos...
O teu desânimo não edificará ninguém...
As tuas lágrimas não substituem o suor que tu deves verter em benefício da tua própria felicidade...
As tuas reclamações, ainda mesmo que afectivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por ti...
Não estragues o teu dia.
Aprende a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, a construir e reconstruir sempre...
Para o infinito bem!

D/C.

- SAMEIRO 2010 - em que dia?

26 de JUNHO
ou
03 de JULHO

20 abril, 2010 18:41  
Blogger teresa silva said...

Caro El Cantante, o anónimo a que me refiro sabe do que é que estou a falar.
Mas não vou entrar por aí, pois não é esta a minha linha de pensamento mas sim contribuir para o bem-estar, a alegria de participar aqui, enfim ler e dar a minha opinião.
Se quiser ler vá ao dito comentário...
Críticas vai haver sempre, mas que sejam construtivas, para podermos aprender e melhorar alguma coisa na nossa maneira de ser.

20 abril, 2010 19:09  
Anonymous Emído Januário said...

ESCLARECIMENTO
Olá amigos todos (extensivo à D. Teresa)
Tem-se falado muito no meu bagaço, inclusive para acusá-lo de provocar efeitos negativos no pensamento daqueles de quem se discorda. Protesto.
O meu bagaço existe, única, pura e simplesmente, para serem com ele obsequiados os meus amigos, quer os meus comparsas de Mirandela, com quem almoço religiosamente nos dias de feira e janto no aniversário de cada um de nós, quer os meus camaradas de tropa, e agora também os meus antigos colegas aacarmelitas da Falperra que o souberem apreciar, (que incluo todos no número de amigos, já que saí da Falperra sem estar chateado com ninguém e criei lá amizades que ainda cultivo) pois, segundo me dizem, não é nada de deitar fora.
E digo, “segundo me dizem”, já que o doutor (aquele estupor) não me deixa bebê-lo, nem qualquer bebida branca. É por isso que eu digo: Bebidas brancas, só vinho tinto!
Por isso, nada de culparem o meu bagaço de que todo a gente só diz bem! E no dia 26 ou 27 de Junho, lá me acompanhará ao Sameiro e estará à disposição de todos!
E aproveito para fazer um apelo para que deixem de se criticar negativamente uns aos outros. Façam críticas positivas. Elevem a moral geral. Todos somos iguais, mas ao fim e ao cabo cada qual no seu ramo. Uns são filósofos? Deixai-os filosofar, que ainda se aprende qualquer coisa com eles! Outros são cantantes? Deixai-os cantar que a canção é sinal de alegria, Mora-se na Praia? Óptimo. Eu moro no campo e sinto-me cá bem. E assim sucessivamente.
Acerca da vida de cada um, vou contar-vos o que me aconteceu a mim na Falperra. Não sei porquê,em determinada altura fugiu-me lá a vontade de estudar e apetecia-me ir-me embora . As notas, de boas inicialmente, começaram a diminuir, o que mereceu um reparo e uma chamada de atenção do Pe. Reitor O. Carm ao meu pai, estava eu já no 2º ano. Então o meu pai escreveu-me uma carta a dizer que, se não estudasse, me comprava um rebanho de cabras e iria guardá-las. Fiquei tão contente que ,nos pontos, mesmo que soubesse, respondia errado. E assim reprovei no 2º ano, graças a um 9 a latim, e lá fui eu até Macedinho nas férias grandes só com bilhete de ida. O me irmão tinha bilhete de ida e volta. Cheguei a casa e o meu pai não me tinha comprado as cabras! Fiquei desiludido e em Setembro lá voltei eu novamente para a Falperra, com grande pena minha. Felizmente encarrilhei, estive lá aqueles poucos anitos e hoje reconheço que foi uma das partes positivas da minha vida. Saí no fim do 5º ano discretamente e em acordo com o combinado com o Padre Reitor e o director espiritual
Nunca tive grandes ambições e sinto-me bem com a vida que levo. Nunca usei hábito? Paciência. Na faculdade também não me cheguei a licenciar porque arranjei emprego e me desloquei para aqui. No Banco só cheguei a sub-gerente e nunca quis ser gerente. Na tropa só cheguei a tenente e nunca fui capitão. Mas, o que mais me dói, é neste momento ser só lavrador e nunca ter chegado a ser pastor, como queria ser quando andava na Falperra!!!
Um abraço
Emídio Januário

20 abril, 2010 21:43  
Blogger jorge dias said...

Fiquei mesmo vibrando interiormente com esta linda narrativa do Emídio! Que surpresas que este amigo sempre nos dá!

Sinto-me profundamente entusiasmado com a animação deste blog. Estamos a libertar-nos e, por isso, a crescer! Viva a palavra.

Na minha ingenuidade aparente, só me apetece gritar, libertem-se, assumam-se... Mas para que ninguém duvide, viva a malhação, e, se por acaso o malho estiver disponível, que venha malhar! Malhe em rima, em prosa, malhe o el Cantante... Malhem todos mesmo que aquilo em que malham nem esteja escrito e seja só de leitura atravessada, em diagonal, de sentido contrário ou até imaginário! Mas malhem mesmo no que está escrito! Malhem também nas vossas ângustias não resolvidas do tempo do Seminário e doutros tempos, malhem no Reitor e nos professores que vos levaram aos limites e vos castigaram justa ou injustamente, malhem em mim se vos der jeito ou na real gana, malhem em mim snob de uma treta e filósodo de meia tijela, burro de orelhas grandes e camafeu número um, satanás de um falo e fogo falsos e inimigo público declarado da incivilidade dos odores metánicos. Malhem senhores, mas malhem com vontade e força... Assumam-se e façam-se donos do mundo, do blog, dele e dela, mas que seja pela liderança e pelo trabalho. Acomodado como sou, se estiverem bem, adorarei ser vosso servo e se estiverem mal, mas liderarem, logo vos seguirei, rato de adega que sou... Vereis que não sou desajeitado de todo para uma mão cheia de coisas...sobretudo para umas certas, exactamente para essas em que pensas meu senhor e amo, precisamente essas... que eu sou da terra de Gil Vicente!
Oh da barca, malha com este safado para o Inferno e tira-lhe a palavra que inquieta e provoca, camafeu fedorento! Malha com ele de vez nas profundezas da geena! Amen.

Viva o psicodrama!

Viva a palavra que sempre liberta e cria e a quem gosto de servir!

Comigo, só há um lema na grandeza do ser e do ter. Ao aproximar-me da meta, na grandeza do ser (e do ter) só quero que todos saiam a ganhar, e, se forem mais do que eu, que bom que seria!

Por favor malhem, malhem com mais força, com vontade...é que até para a malhação é preciso perceber o que está escrito ou desconfiar do que nos vai cá dentro. Não vá dar-se o caso... de malharmos em nós próprios!

Viva a palavra! Corisca palavra! Não é que nos prega cada partida!

Volto ao meu tema já a seguir

21 abril, 2010 00:57  
Blogger jorge dias said...

Ponto 6

Acreditar no Impossível!

Só cada um se torna grande!

Na sua autobiografia diz-se que o imperador Hakbar tinha recolhido aquele enigma de “encurtar o segmento de recta sem lhe tocar” de um velho manual de ensino infantil, onde já não constava a resposta, e que ele próprio se questionara longamente e nunca conseguira responder.

Como a todos os pensadores a tarefa terá parecido impossível eis senão quando alguém mais das geometrias se levanta, avançou para o quadro, traçou por debaixo do segmento de recta existente, e em paralelo, um outro segmento de recta, este de maior comprimento.

Obviamente, perante espanto geral, sem lhe tocar tornou o primeiro mais pequeno.

“Neste pequeno episódio, diz o autor do livro que já citarei (1,95), esconde-se todo o sofrimento da humanidade. O indivíduo torna-se pequeno sem ninguém lhe tocar”.

Leitura inversa!? Porque não? Há algum limite para a grandeza e a elegância de gestos, atitudes, comportamentos de civilidade em relação aos outros?

Só cada um se torna pequeno!
E porque não, grande?

Quem puder entender que entenda!

21 abril, 2010 01:11  
Anonymous O Malho-O Mário-O Amigo said...

Para o Jorge
Com todo o carinho do Malho

Não se malha
O trigo malhado
No redil
Resguardado
Febril
Delirante
Tresmalhado
Acarinhado na esperança
De mais um Abril
(Vinte e três
Tua a vez)
Trespassado
Aberto
Em mar de bonança
Erguido do chão
Desperto
Contrito
Vibrante
Redito
Confesso
Amante
Em blog
Se afogue
A luxúria confusa
As memórias doridas
De vidas vividas
Entregue-se à Musa
A dor
A alegria
Que o amor
Vai fazer
Futuro melhor
Cada dia ao nascer.

21 abril, 2010 08:17  
Anonymous "O Malho" said...

Edição definitiva...corrigindo o último verso

de "O Trigo Malhado"



Não se malha
O trigo malhado
No redil
Resguardado
Febril
Delirante
Tresmalhado
Acarinhado na esperança
De mais um Abril
(Vinte e três
Tua a vez)
Trespassado
Aberto
Em mar de bonança
Erguido do chão
Desperto
Contrito
Vibrante
Redito
Confesso
Amante
Em blog
Se afogue
A luxúria confusa
As memórias doridas
De vidas vividas
Entregue-se à Musa
A dor
A alegria
Que o amor
Vai fazer
Futuro melhor
Cada dia
Ao nascer.

21 abril, 2010 08:31  
Anonymous Mário Neiva said...

Meu deus! que maravilha ler uma coisa destas:

«O neto é um recriador de atenções. Pára numa flor; depois noutra; examina um pão. Força-nos a reparar nas coisas que nos escaparam. Quando tentamos fazer o mesmo ("Olha os patinhos, António!"), não liga. Desobedece e, desobedecendo, mostra. Não somos nós que lhe mostramos o velho mundo - é ele que nos deixa entrar no mundo dele. É novinho em folha»

É do Miguel Esteves Cardoso e vem no bolg do «Jumento» desta data. Está a falar do seu netinho, de treze meses treze! que ele vê, estupefacto e encantado, a descobrir o mundo, filósofo de corpinho inteiro, dando uma lição do avô babado.
Eu, um pouco atónito, estou a acabar de ler o Bebé Filósofo de Alison Gopnik, onde a cientista e autora tenta explicar aquele milagre presenciado por Miguel Esteves Cardoso.
Hei-de voltar a este livrinho, porque vale a pena partilhar com vocês o que lá descobri.

21 abril, 2010 08:55  
Anonymous Mário Neiva said...

Estamos fartos!


Das palavras, palavras e palavras; dos livros, livros e livros; das músicas, músicas e músicas; dos políticos, políticos e políticos.
Até a carolina salgado é escritora, até o quim barreiros é poeta, até o zé cabra é cantor, até o tino de rans é deputado, até um poeta, oco e velho, quer ser presidente.
Não é a palavra, o livro, a poesia, a musica, ou a política que nos fazem bocejar ou protestar. O que nos farta, cansa e aflige é o vazio desses gestos. É a promessa, feita e violada, na música que não chegamos a ouvir, como promessa politica atraiçoada. São os livros que estão cheios de palavras bem alinhadas dos autores e sem uma réstia da sua alma, sem uma batida do seu coração.
Literalmente, andamos a “dar música” uns aos outros.
O padre dá música aos fiéis, o escritor aos leitores, o músico aos dançarinos e cantores, o politico aos eleitores, o bispo aos abades e priores, o patrão aos trabalhadores e o empregado aos empregadores.
Isto, realmente, está mais assim do que assado e por isso estamos fartos.
E não há saída?
A história humana é uma história de esperança, de luta, de inconformismo. Penso, com toda a convicção, que estamos à beira de uma verdadeira mudança de paradigma, no que diz respeito à velocidade com que se processam os avanços ditadas pelo inconformismo e do génio dos homens. Enquanto não se acerta o rumo e o passo, vai-se dançando conforme a música e não vai faltando quem nos dê música.
Mas está cada vez mais gente a ficar farta dessa música.
Não queremos ler o ouvir uma palavra: queremos sentir na nossa, a mão de quem a escreve ou fala.
Não queremos ser embalados um dia depois do outro, ao som do nosso cantor preferido: queremos abraçá-lo e partilhar-lhe a vida.
Não queremos enternecer-nos com a prédica piedosa do padre: queremos que ele entre na nossa casa e nos deixe ali um pedaço do paraíso que prega.
E, possivelmente, queremos todos os políticos fora do parlamento a ganhar, como nós, o pão de cada dia, porque as leis já estão todas feitas, falta só aplicá-las na vida de cada um. E quanto ao resto, os computadores encarregam-se de regular o trânsito…

Espera-se, deseja-se e está já a acontecer a mudança de paradigma. O espírito do homem não se aquieta. Quer a perfeição. Não quer apenas ler um livro, quer abraçar a alma de quem o faz. E quem escreve já percebeu que se está a entregar a quem o lê, porque é isso que o leitor espera. Porque palavras leva-as o vento e sermões uma tempestade de areia.
Anda no ar, pela proximidade gerada pelas telecomunicações e pela consciência do nosso destino comum, um sentimento e uma vontade de tudo, com todos, partilhar e partilhar inteiramente.
O herói isolado, no seu castelo, sente que enlouquece e o seu fã ignorado e anónimo apaga-se na tristeza e na solidão.
Quem escrever, quem fizer música, quem cantar, quem pregar, quem fizer politica…”vai ter de amar”, neste velho mundo a mudar de página.

Como sei que o nosso colega e companheiro “Braga” vive na expectativa de um «novo paradigma», que irá cair de supetão sobre a Terra, lá para 2012, aqui fica a minha expectativa, bem mais prosaica, mais difícil de acontecer e sem hora marcada. Mesmo ao ritmo da nossa velhinha História. um dia depois do outro.

21 abril, 2010 10:29  
Blogger teresa silva said...

É isso mesmo Mário, um dia de cada vez como reza a história deste nosso Mundo onde habitamos, mas tendo como base o amor ao outro. É isso que faz falta, é isso que nos faz mover em busca de um mundo melhor.
Partilhar o que escrevemos, o que lemos aqui neste espaço ou nas nossas vidas, integrar, acompanhar. Tudo isto envolve duas ou mais pessoas conforme o caso. Tudo isto envolve, relações, sentimentos, emoções.
O novo paradigma é este a descoberta do amor no outro, no semelhante, no irmão. Cada dia é um novo ia para fazer mais e melhor, para darmos o máximo de nós mesmos, porque amanhã pode ser tarde demais.

21 abril, 2010 15:18  
Blogger teresa silva said...

Caro Emídio, o seu comentário está espectacular.
Cada um é como é e deve sentir-se bem com aquilo em que se transformou. Se a pessoa não se sente bem consigo como pode ajudar o outro?
Se uns chegaram mais longe e outros nem tanto todos devem ter orgulho naquilo que são, na influência que tiveram na formação enquanto crianças (fase fundamental da formação da personalidade). Há sempre alguma coisa a aprender.
Fui convidada pelo vosso presidente para estar no Sameiro este ano em Junho, mas como as férias já estão marcadas e não as posso alterar não vou poder ir, talvez para o ano até vos vá fazer uma visita e quem sabe até provar este famoso bagaço, que já li por várias vezes aqui neste espaço e pelo opinião das pessoas deve ser bom.

21 abril, 2010 15:41  
Blogger teresa silva said...

Caro Jorge

Bom ainda não te tinha dado as boas-vindas pelo teu regresso após a semana sabática de regresso ao interior, de pensamentos e pelos vistos deu frutos nestas tuas intervenções aqui por estas bandas.
Adorei o comentário antes do ponto 6, o da malhação. Engraçadíssimo.
Até temos o auto da barca do Gil Vicente e tudo.
A parte que interessa mesmo é a de assumir seja o que for, incluindo as consequências que poderão advir.
Outra parte interessante é mesmo o ponto 6: Só cada um se torna grande.
É verdade enfrentando todas as dificuldades da vida, com a ajuda de pais, amigos, professores, todos temos esta capacidade de nos tornarmos grandes. E não nos deixarmos abater por dá cá aquela palha. Muitas vezes a depressão está no sub-consciente, mas há que dar a volta por cima. E se for mesmo o caso disso procurar ajuda para voltarmos a ser como dantes pois isso foi-nos dado: a alegria de viver. O pertencer a este mundo.
Se estamos por cá temos um objectivo, há algo a cumprir aqui.
Tendo como base sempre o amor.

21 abril, 2010 16:37  
Anonymous o braga said...

Oh Mário Neiva!
O Novo Paradigma tem a ver com a "interdimensionalidade" e, se bem que a maioria da humanidade nem imagine sequer o significado real deste palavrão, como também nem saberá o significado de "conscião", isso não significa que Ele, o Paradigma, não esteja já entre nós e, lentamente, se venha instalando no "Orbe Planetário" para, paulatinamente, promover a transformação ascencional da humanidade. E isto nada tem a ver com esoterismos esquisitos e tradiconais. É algo de Novo, mas que já havia sido anunciado há Muito Tempo. Releva-me este discurso, mas não podia deixar em Branco a tua afirmação, apesar de te responder de modo um pouco enigmático.
Quanto à Teresa, de facto o AMOR está no novo Paradigma e é como que o seu núcleo central. é Exactamente O que faz com que um "Conscião" seja O Que É.
Voltarei ainda a este tema e em termos de ciência positiva, que, de outra coisa não falei aqui. Bem hajam.

21 abril, 2010 20:10  
Anonymous Miki (1947) said...

Do Mário Neiva

“Estamos Fartos!”


Texto Roubado...

O vento soprou arrancando de minhas mãos o texto escrito...
Cada vez mais forte das minhas mãos a pena levou...
As palavras da minha mente apagou...
E num grande vazio este momento se tornou...
Maldigo este vento que tudo me tomou...
Mas aquelas palavras escritas...
Alguma mente consolou...
Eu sei que um dia este texto eu reencontrarei...
E tenho a certeza que um grande escritor ele inspirou...

( Como eu gostaria de ter escrito este texto!)

Miki (1947)

21 abril, 2010 20:52  
Anonymous Anónimo said...

É tão bonito a gente esgrimir argumentos, para expor suas suas ideias , ou defender teses, com palavras bem constridas,nesta sociedade, mesmo sabendo, todos nós que tudo não passa de letra morta, para a maioria dos nossos irmãos que lutam para ter o pão nosso de cada dia e que nada servirá o amor por nós propalado, sem efeitos e resultados concretos?
Nós sentados nos nossos sofás, bem instalados, até podemos sonhar com um mundo melhor, para todos, mas sairmos das nossas poltronas e dar uma ajuda ao nosso irmão mais próximo que sobrevive com os parcos proventos de míseras reformas, ou salários mínimos, já se torna mais complicado, pois isso deveria ser tarefa do Governo ,se tal existisse e voltado para esse fim!
Nunca na minha vida, de 60 e tal anos, tinha ouvido falar de discrepâncias salariais astronómicas, entre ricos e pobres.
Ricos por heranças e bens aquiridos por trabalho árduo,ou exploração do semelhante, conhecia, mas por rapinanço ao herário público, nunca tinha ouvido falar , assim de forma tão descarada.
Auscultamos por aqui, muito amor e carinho, mas que efeito causará, ao miserável, essas palavras lindas, se lhe falta o pão nosso de cada dia e o essencial para sobreviver?
Se nós que estamos bem, almejamos o céu, para o descanso eterno, a que terão direito esses infelizes ,depois de viverem na penúria a vida inteira nesta desgraça terrena ?
Respondam os Filósofos ou Tiólogos, com palavras simples , para todos entendermos!
E não venham com a velha máxima, " a fé é que nos salva, mesmo de barriga vazia e pobres como Job ".

21 abril, 2010 21:37  
Blogger jorge dias said...

Este comentário foi removido pelo autor.

21 abril, 2010 23:52  
Blogger jorge dias said...

O livro que me vem inspirando, e que no fim do ponto 8 citarei, deu-me as dicas desta estória que vos narro a seguir.


Ponto 7
Acreditar no Impossível!

Sempre, contra tudo e contra todos, a vida primeiro! Não obstante, no ser, vida e morte também são!

Estando um indivíduo à beira rio, um outro se aproximou e acto contínuo se lançou à água!
Questiona-se o primeiro se o segundo se banhava ou se haveria algum equívoco e se, pelo contrário, se afogava!
Acorre o primeiro aos gritos de socorro do segundo e rapidamente com fortes e enérgicas braçadas retira o segundo da água na suposição assumida de que se afogava mesmo.
O segundo, furioso, apelida-o de burro e de louco e questiona-o mesmo porque razão o havia salvo se ele queria mesmo era matar-se!
-“Eu queria mesmo suicidar-me, porque me salvaste?”!
Responde o primeiro:
-Se querias afogar-te, porque gritaste por socorro?
Torna o segundo: - foi a natureza!
Imediatamente o primeiro o empurrou novamente para a água e desta vez resistiu aos gritos de socorro e retorquiu-lhe:
- Problema teu.
- Mas eu não quero suicidar-me!
- Pois, mas eu agora não quero mergulhar na água fria.

Que cada um seja o que quer ser ou que cada um fique onde quer estar! Mas que em esforço seja pessoa, gente, ou, simplesmente, deixe-se ser idiota ou suicida (cf. 1, 117-134). No nada, somos outra coisa, no tudo, o que somos.

21 abril, 2010 23:59  
Anonymous Mário Neiva said...

É isso mesmo, meu caro anónimo. A gente está farta ter a barriga vazia e de ouvir dizer que no-la vão encher depois de mortos! Sendo certo que quando afirmo estas coisas, estou a pensar que nem só o pão enche a «barriga» dos homens. E quem tal pensar, e ainda mais quem fizer disso objectivo da sua curta ou longa existência, não irá mais além que o destino do porco, que da pia vazia ou apenas cheia ou garantidamente muito cheia, é conduzido ao matadouro, sem nunca ter sofrido de inquietações filosóficas ou teológicas.
Ou muito menos ter-se preocupado se o vizinho porco do lado estava a morrer de fome ou de fartura!
Ninguém vai impedir ninguém de ter «barriga de porco» mas é fácil constatar que há dentro de cada um de nós uma voz irresistível que nos chama das profundezas dos mares e da imensidão do céus cravejado de estrelas.
E o nosso companheiro "Braga" até já se apercebeu de "qualquer coisa" que ao comum dos mortais tem escapado.
Como se não bastassem os mistérios com que nos debatemos, todos os dias, à nossa volta, ainda nos acenam ou "ameaçam" com outros mais, de dimensões impensáveis.
Quanto a mistérios, eu vou-me ficando por este mais próximo de mim, tão próximo que com ele me chego a confundir, que é o mistério da nossa consciência. Sem ela não teria a voz que tenho, os sentimentos que sinto, as perguntas que atiro, as respostas que procuro, os sonhos que faço e desfaço. E as memórias que me identificam como um todo contínuo desde que “acordei”, olhando para mim mesmo como se estivesse fora de mim, olhando o meu passado e o meu presente, no filme da minha vida e projectando o que desta vida vou fazer no dia que amanhã vai chegar. Se chegar! E aqui dou-me conta que sei tanto acerca de como «tudo isto começou», como de aonde "tudo isto" nos leva. E até há quem pense que nem viemos nem vamos a lado nenhum, que o tempo e o espaço são uma ilusão e o único caminho que fazemos é até ao íntimo de nós mesmos. Será esta a tal «interdimensionalidade» de que fala o colega «Braga»?
Se é, ajuda pouco ao mistério da minha consciência, porque continuo tão ceguinho, como antes de pensar nestas coisas.
O que me vale neste fervilhar de pensamentos é ter-me agarrado a coisas bem reais, daquelas que não enganam nunca. Com estas...

Aquece-me a alma a certeza da tua voz que encontra a minha, meu amigo, meu amor. No conforto deste encontro desafio todos os mistérios possíveis e imaginários. Se forem caindo, um depois do outro, os sonhos que sonhar, ficarei sempre bem, enquanto ouvir a voz do meu amigo ou estreitar nos braços o meu amor. Como que por magia, as inquietações da alma, filosofias, ciências artes e teologias, transformam-se em sonhos de uma juventude fulgurante e determinada, onde tudo é possível, sem provocar angústias existenciais, porque nos tornamos humildes numa ignorância assumida e esclarecida.

22 abril, 2010 09:57  
Anonymous Agostinho Neiva (década 60) said...

Caríssimos,
Cumprimento com amizade todas as pessoas, ex-
aaacarmelitas e de um modo geral toda a família carmelitana que deixam seus comentários e visitam, este estimado Blog.
Como profissionalmente, ainda estou no activo, (mas devo sair rápido, antes que as coisas piorem), não disponho de muito tempo, para ler e analisar o que se vai dizendo de forma escrita, por vezes mais complicado, para os menos letrados, como é óbvio.
Através do meu irmão, Mário Neiva, fiquei informado de alguma animação gerada neste Blog, o que é bom e saudável, existir uma partilha de ideias e troca de vivências, boas, outras menos boas, mas que foram nossas, ou dos nossos colegas de seminário.
Em 2009 estive pela 1ª vez no encontro do Sameiro e de certa forma gostei, mas regressei a casa, um pouco desiludo, porque tinha ido, na expectativa de encontrar mais gente da década de 60; Fábio, Profírio, Adriano, Zé Sande, Osório, Claudino, Zé , António, Chico, Manuel, etc. etc...., enfim toda aquela boa rapaziada que dava alegria e alma, sempre com ar de bons malandros, principalmente já no Sameiro. Por onde andam, amigos?
Se não vos der jeito comunicarem por este meio, aqui fica de bom grado o meu contacto, agostinho_neiva@hotmail.com, para poder escutar notícias vossas que muito me agradariam.
Este ano, ainda não sei ,se estarei presente no Sameiro, mas se esses velhos amigos comparecerem, ficarei entusiasmado e troco as voltas aos meus planos, para poder levar o meu grande abraço a todos vós.
Com grande amizade, para quem fizer o favor de continuar a ser meu amigo, deixo aqui expresso os mais sinceros votos de subida estima e consideração.
Apresento também, os melhores cumprimentos, para todos os intervenientes e leitores deste Blog.
Agostinho Neiva

22 abril, 2010 12:51  
Anonymous Anónimo said...

Amigos AAA:Nem por acaso.Aí está a coincidência:Afinal o nosso encontro do Sameiro não ficou no esquecimento.Já há vários meses que me interrogo:Será que aqueles quarenta e tais aaas mais novos ficaram desiludidos com o "ambiente" do encontro?O que è que correu mal?
Agostinho Neiva:és bemvindo a este blog.Vós que sois mais "informáticos" do que alguns de nós mais velhos, aparecei mais vezes com os vossos desabafos,histórias ou historietas, porque cada um traz mais riqueza a este espaço.O próximo encontro será no dia 26.o6(?), e é já amanhã e concerteza que haverá muita conversa a pôr em dia (que está prometida),aliada a uns copitos do tinto e a sobremesa da cachaça do Emídio(já que ele está proibido de beber).Por tudo isto e muito mais, penso que vale a pena irmos ao Sameiro em Junho.Um abraço a todos e um até já.A.Costa

22 abril, 2010 14:06  
Anonymous Mário Neiva said...

Que surpreza agradável, o meu irmão Agostinho aqui no blog. E nem me disse que ia entrar, aquele côdeas. Infelizmente, como nem tudo tudo pode ser perfeito, é mais um milhafre, ou rapa-pitos, como se diz aqui em Balugães, a emsombrar este espaço, com as suas longas asas abertas, a fingir de águia-real e a querer tapar o sol e a apagar o fogo do mui nobre e invicto Dragão.

22 abril, 2010 14:44  
Anonymous Agostinho Neiva said...

O meu irmão, meu vizinho, encontramo-nos sempre e principalmente na bola, só que saí de beiça, quando o Porto perde.
Estes dias cravei-lhe eu, uma garrafa de bagaço, porque o meu tinha-se evaporado, sem eu saber como. Estava a tomar um nico de wisque,como digestivo depois da janta, mas não é a mesma coisa.
Sobre o bagaço do Emídio, eu mal lhe pus as beiças, porque já estava a dar o berro, quando descobri.
Depois disso, fui então ao cantinho daqueles baldes de gelo que lá estavam, lembram-se!... onde tinha metido duas garrafas de Moscatel de Alijó, para tomarmos como acompanhamento na altura de lingrarmos os pericús. Sumiram a grande velocidade. Dei uma olhada pelas mesas e nem as garrafas vazias vi. Curioso, ainda dei uma volta por aqueles cantos na expectativa de ver alguém a adoçar a palvras, mas nada. Pensei cá para mim, quem bebeu gostou, nem rasto deixou!... Espero que tenha feito bom proveito.
Quanto ao rapa-pitos, do Mário, ainda vou esperar mais uns dias, porque também sou Bracarence e do Gil, onde o meu filho jogou. Porém ,tinha de ser benfiquista em menino, para ganhar a rosca da Páscoa, entendem?
Costa, quanto à informática é da lavra do meu filho, Vitor Hugo que ficou por Coimbra. Eu fiquei mais ligado à contababilidade e já lá vão 37 anos sempre a fazer contas. Como o tempo passa, veloz, meus amigos.
Um abraço para todos.

22 abril, 2010 16:43  
Blogger teresa silva said...

Vivo em ilhas de bruma, que em dias de nevoeiro dá que pensar no nosso interior, nos nossos pensamentos mais profundos, do tipo quem sou eu, o que faço aqui, para onde vou, qual a meta a atingir, enfim todas as perguntas que as pessoas também fazem em alguma fase da sua vida.
Como disse o Braga, o amor é o núcleo desta interdimensionalidade. Se o amor é a base então em cada um de nós está a base para um mundo melhor.
Como alterar o nosso mundo que vive só de coisas materiais e que não está nada virado para a arte de pensar?
Trabalhando melhor a nossa consciência, o nosso íntimo para sermos pessoas mais fortes, mais convictas daquilo que queremos e desenhando o caminho a seguir de acordo com o nosso íntimo.
Mas como não fazemos nada sozinhos, o outro está também na base desta interdimensionalidade. O nosso semelhante, seja ele qual for, também faz parte dela. Temos que ser firmes em determinadas situações, em determinadas ocasiões, mesmo que sejamos interpretados de forma errada. Tanto podemos ser idiotas como suicidas, dependendo da situação que se nos depara e da forma como encaramo-la. Depende sempre de nós o sermos grandes ou pequenos.
A vida é uma aprendizagem contínua. Estamos sempre a aprender uns com os outros.

22 abril, 2010 23:36  
Anonymous Mário Neiva said...

O Bebé e o Velhinho

E sabe a Teresa quem é o campeão da aprendizagem humana? O bebé. E sabe porquê? Porque nunca se contenta com o que já sabe, querendo sempre mais. Nós, adultos, quando pensamos que sabemos tudo, deixamos de nos interessar pela aprendizagem, iniciando, assim, o caminho da verdadeira morte. Em vez de olhar em frente, dirigimos o olhar para o passado, repetindo palavras, histórias e rituais até nos "viciarmos" nesse passado que é nosso e com o qual fazemos a nossa definitiva identificação.
E nessa altura a morte já nem é surpresa. De facto, já só falta mesmo fechar os olhos.
Porque não voltar a ser como o bebé? Já não podemos andar? Nem o bebé. Não podemos comer de tudo? Nem o bebé. Precisamos de muitas horas de sono? Também o bebé. Dependemos muito dos outros? Também o bebé. As forças são diminutas? Também as do bebé.E, no entanto, ele interessa-se por tudo o que acontece à sua volta.
Um velhinho pode parecer-nos tão «ausente» como um bebé. Engano puro. Nem um nem outro são «desapegados» da vida. Precisam apenas de um ambiente propício e de respeito pelo seu próprio ritmo.
Neste mundo que avança para o novo paradígma, o do espirito e do amor, nunca como agora se prestou tanta atenção à primeira infância e à «qualidade de vida» dos idosos. Estamos longe do ideal, mas os sintomas são promissores.

Tal como o bebé, o velhinho deseja que um olhar de ternura pouse no seu rosto cansado e que mãos carinhosas o amparem nos passos indecisos. E, sobretudo, que alguém compreenda a sua nova linguagem.

Um comentário com P.S.

Depois de ter escrito este texto para a Teresinha, ontem à noite, e que só agora coloco no blog, recebi um mail, literalmente do outro lado do mundo, de uma senhora que nos lê. A mãe tem 92 anos e está a perder a visão. Alguém lhe lê os nossos comentários.
Esta vitalidade e interesse em aprender aos 92 anos testemunham a favor desta minha pequena crónica para a Teresa...

23 abril, 2010 09:58  
Anonymous EL CANTANTE said...

" Comentários com P.S. "

Oh Neiva. olha que o P.S. e os outros, por este caminho,vai-nos deixar a todos de tanga, se é que não andamos já, a tapar as tristes misérias que restam.
Estou a brincar, como é óbvio, mas com esta luta titânica pela sobrevivência,será que os milhares de desempregados, tristes e infelizes, terão sequer condiçõpes para pensar nisso, já nem digo fazer?
Quem andou na guerra, sabe que se mata, para não ser morto e salve-se quem puder, ou será mentira?
Dizem que é bom ouvir palavras, só palavras linda e ternurentas, mas infelizmente a realidade é bem diferente da comodidade que tivemos o privilégio de encontar.
Mas ficam bem esses sentimentos, a quem prega o amor e tudo de bom para o próximo, mas os capangas lá de cima, não ligam a mal vestidos, sem colarinho branco e só eles têem o poder na terra, no Céu, não sei! A ver vamos, como diz o cego...

23 abril, 2010 10:42  
Anonymous Miki (1947) said...

Quem disse que o bebé nasce com “Bula”? - I

Trabalhar grupos na área do desenvolvimento e capacitação de pessoas é algo que dá prazer e é edificante, pois da mesma forma que procuramos levar orientações e provocar descobertas entre os participantes, nós mesmos acabamos por ser contemplados com conhecimentos que nos ajudam a aprimorar o nosso trabalho e a nossa própria vida.
Uma consultora conhecida minha, que trabalha numa empresa na cidade do Porto, contou-me que um outro dia, viveu uma experiência pitoresca.
Estava ela a ministrar um curso para um grupo de directores de uma empresa conhecida e de grande porte. O tema abordado era liderança e as considerações sobre mudanças, incertezas e decisões.
O trabalho decorreu normalmente no meio as apresentações, dinâmicas e vivências.
A dado momento, levantou-se a questão da ousadia, da coragem em experimentar o novo e a expectativa de como que se programa o subconsciente em relação às novidades do nosso quotidiano. Naquele momento a tónica centrava-se na valorização da capacidade de arriscar e atrever-se a ir ao encontro do desconhecido. A discussão foi animada e a consultora ao pontuar algumas ideias provocava o grupo a reflectir e a formular saídas para esta situação.
Um director, que andava pela casa dos cinquenta anos, de aparência agradável, embora trouxesse o semblante um tanto carregado e um olhar desconfiado, levantou-se e inquiriu a minha amiga da seguinte forma:
- Falar em novidade, coragem e ousadia, torna-se fácil quando se está em ambiente seguro e protegido; em situações conhecidas e controladas. No entanto, comportar-se ousadamente estando exposto ao que nos é estranho, sem garantia alguma é, na melhor das hipóteses, irresponsabilidade, falta de visão administrativa, que tem por meta, buscar e não se colocar em risco desnecessariamente.
Tal discurso foi elaborado com ponderação, muita propriedade e tal convicção que abalou todo o grupo causando a sensação que ele tinha posto por terra todos os argumentos e substrato do exposto pela consultora.

23 abril, 2010 14:22  
Anonymous Miki (1947) said...

Quem disse que o bebé nasce com “Bula”? - II

A minha amiga respirou fundo e com tranquilidade concordou com o seu interlocutor, cumprimentando-o pela clareza da comunicação que manifestava.
Percebeu que com esta atitude conquistou a atenção de todos, inclusive de quem acabava de ser elogiado.
Então perguntou-lhe:
- O senhor tem filhos? Prontamente ele respondeu que sim, três, dois rapazes e uma menina.
- E como vão eles? Qual a idade e o que fazem hoje?
O director, um tanto empolgado, passou a discorrer sobre a sua prole. Um rapaz de 26 anos, formado em engenharia nuclear, a menina com 24 formada em Biologia e o mais novo, bem, na verdade estava a tentar descobrir qual seria o seu rumo. Com 23 anos ainda não se tinha decidido que carreira seguir. Neste particular ela percebeu uma sombra no seu olhar, embora as palavras nada revelassem em relação a ela.
Quando se deu por satisfeito na sua descrição minuciosa e esclarecedora sobre os seus filhos, sorriu para a plateia e a nossa consultora novamente o cumprimentou.
Logo em seguida o indagou olhando-o nos olhos:
- Os seus filhos, ao nascerem, traziam bula?
- Como? Perguntou o director, imaginando que estava a entender errado a pergunta.
- Quero saber se seus filhos vieram com bula? Manual de instrução, talvez, daqueles que mencionam efeitos colaterais, modo de usar, posologia, contra indicação e coisas do género, o senhor sabe.
- A senhora está a brincar? Evidentemente que não trouxeram nada disso ao chegarem aqui! Disse isso um tanto alterado, como se duvidasse da sanidade da minha amiga.
- Mas o senhor recebeu-os e mesmo sem saber como lidar, o que fazer, investiu toda a sua vida neles, certo? Insistiu ela.
- Claro, sempre dei prioridade à minha família!
- Muito bem, mas que garantia o senhor tinha para saber que daria conta?
- Não tinha, é claro! Mas como os amava fui fazendo o melhor que pude, e devo ter acertado em certa medida, uma vez que as coisas estão sob controle.
- Ah! Sim. Sob controle. Então o senhor tem domínio sobre o destino da sua família? Não há nada com o que se preocupar, mesmo com o seu mais novo que ainda não se decidiu por que caminho irá optar.
- Claro que não, madame! No entanto sei com absoluta certeza que jamais desistirei de investir neles, não importa o que aconteça, e seja qual for o resultado, estarei com eles o que me faz acreditar que assim tudo estará bem.
Neste momento o director calou-se e percebeu que a plateia estava em silencio absoluto, atenta ao diálogo que transcorria, sem interferir. Observou a minha amiga de pé olhando para ele com os olhos límpidos e serenos. Logo em seguida ela apenas comentou:
- Quando encaramos um desafio com amor, mesmo sem garantias, jamais desistimos de acertar e fazemo-lo com determinação, porque sabemos que iremos buscar os melhores resultados, não importa o quanto tenhamos que alterar as nossas estratégias e realinhar as nossas expectativas.
O director sentou-se balançando a cabeça e replicando:
- Tem razão, menina, não importa a garantia, mas sim a certeza que temos dentro de nós de poder realizar algo com êxito e a nossa disposição em nos adaptar.
Miki (1947)

P.S. Meu caro Agostinho Neiva, desmarca tudo porque temos que acabar outro capitulo da nossa conversa iniciada no Sameiro-2oo9.è que agora a coisa(!) vai ser mais interessante!

23 abril, 2010 14:23  
Blogger jorge dias said...

São JORGE

Em dia de São Jorge que, dizia-me frei e reverendo Olavo, nosso muito querido professor de Grego, e ex-libris do Seminário Missionário Carmelita da Falperra – Braga, significa nascer da terra, comemoramos o Orago de todos os Jorges e de todos os que, digo eu, nascem do pó e ao pó voltam, não obstante não estarmos em quarta-feira de cinzas mas em sexta feira de Páscoa solene de vida! E por ser de São Jorge, Jorge me chamaram e de Jorge me assumo prazenteiramente.
Em tempo de Primavera, finalmente soalheiro, de crescimentos e maravilhas sem fim na horta e jardim, revivem e se engrandecem as emoções nos corpos revigorados com o viço que o tempo faz emergir! Que delícia sentir que todos os interstícios rejubilam e manifestam a criação!
Com o ponto 8 termino os meus comentários sobre a minha semana sabática!

Ponto 8

De Lao Tsé, cito:
“Tudo o que possa ser dito não pode ser verdadeiro! Tudo o que possa ser escrito está condenado a ser uma mentira” (1, 101).

Diz-se de Lao Tsé que nunca dizia nem escrevia nada sobre a verdade embora sempre estivesse disposto a falar sobre qualquer outro assunto.

Reconheço que fiquei mais questionado e pronto para filosoficamente observar…

Entretanto, vou confirmando que nem as armas apontadas podem obrigar alguém a dizer uma coisa que ele entenda que não pode ser dita ou que não quer dizer. Que nem as armas apontadas podem obrigar alguém a aceitar uma coisa que não pode ser aceite ou que, na sua interioridade conceptual, não tem lugar (cf. 1,101).
Só é quem quer, só cada um se torna grande!

Sobre as problemáticas dos pontos cinco a oito:
Bibliografia
1. Osho - Acreditar no Impossível, Pergaminho, 1ª edição, Lisboa - 2009


Conclusão:
Sinto hoje que este espaço está condicionado a um certo grupo de pessoas! Tinha outras expectativas deste espaço… na lógica de um conjunto de valores que julgava transversais e em absoluto desencadeadores de mais humanismo entre nós e os nossos leitores. Pensava mesmo que um certo tipo de belicosidade, reinante neste espaço, não estava tão enquistada. Mas reconheço que isso é apenas um problema de leitura meu|
Já voltarei com um desafio oriental sobre a coragem pela mão de uma jovem promisssora da vida pública e política portuguesa!


volto com o tema da coragem.

24 abril, 2010 00:14  
Anonymous EL CANTANTE said...

Porque quando alguém entrava neste blog com uma escrita mais simples, mais humilde, mais da condição intelectual e filosófica de generalidade dos ex- aaacaremlitas, vinha logo algum chico esperto axincalhar o parceiro com as lavras eruditas e muitas vezes despropositadas, ou não observaram isso?
Sempre ouvi falar que quem semeia ventos, colhe tempestades. Chegou a hora de semear fraternidade e veremos se este espaço não se torna mais interessante e partecipativo. Eu sei que muitos nada escrevem , com receio de serem sensurados! Amigos, haverá sempre alguém que estará do lado dos mais simples, venham daí.
Que ninguém se esqueça, de que quem tudo quer,neste blog, tudo perde! Quem se humilda, neste blog, será exaltado e quem se exalta, será humilhado, porque de insubstituiveis, está o inferno cheio, foi o que sempre ouvi contar.
Tenham todos um bom fim de semana.

24 abril, 2010 07:07  
Anonymous EL CANTANTE said...

rectifico;
ex-aaacarmelitas, participativo.

24 abril, 2010 07:12  
Anonymous Mário Neiva said...

Já ando "nisto" vai para dois anos, ou mais, e nunca vi «este espaço» tão pouco condicionado.
Pontos de vista.
Que ninguém se iluda: a fraternidade, (muito menos o amor), não se distribui como as amêndoas da Páscoa. Tem que ser amassada e cozida como o pão de cada dia. (Tantas vezes, como é dificil ganhá-lo).
Sai-nos do corpo e da alma. Ou não sai de todo.

24 abril, 2010 08:07  
Anonymous Miki (1947) said...

Liberdade, Igualdade e Fraternidade! - I

(convém não esquecer...)

“Nos países em que os mortais reinam no lugar das leis, o ministério público acusa os homens; onde as leis reinam sozinhas, o ministério público acusa somente os crimes.”
Saint-Just

O conceito de soberania assume um novo significado nas novas realidades. O poder supremo do Estado, representando a nação e proporcionalmente cada cidadão, dissolve-se nos interesses globalizados, na força de um poder virtual, nas condições impostas pelos banqueiros internacionais, nas políticas internas e externas, nas conveniências eleitorais.
Os três poderes ganham novos contornos. A independência perde-se nas tantas articulações políticas, nas reformas ministeriais, nos cargos oferecidos...
A elaboração das leis é definida nos encontros das lideranças partidárias, nos acordos e acomodações com o Executivo. “Tropa de choque”, “radicais” e “líderes do governo” são expressões que surgem como novas metáforas retratando as votações das lideranças nas comissões, a desnecessidade de realização de alguns plenários, os votos fechados nos partidos, a influência do Poder Executivo na formação da ordem jurídica, os acordos informais, as mudanças no regimento interno para garantir a vitória do governo, a inversão na pauta...
A segurança jurídica, os interesses da nação, o amadurecimento do povo e o desenvolvimento perderam a característica de soberania para expressarem, de forma instantânea, os factos políticos dos actuais governos. Ganham os holofotes eleitorais. Os protagonistas destacam-se nos cenários distintos dos poderes, interagem nas funções, ensaiam as falas. O “baixo clero” faz a figuração com os votos já estabelecidos pelas lideranças...
Reestruturação da base de apoio, novos cargos, boatos de intrigas ministeriais, instabilidades, reações do “mercado”, escândalos com assessores, apresentação de novos projectos sociais...
A constitucionalidade das leis é interpretada com ressalvas. Com frequência, os meios de comunicação exploram as motivações políticas dos julgamentos, reacendem viciadas polémicas e desvendam novas articulações.
O povo assiste às reformas com apatia. Não se sente representado no jogo da cena, nos enredos, nas marcações... Novos privilégios manifestam-se nos tratamentos diferenciados, nas imunidades, no exercício do poder, na formação dos escalões...

24 abril, 2010 13:16  
Anonymous Miki (1947) said...

Liberdade, Igualdade e Fraternidade! - II

Tento recompor a história. Viajo no tempo e sou alcançado pelos ânimos exaltados da Revolução Francesa. Os privilégios tributários concedidos aos nobres e ao clero, a colheita agrícola castigada pelo inverno rigoroso de 1788, a miséria das ruas de Paris, os pensadores do período das “luzes”... O pensamento renovado e o acaso serviram de alicerces para a revolução que se expandiu no mundo e criou o conceito de democracia com a soberania representada nos três poderes independentes.
As palavras de ordem ecoam nas ruas: Liberdade, igualdade e fraternidade!
As diferenças permanecem, as classes reorganizam-se, novas lutas se travam, mas o significado da igualdade expresso no sufrágio universal perde-se nas votações em bloco, nos acordos políticos... O que representa a cidadania na nova expressão de soberania? Somos livres e fraternos? Ou somos apenas manipulados com palavras perdidas na história?
Novos factos ganham a pauta: o poder de investigação do Ministério Público é questionado. A interpretação da Constituição é redefinida nos contornos políticos. A literalidade pode restringir o poder dos membros do Ministério Público, dos fiscais da lei que concretizam o ideal de justiça quando desarticulam organizações de corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade pública. A literalidade pode limitar a nossa capacidade de indignação...
O que importa? O espírito ou a letra da lei? O formalismo ou a eficiência?
A opinião pública divide-se: muitos nem sabem o que representa o cargo, outros ignoram a real existência das leis. O “quarto poder” é a legítima representação da justiça, é a possibilidade de exigir o cumprimento das leis e a defesa de um povo descaracterizado de representação. A autoridade dos Procuradores não pode ser algemada com os grilhões burocráticos dos processos existentes. A função de denunciar os crimes e actuar nos processos com convicção, exercida com coragem e idealismo, deve ser respeitada por todos que zelam por uma sociedade justa e soberana.
O papel do Ministério Público já estava definido no “Espírito da Revolução”, escrito por Saint-Just em 1791. A independência no exercício da função do Procurador é essencial para o destino da democracia.

Miki (1947)

24 abril, 2010 13:17  
Anonymous EL CANTANTE said...

Tens razão, certamente, já nem sai de lado nenhum, porque cada ser, fecha-se na sua concha e vai dando um coro, de palavras bonitas, mas difícil mesmo, é passar à acção.
Parece que quanto mais temos, mais ambicionamos materialmente, esquecendo os valores que outrora nos unia mais calorosamente a ponto de repartimos com o próximo, o pouco que tinhamos.
São sinais do tempo, onde impera o egoísmo desmesurado que se abate sobre o ser humano.
Todos queremos ser melhores, mas falta-nos a coragem de sermos diferentes dos consumistas vaidosos que se dão ao luxo de ostentarem a sua riqueza material o mais evidentemente possível.
Mas a sociedade já se habituou a pensar que às pessoas, mesmo que asquerosas, mas que tenham dinheiro e poder, têem de lhes fazer bénias e de chapéu na mão, pedir um bom emprego para seus parentes ou amigos. Onde iremos chegar, com tudo o que vemos acontcer diariamente, em nosso redor e questionamo-nos, onde vamos parar?
Nós não fazemos ideia, do que é não ter emprego, nem prespectiva de o conseguir a curto, ou médio prazo. É grave, a situação que se vive em nosso redor, mas que podemos fazer , para além de dizermos que a situação do país está péssima, para os milhares de desempregados. Quem sabe se muitos, não roubam e matam, para conseguirem saciar a fome, ou manter os vícios! Já nem digo nada...

24 abril, 2010 13:20  
Anonymous Emídio Januário said...

E hoje, 24 de Abril, faz anos o MARIO NEIVA. Para ele uma salva de palmas e que este dia se repita por muitos e bons anos.
Felicidades, Neiva.

ej

24 abril, 2010 19:45  
Blogger jorge dias said...

Parabéns a todos os aniversariantes...

A Coragem I

"Esqueça essa história de QUERER entender tudo.
Em vez disso: VIVA!!!
Em vez disso: DIVIRTA-SE!!! Não analise: CELEBRE!!!

A Coragem está aí por todo o lado ou talvez não tanto assim!

Jovem e promissora advogada, a habituar-se à barra dos tribunais e desde bem cedo iniciada na militância da política, crente e praticante, um dia teve necessidade de afrontar alguém em desvario sobre umas verdades elementares da convivência diária homem – mulher, mormente em família. Da experiência dessa jovem a entrar na casa dos trinta, e do seu grito de revolta
resultou um texto que julgo interessante, e onde a mulher intuitiva se afirma e provoca quanto baste, e incrivelmente desafia, embora se baseie em outras lógicas…
Sei que tem por base a leitura e citações literais de vários livros de “Osho”, mas não sei quais. Feito este reparo, partilho-o na íntegra tal como me foi dado a conhecer, embora por partes..
Questões filosóficas, de outras observações e lógicas, e não só, considero, não obstante, o texto relevante, na medida em que, nas circunstâncias em que me foi dado a conhecer era a resultante do afrontamento de um mundo de machos assumidos no consumo da mulher, qual produto, sempre susceptível de… não deixar o homem sem ciúmes.

Texto:
A Coragem
(…)A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina “cor”, que significa coração. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem (...).
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada (...).

25 abril, 2010 00:50  
Anonymous Mário Neiva said...

Linguagem do Passado III

Quando converso com católicos ou outros cristãos fico sempre com a impressão de que andam desgarrados ou como ovelhas sem pastor.
E se os bispos são os pastores por excelência, aliás, em sentido restrito, são-no apenas eles, o tristíssimo espectáculo da sua pregação retrógrada, na forma e no conteúdo, não podia deixar de conduzir a este desnorte do povo crente.
Toda a gente é capaz de entender que a melhor forma de nunca se resolver um problema é começar por negar a sua existência. Os bispos cristãos recusam liminarmente reconhecer que a sua pregação recorre persistentemente à linguagem de textos sagrados que há muito tempo deviam ter, sobretudo, leitura e tratamento de especialistas. Dia após dia ou domingo após domingo deixam os crentes mais velhos a bocejar nas missas, casamentos e baptizados, que os mais novos desertaram, em massa, para os concertos da sua «Palavra da Deus».
Também me tem sido muito fácil constatar que as religiões cristãs que optaram por uma leitura «livre» da Biblia levaram, de vez, o descrédito à «Palavra de Deus». É confrangedora a ignorancia mais crassa que se ouve dos "pares" de homens ou mulheres que andam de porta em porta a «pregar» a «Palavra de Deus».
Infelizmente, o que se ouve ao domingo e do alto dos altares da boca dos padres católicos, que supostamente estudaram filosofia e teologia, pouco mais vale que a «pregação» daqueles "pares" ambulantes. A dimensão do desacerto é tal que não dá para fazer distinção entre os incultos "pares" e os cultivados padres. Má sorte a dos crentes, que da maior parte dos bispos não vem mais sabedoria que os esclareça.
Quem lê o Pe Carreira das Neves, o Pe Anselmo ou o Pe Bento Domingues sabe que a teologia e a filosofia avançaram no tempo. Mas nem quero ouvir o que eles pregam ao domingo na missa, limitados, penso eu, por respeitáveis «obrigações pastorais», com receio de começar a bocejar como os demais.
Não é drama nenhum que tudo isto aconteça. Quero dizer, que as missas sejam, cada vez mais, para idosos e que, da meia-idade para baixo, as pessoas procurem outra «palavra» e outra «música».
Nem é drama que os seminários tenham ficado às moscas E eu já nem fico surpreendido ouvir da boca de um meu antigo condiscípulo de seminário um desabafo nestes termos: que tristeza o Vitalino, o nosso frei e bispo de Beja D.Vitalino, desperdiçar o seu enorme talento a pregar para meia dúzia de beatas!

25 abril, 2010 11:45  
Anonymous Mário Neiva said...

Continuando o pensamento desse aacarmelita, eu acrescentaria que a actividade pastoral de Frei Vitalino é adubo para terra já adubada. Com efeito, as pessoas que o procuram e a quem ele se dirige, já são «ovelhas do seu rebanho», já conhecem de cor e salteado a sua «Palavra de Deus» e já só aguardam, tranquilamente ou com sobressalto de pecados mortais ou veniais, o momento certo do juízo final de Deus.
Todas estas ovelhinhas cristãs, nascidas ou convertidas, sabem, em absoluto de fé, como fomos criados, o que andamos cá a fazer e o que nos espera depois de fechar os olhos.
Por isso, os bispos deste mundo de Deus nada mais têm que ensinar, e assim pensam e assim pregam e assim agem, limitando-se a fazer ressoar, década após década, a «Voz e a Palavra de Deus».
Fingem que perguntam porque se vão esvaziando as casas de frades e freiras e os seminários. Na sua cegueira nem reparam que o seus «pais inspiradores» sairam à desfilada, de terra em terra, não arrastando atrás de si um rebanho já feito e pronto para o sacrifício da vida, mas construindo um rebanho novo.
Foi mais fácil ficar instalado como o grupo de Tiago, Pedro e João, em redor do Templo e da Igreja de Jerusalem, do que fazerem-se à estrada com S.Paulo, para construir o «Corpo Místico de Cristo».
O meu amigo Paulo de Tarso diz que este «Corpo» é constituído pelos que abraçam a fé. Eu separei-me dele para ficar com o corpo que é a Humanidade.
Não é drama que os homens estejam a abandonar as igrejas e a deixar de ouvir padres e bispos. Estão a seguir o percurso de Paulo de Tarso e a encontrar-se com a Humanidade na sua palavra de hoje, música de hoje, sonhos de hoje. Paulo deve estar enternecido a contemplar este novo «êxodo» do Povo de Deus, finalmente Humanidade.
E não se importará, nem um pouco, que não se fale mais nos sonhos lindos que foram os seus. Nem que o «seu» tão querido evangelho esteja a ser vertido nos «Direitos do Homem».

25 abril, 2010 11:46  
Blogger jorge dias said...

Abril - 25

Tempo para a liberdade que interiormente nos permite ser a cada momento o que devemos ser! Tempo para esperança nas possibilidades de cada um e nas possibilidades colectivas que são muitas mais! Descoberto o objecto, o caminho,tempo de confiança e a certeza de que o trabalho nos permitirá alcançá-lo! Objecto de ser com os outros, construção, espaço comunitário e colectivo de realização, em democracia, que cada dia devemos conquistar!

Aí estamos nós, como povo, em marcha de teses e antiteses, ou, simplesmente, em avanços e recuos, na certeza que sempre estaremos um passo à frente se fizermos rabalho!

Viva o dia que, aos mais velhos, fez livres! Viva o dia que aos mais novos deu nascimento já em liberdade!

Em democracia há sempre mais possibilidade de nos fazermos...e sermos felizes. Mesmo muitos, sempre seremos poucos! Que sejamos povo, e povo grande, de sucessos, de realizações, de felicidade e de felicidades, salvações... Democracia, claro, enquanto melhor ela for...

25 abril, 2010 16:24  
Anonymous Anónimo said...

Viva a liberdade dos ricos, cada vez mais ricos e dos pobres cada vez mais pobres. Viva a grande DEMOCRACIA! Viva a liberdadee dos capitães de Abril e dos políticos que encheram o bandulho e as carteiras e estã agora a rir-se do Zé pagode. Viva! Viva!.os parta...

25 abril, 2010 17:49  
Anonymous Mário neiva said...

Este anónimo talvez pudesse ser um pouco mais explícito e aclamar «viva a ditadura!»
Podia dar esse grito e ninguém o prendia, mesmo nas caras da residencia oficial do Primeiro Ministro de Portugal, em São Bento, ou às portas do palácio cor-de-rosa, em Bellém, residencia oficial do Venerando Chefe de Estado.
Este 25 de Abril que «só serviu para alguns» não permite que ninguém proiba ou abafe o seu protesto, meu caro anónimo.
A não ser que optemos por "encostar" uns milhares ou milhões à parede, revolucionáriamente, só nos resta a alternativa que é a de, paciente e persistentemente, construir a democracia e a liberdade, estando certos que não veremos um qualquer "pai-natal" a tirar do fundo do saco pacotes de democracia e liberdade, como se fossemos um bando de alegres e inocentes criancinhas, precisamente à espera de um Pai Natal.
Por mais e melhor democracia e melhor liberdade, amanhã e depois de amnahã!

25 abril, 2010 20:59  
Anonymous Anónimo said...

É facil para ti falares em democracia e liberdade, porque deves ser um dos pançudos de barriga e carteira cheia. De que interessa tanta liberdade e tanta democracia, se milhares vivem sem emprego e á caridade de terceiros, ou de subsídios do Estado?
Quanto à ditadura, acho que em tempos idos, era só um o ditador, agora são aos montes, a esfolar o Zé pagode que tem de viver com miseráveis salários, reformas , ou subsídios, quando os bónus e prendas ofertadas aos todos poderosos intalados em altos cargos, mesmo não sendo competentes,dava para gerir tanta miséria que se vai acumulando em cada dia desta triste democracia, mas com liberdade, já não é mau, como se isso enchesse barriga.
Vai falar em liberdade, ou democracia a quem nem tem o pão de cada dia para comer e verás a resposta que levas. Ou será que só conheces o mundo dos ricos?

25 abril, 2010 21:22  
Anonymous Mário Neiva said...

É raro, rarissimo até, falar em liberdade e democracia. Se lês o que aqui se tem escrito, sabes que falo sobretudo em partilha, amizade, fraternidade, amor. Na minha vida de todos os dias porcuro ser coerente. Melhor dizendo, sr anónimo, não me sairiam as palavras, se não «experienciasse», em cada dia, aquilo que digo. Não sei fazer discursos decorados, muito menos ditados seja por quem for. Escrevo ao sabor das descobertas que vou fazendo.
Se tivesses estado no Sameiro 2009 verias que não sou pançudo. E até poderia ser pançudo sem ter a carteira cheia.
Protestos inconsequentes não levam a nada. Mas podem ajudar a aliviar a pressão e a descarregar a revolta, pelas injustiças gritantes com que somos confrontados a toda a hora.
E eu só queria dizer que podes protestar à vontade.
Desabafa, que estás no "sitio" certo.

25 abril, 2010 21:56  
Anonymous Anónimo said...

Muitos de nós que botamos aqui umas lérias lindas, certo estamos bem instalados, mas à nossa volta ,vêem-se casais desempregados, milhares de jovens à procura do primeiro emprego, muita miséria encoberta ; que dizem, p.q.p., a liberdade e a democracia, da forma que se instalaou à 36 anos em Portugal! Vai melhorar quando o povo voltar a apertar o papo, a esses pançudos e fascistas! Será preciso isso? Certamente vai ter que ser ! Então é vê-los a dar beijos e abraços aos pobres e mendigos, que com facas, catanas , varapaus e tudo o que vier à mão, sacudirão as costas desses ladrões do erário público e exploradores do próximo.Infelizmente estamos a caminhar a passos largos para um nova revolta popular, porque a situação continua medonha, ou não enxergas?
Não fales do velho caudilho, porque esta gente de 30 e tal anos quer saber do agora, não do passado e 36 anos, não são 36 dias! A miséria alastra por todo o lado.

25 abril, 2010 22:21  
Anonymous batista said...

jSó agora cheguei ao grupo dos AAA, porque só agora me aventuro nestas ondas tecnológicas.Para que me conheçam,digo-vos amigos de sempre,-sim, porque nunca vos esqueci embora durante muitos anos sentisse mágoa terrível com a nossa querida ordem, como talvez oportunamente explicarei.Sou o ex- frei Batista -irmão que estive vários anos na Mata- Felgueiras. Quero felicitar-vos a todos, e gosto de vos seguir no blog porque até nas desavenças existem verdades.

25 abril, 2010 22:31  
Anonymous batista said...

parabéns para o Mário Neiva que como disse o Jorge fez anos no dia 24 de Abril. Agora pergunto ao Mário, sempre conseguiste ver onde nasce o rio Neiva como outrora o querias fazer? Espero que sim, e é sempre que ouço falar neste rio que me vem a lembranças das nossas simpáticas conversas no teu noviciado em Felgueiras

25 abril, 2010 22:52  
Blogger jorge dias said...

Bem vindo Caríssimo Baptista, em dia de liberdade, comemorada... afinal, freis fomos, e que bom assumirmos essa irmandade, hoje, celebrando Abril 25, de 1974, a liberdade, as diferenças e, claro, que "até nas desavenças existem verdades".
Estou a ver se o encontro na minha memória ou não o apanhei lá amigo Baptista!?

Volto ao tema da coragem sem aditamento algum da minha parte!

A Coragem II

"Esqueça essa história de QUERER entender tudo.
Em vez disso: VIVA!!!
Em vez disso: DIVIRTA-SE!!! Não analise: CELEBRE!!!

O que é a mente? É tudo o que você conhece. É o passado, o que está morto, o que já foi. A mente não é nada mais do que o passado acumulado, a memória. O coração é o futuro; o coração é sempre a esperança, o coração é sempre algum lugar no futuro. A cabeça pensa no passado; o coração sonha com o futuro.
O futuro ainda está por vir. O futuro ainda está por ser. O futuro ainda é uma possibilidade – ele virá, está pronto para vir. A todo instante, o futuro está se tornando presente e o presente se tornando passado. O passado não tem nenhuma possibilidade, você já se serviu dele – ele está esgotado, é uma coisa morta, é como um túmulo. O futuro é como uma semente; está vindo, sempre vindo, sempre alcançando e encontrando o presente. Você está sempre em movimento. O presente não é nada mais do que movimento em direcção ao futuro. É o passo que você já deu; é avançar em direcção ao futuro (...).
Lembre-se de uma coisa: a mente costuma interferir e não dá ao amor seu infinito e seu espaço. Se você realmente ama uma pessoa, dá a ela espaço infinito. Seu próprio ser é só um espaço para ela crescer e com o qual crescer. A mente interfere e tenta possuir a pessoa, então o amor é destruído. A mente é muito gananciosa – a mente é ganância. A mente é muito venenosa. Portanto, se alguém quer entrar no mundo do amor, tem de deixar a mente de lado. Tem que viver sem a interferência da mente. A mente é útil quando está no seu devido lugar. Ela é necessária no supermercado; não no amor. É necessária quando você está preparando o seu orçamento, mas não quando está circulando no seu espaço interior. É necessária na matemática; não na meditação. Portanto, a mente tem sua utilidade, mas essa utilidade é simplesmente irrelevante. Então seja cada vez mais amoroso... incondicionalmente amoroso. Seja amor. Seja uma abertura – seja só amor.

25 abril, 2010 23:14  
Blogger teresa silva said...

Liberdade, fraternidade e igualdade...

Apesar de nascer após o 25 de Abril, cerca de 3 anos depois, os meus pais falam muito nestes tempos já idos e como a vida era complicada principalmente aqui nas ilhas.
Muita gente emigrou em busca de uma vida melhor, para a América, Canadá e Bermuda. Lutando para ter uma vida mais digna, com mais igualdade em termos sociais.
Porém nós também conquistamos esta liberdade através de uma revolução e como todas as revoluções o início é sempre complicado pois tivemos vários governos. Mas a democracia é isto mesmo é um risco que tem dias melhores e dias piores. Antigamente a televisão era só uma a RTP agora temos uma quantidade de estações televisivas e é aquela que mais pode fazer concorrência para ganhar a notícia em primeira mão. Claro que tem vantagens e desvantagens, porque muitas vezes dá a sensação que vivemos num país corrupto e que não há forma de escapar a isso. Por exemplo num telejornal só ouvimos e vemos notícias de que tudo vai mal neste país. Se em vez de proclamarmos o mal altos ventos,passemos a ver o que de bom se faz neste país? Já era um pequeno passo para mais igualdade e fraternidade. É preciso ter coragem, é preciso arriscar, é disso que se trata a liberdade. Viver arriscando em cada dia que passa, medindo as consequências, mas arriscando sempre e respeitando o outro porque o outro também faz parte da minha liberdade.
Portugal nunca foi um país rico e desigualdades vai haver sempre, mas o nosso objectivo é que elas sejam as menores possíveis. Para isso também é preciso que as mentalidades das pessoas também se abram uma vez que há mentalidades ainda um pouco retrógradas e que não deixam avançar o país.
Actualmente o país vive numa situação complicada em termos finaceiros, económicos e de investimento e se repararem temos sempre as notícias de que Portugal está perto de uma situação de rotura tal como está a Grécia, mas o plano de estabilidade e crescimento foi aprovado na CE. O que de si já é um bom indicador, então temos que ter esperança em que as coisas vão melhorar e não a comnicação social estar sempre a dizer que o país está perto da banca rota. Aí a imagem do país fica descridibilizada perante investidores que queiram investir no país. Arriscar mais, tornar Portugal mais auto-suficiente em termos económicos e financeiros é este que deve ser o papel das empresas portuguesas. O governo não pode fazer tudo. A nós cabe dar uma mãozinha.

Viva a liberdade!!!!!!!!!!!!

Parabéns aos aniversariantes!!!!!

25 abril, 2010 23:47  
Anonymous Miki (1947) said...

Fraternidade e Educação




A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de a combater que não seja através da educação. Neste sentido, muitos países ditos “em desenvolvimento” vão de encontro à história pelo mau exemplo dos seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo que mergulha o povo na inércia ao invés de estimular o estudo e a iniciativa.

Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si mesmo, a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes dos preconceitos e de ideias medievais e retrógradas.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio pela liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverosímeis, por cultivar ídolos, por idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens, sem excepção, trazerem dentro de si o anelo de serem felizes.

Essas tendências aparentemente paradoxais – a de dominação e a de submissão - são frutos psicológicos de uma característica inerente a todo o ser humano: a de se vincular aos outros seres humanos, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se. Dominar e ser dominado, ser chefe, empregado, súbdito, pastor, rebanho. Talvez aí a explicação das seitas, das religiões, das ideologias, do fanatismo de toda a espécie que não justifica a tendência mencionada.

A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não pode ou não quer ver, senão aquele que não quer entender; e que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de ter aprendido bem. E que pensar é, antes de tudo, criar.

Os déspotas e os impostores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre.

O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado. E a maior das escravidões é a mental, fruto da ignorância.

O ideal de fraternidade é que permitirá, através da união das mentes e corações humanos, que o homem se aproxime cada vez mais dos seus semelhantes e de Deus, através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de o tirar do sofrimento, do isolamento e da ignorância.

Miki (1947)

26 abril, 2010 00:03  
Anonymous Anónimo said...

Olá Batista, sejas bem vindo e devo dizer-te que tiveste muita sorte, porque eu quando entrei no Blog,levei quatro caneladas que até vi estrelas. Por isso resolvi andar cá por baixo a apanhar as canas dos foguetes que os filósofos lançam e quando não concordo vai a minha bicada.
Um abraço.

26 abril, 2010 00:13  
Anonymous Mário Neiva said...

Agora vai ser mesmno direitinho ao «frei Batista».
É emocionante ver-te surgir do passado, primeiro aqui no blog e depois na carne da minha memória. O teu rosto branco, arredondado, a fazer lembrar o de um chinês; na cara as marcas das borbulhas que podiam ter sido varicela; um meio sorriso, quase eterno, para cada um daqueles perdidos noviços; a discrição feita homem.
Não me recordo de ter-te contado o desejo de subir o rio Neiva até à nascente. Mas sei que foi uma desejo meu desde criança. Se tu o dizes, é porque to confidenciei, talvez enquanto lavavamos a louça do almoço, na semana que me calhava de faxina. Porque os tempos para poder conversar eram diminutos, como sabes. Rias-te, com um riso sem troça mas divertido, do nosso embaraço quando te aparecemos com aquelas coroas enormes -a tonsura monacal.
Não sei porque carga d'água me vieram agora à memória: mas parece que ainda estou a ouvir o grasnar insuportável daqueles enormes patos gansos, que parecem ter sido colocados ali de propósito para atazanar a paciência dos pobres noviços. Nem me passa pela cabeça que a ideia partiu de ti...
Aparece no Sameiro 2010, se puderes, para o «frei Mário», que agora fizeste ressuscitar, poder abraçar o carmelita «frei Batista».
Se quiseres contactar-me directamente, aqui fica o meu endereço para a net: marioneiva@hotmail.com

O anónimo que entrou antes de mim passa-te ao lado, porque não se identificou. As marcas das caneladas que ele mostrou não são identificação suficiente. Por isso, pego no abraço que ele te dá com carinho e, sem estragar nadinha, junto ao meu para te lembrares de dois amigos, através de um só.
Hoje, para ti,
Frei Mário O.Carm

26 abril, 2010 07:49  
Anonymous Mário Neiva said...

Agora vai ser mesmno direitinho ao «frei Batista».
É emocionante ver-te surgir do passado, primeiro aqui no blog e depois na carne da minha memória. O teu rosto branco, arredondado, a fazer lembrar o de um chinês; na cara as marcas das borbulhas que podiam ter sido varicela; um meio sorriso, quase eterno, para cada um daqueles perdidos noviços; a discrição feita homem.
Não me recordo de ter-te contado o desejo de subir o rio Neiva até à nascente. Mas sei que foi uma desejo meu desde criança. Se tu o dizes, é porque to confidenciei, talvez enquanto lavavamos a louça do almoço, na semana que me calhava de faxina. Porque os tempos para poder conversar eram diminutos, como sabes. Rias-te, com um riso sem troça mas divertido, do nosso embaraço quando te aparecemos com aquelas coroas enormes -a tonsura monacal.
Não sei porque carga d'água me vieram agora à memória: mas parece que ainda estou a ouvir o grasnar insuportável daqueles enormes patos gansos, que parecem ter sido colocados ali de propósito para atazanar a paciência dos pobres noviços. Nem me passa pela cabeça que a ideia partiu de ti...
Aparece no Sameiro 2010, se puderes, para o «frei Mário», que agora fizeste ressuscitar, poder abraçar o carmelita «frei Batista».
Se quiseres contactar-me directamente, aqui fica o meu endereço para a net: marioneiva@hotmail.com

O anónimo que entrou antes de mim passa-te ao lado, porque não se identificou. As marcas das caneladas que ele mostrou não são identificação suficiente. Por isso, pego no abraço que ele te dá com carinho e, sem estragar nadinha, junto ao meu para te lembrares de dois amigos, através de um só.
Hoje, para ti,
Frei Mário O.Carm

26 abril, 2010 07:50  
Anonymous Mário Neiva said...

Agora vai ser mesmno direitinho ao «frei Batista».
É emocionante ver-te surgir do passado, primeiro aqui no blog e depois na carne da minha memória. O teu rosto branco, arredondado, a fazer lembrar o de um chinês; na cara as marcas das borbulhas que podiam ter sido varicela; um meio sorriso, quase eterno, para cada um daqueles perdidos noviços; a discrição feita homem.
Não me recordo de ter-te contado o desejo de subir o rio Neiva até à nascente. Mas sei que foi uma desejo meu desde criança. Se tu o dizes, é porque to confidenciei, talvez enquanto lavavamos a louça do almoço, na semana que me calhava de faxina. Porque os tempos para poder conversar eram diminutos, como sabes. Rias-te, com um riso sem troça mas divertido, do nosso embaraço quando te aparecemos com aquelas coroas enormes -a tonsura monacal.
Não sei porque carga d'água me vieram agora à memória: mas parece que ainda estou a ouvir o grasnar insuportável daqueles enormes patos gansos, que parecem ter sido colocados ali de propósito para atazanar a paciência dos pobres noviços. Nem me passa pela cabeça que a ideia partiu de ti...
Aparece no Sameiro 2010, se puderes, para o «frei Mário», que agora fizeste ressuscitar, poder abraçar o carmelita «frei Batista».
Se quiseres contactar-me directamente, aqui fica o meu endereço para a net: marioneiva@hotmail.com

O anónimo que entrou antes de mim passa-te ao lado, porque não se identificou. As marcas das caneladas que ele mostrou não são identificação suficiente. Por isso, pego no abraço que ele te dá com carinho e, sem estragar nadinha, junto ao meu para te lembrares de dois amigos, através de um só.
Hoje, para ti,
Frei Mário O.Carm

26 abril, 2010 07:54  
Anonymous Anónimo said...

Tens alguma coisa contra os anónimos? Ou só queres o Batista para ti? Pode ser, bom proveito!
Ao lado passa o que a burra perdeu em Maio!Para responder ao teu comentário.
Acho que deves ser mesmo um pançudo que falas de barriga cheia e contente com tanta liberdade e democracia fingida que consola os pançudos.
Ontem dei um longo passeio por várias cidades. Festejos dessa festa morta e esquecida no tempo, nem vê-los! Será que o povo que anda desencantado com a tal liberdade e democracia do 25 de Abril? Acho que não , deve ser impressão minha. Logo por azar o feriado coincidiu com um Domingo.
Dizia em cima, uma Senhora que naqueles maus tempos de outrora emigravam para a América, Canadá, Bermuda, etc.... Pergunto eu, e agora, para onde vão, estes milhares de licenciados, já para não falar do grosso da coluna de desempregados que não tiveram oportunidade, ou condições para se licenciarem?
Cultura, mais cultura e só cultura e depois vão plantar batatas, para onde? Já nem isso podem, porque os cromos, mandaram arrancar e cortar tudo o que dizia respeito à agricultura, para termos o Portugal próspero que agora vemos florir no meio de tantos cravos vermelhos que nos dão o pão nosso de cada dia.
Viva a liberdade e a democracia, porque o povo desunido está cada vez mais... e mais não disse, porque não é sítio para isso.

26 abril, 2010 11:59  
Anonymous Miki (1947) said...

MENSAGEM


Ser...Estar...Permanecer...

"Todos nós temos a graça gratuita de sermos de Deus...

Alguns de nós tem a graça de estar em Deus...

Poucos de nós temos a coragem de permanecer em Deus".


O SER é graça,

o ESTAR é momento

mas o PERMANECER é decisão.

Permaneçe no AMOR, decide-te pelo AMOR, decide-te por DEUS.

Que Deus te abençoe.

Miki (1947)

26 abril, 2010 12:28  
Anonymous Anónimo said...

FRATERNIDADE NUN'ALVARES HOMENAGEIASEU PATRONO NA SUA TERRA NATAL

Estimados AAA: Ontem, muitás centenas de "FRATERNOS" da Fraternidade Nun´Alvares-antigos escutas-rumaram a Cernache do Bonjardim para homenagear o "Herói e Santo" São Nuno.Este foi um dia repleto de emoções, já que a pequena e pacata vila de Cernache se vestiu de côr e alegria para acolher muitos antigos escutas(seriam mais de um milhar) para celebrar o primeiro aniversário da Canonização de São Nuno.
Cerca das 10,30 horas da manhão, os FRATERNOS desfilaram pela rua principal da vila(com a fanfarra de alguns elementos vimarenenses à frente), o andor de São Nuno a ser transportado num carro de bombeiros e escoltado pelos estandartes da FNA,antecedidos pela presença (em grande destaque e a presidir) pelo nosso Padre Francico Rodrigues O.Carm., ladeado pelo Assistente Ncional,pelo Presidente Nacional da FNA e um Padre dos Carmelitas descalços(ele também assistente da FNA. O majestoso desfile dirigiu-se para a Igreja do seminário da Boa Nova, onde foi celebrada uma Missa Solene presidida pelo Bispo de Portalegre e concelebrada pelos sacerdotes atrás referidos e outros que se juntaram.

O repórter registou tudo o que viu e ouviu( e também ele se envolveu ), para que conste para memória futura de mais um dia que ficará na retina de quantos gostam e admiram estas coisas,pois essas centenas de pessoas fizeram uma justa e calorosa homenagem ao grande Santo Carmelita. Julgo e estou certo que a Família Carmelita se sentiu repleta de "santa vaidade"(como diria alguém", poi viu um ilustre filho(São nuno) ser lembrado e venerado pelos seus feitos mormente suas altas virtudes, ele que quis ser o mais humilde entre os seus pares(frades-irmãos)

PARABENS FNA DE PORTUGAL E VIVA SÃO NUNO
"
Juventude radiosa e vibrante
É D.Nuno o teu nobre ideal
Todos juntos com ele eia avante
E faremos maior Portugal".

PS.Pena que nenhuma estaçao de TV tenha enviado qualquer repórter para fazer um "apanhado".Apena
umqa rádio local transmitiu este evento em directo.
Voltarei para exibir algumas fotos do acontecimento.

Cumprimentos A.Costa

26 abril, 2010 14:20  
Anonymous o braga said...

Saudando o aparecimento aqui no blog, do Ex-Frei Baptista, pergunto eu se tu, Ex-Frei Baptista, fizeste o noviciado nos anos de 1959/1960? É só para meu esclarecimento pessoal. Desejo-te muitos minutos de são divertimento nas visitas que aqui venhas fazer, como é o meu caso.
A ti e a todos um grande e fraternal abraço.

26 abril, 2010 17:04  
Anonymous Mário Neiva said...

Ò seu anónimo do camandro! Então eu pego no teu abraço, perdido, porque vinha sem endereço, meto-o no meu envelope, o teu abraço «com carinho», entrego em mão ao «frei Batista» e tu em paga chamas-me pançudo?
Parece que a tua leitura do que escrevi também passou ao lado.

26 abril, 2010 21:31  
Anonymous Anónimo said...

Bom Dia
Mas olha que se não és pançudo, pela barriga cheia de liberdade e democracia , parece!...
Se não és pançudo, ficam aqui expressas as minhas desculpas.
Eu passo sempre ao lado, mas apito nas curvas, para não atropelar o parceiro. Às vezes lá calha dar uma fueirada fora do trilho, o que é natural, porque quem apreudeu (latir), desculpa latim, diz " errare humanum est ".

27 abril, 2010 09:47  
Anonymous Mário Neiva said...

Agora tinha uma vontade enorme de saber quem és.Deixa lá.
Felizmente não tenho barriga que se condene e a minha carteira dá-me para o pão de cada dia. Oxalá a daqueles que a têm menos cheia que a minha, pelo menos gozem de boa saúde e tenham bons amigos e o amor em casa.
Quanto à liberdade é a que podes adivinhar dos meus «desabafos». Não há fé nem política que me subjuguem e considero-me um homem de sorte por viver num tempo e num lugar onde posso pensar o que penso sem perder o pescoço.
Não te admires de tanto palavreado, nem me julgues mal por isso. Sabes, colega anónimo, cada coisa a seu tempo. Nao quintal trato dos tomates, da alface, do feijão verde, dos pimentos, das «courgettes», das ervihas e das arvores de fruto que são a menina dos meus olhos. Plantei um mirtilo e até uma videira de uvas de mesa, a juntar aos morangueiros que já cultivo há dois anos. E é uma benção, no fim de uma vida fechado no espaço do trabalho, poder vir para a aldeia e dedicar-me a estas coisas.
Trabalhei sempre para um patrão, excepto nos dois primeiros anos, quando fui funcionário público, logo que saí da Ordem do Carmo. Fiz sempre o que me foi exigido e até mais. Agora, o espaço e o tempo são meus e ocupo-os como bem me apraz. Finalmente. Estar com os meus amigos é um prazer, mesmo que seja só para dizermos uns aos outros que estamos vivos. Por isso gostei de ver a chegada do «frei» Batista.

27 abril, 2010 15:13  
Blogger jorge dias said...

A Coragem III

Quanto mais destemida for a pessoa, menos ela usará a mente. Quanto mais medo ela tiver, mais usará a mente (...).
“As causas do ciúme estão dentro de nós, fora estão só as desculpas. O amor é sempre confiante. Quando amamos alguém, confiamos que nós também somos o outro. Quando não se quiser, não há amor e nada pode ser feito. Só através do outro nos tornamos conscientes de nosso próprio ser. Só num profundo relacionar-se o amor de alguém ressoa e mostra sua profundidade… assim nos descobrimos”.
“Relacionar-se significa que estamos sempre começando, sempre tentando nos tornar conhecidos. Quanto mais descobrimos, mais misterioso o outro se torna: o amor é uma aventura constante…”. “A maturidade vem com o amor. Duas pessoas maduras que se amam, ajudam-se a se tornarem mais livres…”

"Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."
As escolhas devem ser pelo real, pelo real pior e doloroso e não pelo confortável, conveniente (…).

"Esqueça essa história de QUERER entender tudo.
Em vez disso: VIVA!!!
Em vez disso: DIVIRTA-SE!!! Não analise: CELEBRE!!!


Digo eu, e com esta termino, façam festa, festa, festa da vida, sempre, mesmo sempre...com os outros e, abusando da minha fé, diria mesmo, isso é a salvação, ou seja a libertação da vertigem da perseguição, da autosuficiência de pensamento único, a construção da recusa do mergulho abissal (suicídio) e, no inverso, a manifestação da salvação, da felicidade. Com os outros seremos, pela adesão (baptismo, inscrição, iniciação, registo...), nossa prática vivida a sós e com os outros, só e simplesmente, o humano realizado, feliz, seja qual for a religião ou a não religião.

28 abril, 2010 00:32  
Blogger jorge dias said...

Acabei de receber uma mão cheia de recordações do encontro de Fátima pela óptica fotográfica do incansável, sempre atento, aglutinador, mobilizador, imparável e sempre bem disposto Costa! Oh Costa, parabéns! Tu levas arte nessa lente! Arte para dar e vender... muito, muito obrigado! Sempre te lembrarei aqui, mesmo aqui dentro!

28 abril, 2010 00:52  
Anonymous EL CANTANTE said...

Bom Dia,

Ò Costa, temos de ajustar umas contas! Lá pelo facto de eu ser feio, tipo camafeu, também mereço um retrato! Estou a brincar, sou pouco fotogénico , fujo das objectivas a sete pés. Quando virem um gajo a fugir do passarinho, sou eu!
Quanto a este metié, acho que desde que cortaram o pio, ao El Cantante, estes escrivas andam mais falhos de inspiração. Ou será da Primavera que não lhes dá nova seiva, para esgrimir aqui suas filosofias e teologias de grande gavarito?
Apareceu por aí o Frei Batista, mas ainda não botou para cá quatro lérias, mas daquelas de deixar os companheiros, com os olhos em bico, ao lerem o que outrora se por lá passou. Meus amigos, recordar é viver e como nem tudo foram rosas, botem cá p'ra fora também os espinhos.
Animem o blog, senão começa a cair de maduro.
Um abraço

28 abril, 2010 11:20  
Anonymous Mário Neiva said...

«Só através do outro nos tornamos conscientes de nosso próprio ser»

«Quanto mais descobrimos, mais misterioso o outro se torna»

"Esqueça essa história de QUERER entender tudo.
Em vez disso: VIVA!!!
Em vez disso: DIVIRTA-SE!!! Não analise: CELEBRE!!!

Eu sei que estás numa de sabática, Jorge, mas vê lá se podes interromper um pouquinho, para me dizeres se as duas primeiras citações do teu texto são do mesmo autor da terceira citação.
Confirma-me isso, que eu gostava de comentar.

28 abril, 2010 11:31  
Anonymous Mário Neiva said...

Sobre o tempo que passa

Li hoje que «o mundo não precisa de uma prédica moral; precisa de uma revolução institucional» (João Galamba).
Há dias escrevi que «estamos fartos». E também disse que as leis «já estão todas feitas e o que falta é pô-las em prática». As leis que temos são, em grande parte, o resultado de um pensamento e de uma «predica moral». Falta mudar o corpo pesado, emperrado e preguiçoso das instituições. Apetece-me dizer a respeito: «o espirito está pronto mas a carne é fraca», sendo que na questão em apreço, temos por um lado o «espirito da lei» e por outro a "carne" fraca, enrugada e gasta das instituições, bem retratada no parlamento nacional com quase duas centenas e meia de deputados, para levantar o dedo de vez em quando e dormitar, ler o jornal ou tratar dos seus negócios cá fora, a larga parte do tempo.
A denúncia feita, como nunca aconteceu, de ordenados escandalosos dos gestores públicos ou privados, há-de dar os seus frutos. Até o Michel Platini, presidente da UEFA, fala da imoderada retribuição aos beckam,messies ou ronaldos, que estão a colocar em risco o futebol.
Nenhum gestor faz funcionar, por si só, uma empresa. Há dias recebi um "clip" malandro em que os órgãos do corpo humano disputavam a primazia funcional no nosso organismo. Imaginem que venceu a mais desprezivel e mal-cheirosa das nossas excreções!
Moral da história: gostava de saber se alguém estaria disposto a pagar uma fortuna para ver as habilidades dos ronaldos ou dos messies, a evoluir sozinhos num palco de relva bem aparadinha. Ou o que faria o melhor gestor do mundo sozinho, a partir do seu gabinete, sem um técnico sequer que lhe acudisse ao computador marado, a um outro que reparasse a avaria no sistema electrico...e por aí fora, até chegarmos a quem lhe lava as cuecas e coloca na casa de banho o papel para limpar o «frasco», como se dizia lá na Falperra.
Enquanto não ENTENDERMOS, todos, (e agora o Jorge já percebe porque quero comentar aquelas citações) que fazemos parte de uma imensa cadeia efectivamente solidária no seu funcionamento, as sociedades vão praticar estas aberrantes assimetrias em que um morre de farto e outro farta-se de passar fome.
Não me ofendi com o desabafo revoltado do anónimo que aí veio chamar-me pançudo. Não se tratava de ele ter razão ou não ter a meu respeito. Ele está coberto de razão em revoltar-se com uma democracia ainda muuuuito faz-de-conta.
Digo a esse anónimo que é por estas e por outras que venho aqui desabar, nunca esquecendo que, se é verdade que nem só de barriga cheia vive o homem, não é menos verdadeiro que sem o pão de cada dia não viveremos de jeito nenhum.
Toda a minha filosofia começa neste corpo com capacidades para gerar o espirito que somos. Sem pão nem seremos nem corpo nem espirito. Será assim tão difícil de perceber?!
E daqui não saio, até que me mostrem uma filosofia melhor.
E atrevo-me a sugerir que a infeliz e enraizada ideia da dualidade corpo-espirito é a mãe deste espectáculo onde se pensa que se pode alimentar a alma sem primeiro alimentar o corpo que a cria e sustem.
Não me parece correcta a ideia falar de UMA VIDA DOIS DESTINOS.
Já disse e repeti que não vou por aí e também confessei que quem me inspirou foi a vigorosa pregação de Paulo de Tarso, com a sua «ressurreição». Ou se "salva" tudo ou não se salva nada.
Com uns retoques aqui e ali eu até que nem me importava nada de ter este visual pelos séculos sem fim.

28 abril, 2010 12:44  
Anonymous Mário said...

Ressalvo: Não me parece correcta a ideia de UMA VIDA DOIS DESTINOS.

28 abril, 2010 12:52  
Anonymous Anónimo said...

sssss

28 abril, 2010 14:29  
Anonymous Anónimo said...

Amigos o caso é sério! O nosso PM, estava meio intresilhado hoje e para pedir auxilio ao PC é porque a coisa descambou, e vai de mal a pior.
Que vai ser de nós companheiros?
Vamos fazer como o Neiva, plantar tomates e afins a ver se ainda angariamos qualquer coisa para o bucho.

28 abril, 2010 14:34  
Blogger Evaristo Domingues said...

O que todos ansiávamos saber…

Andava preocupado, como muitos de nós. Em Fátima ouvi comentários de vários que não sabiam do MANUEL FERNANDES da Madeira. Quando houve a catástrofe na Madeira, eu como muitos de nós, telefonei várias vezes, dando o telemóvel sempre sinal de desligado. A partir daí tudo me passava pela cabeça. Tudo poderia ter acontecido. Constantemente pensava como saber do meu amigo e cliente, que quando vem ao Porto não dispensa a sua visita ao restaurante onde fez algumas confraternizações familiares.
Ora hoje foi o dia “ D “, decidi investigar.
Na internet procurei farmácias ou empresas fornecedoras de medicamentos às mesmas. Como sabem durante muitos anos foi proprietário da “ Farmácia Fernandes “ no Funchal. Finalmente consegui o novo número do telefone. Respirei fundo porque ouvi a voz do MANUEL FERNANDES. Contou-me que teve prejuízo de muitos milhares. Incumbiu-me de mandar abraços para todos, dizendo que subtraindo os danos materiais está tudo bem.
Bem-haja MANUEL FERNANDES, JULGO PODER DIZER EM NOME DE TODOS, FORAM-SE OS ANÉIS FICAM OS DEDOS, MUITA SAÚDE E QUE DEUS O PROTEJA.

28 abril, 2010 22:04  
Blogger jorge dias said...

Mãe, a 2 de Maio!

Para a minha mãe, que hoje vive em mim em salutar realização e lembrança, para a minha companheira, mãe de três amorosos filhos e mãe de mil e um afectos e de valores que dia a dia consolida, o afirmativo companheirismo que nos faz ser família, sem a qual não seríamos!

O nome de mãe é doce!
O nome de mãe é lindo!
O nome de mãe é belo!
E dá-nos amor infindo!

Basta um beijo...

29 abril, 2010 00:32  
Anonymous Emídio Januário said...

Olá.
Chegou-nos ontem a notícia do falecimento de JOÂO MORAIS, antigo jogador e glória do Sporting, marcador do canto directo que deu ao Sporting a sua única taça europeia de futebol: a taça dos vencedores das taças.
Nunca me esqueci deste nome porque, além de eu na altura ser sportinguista, a sua família era natural de Vila Flor e quando fui para o Colégio de Santa Luzia tive colegas com autógrafos dele, que lá tinha ido passar uns dias depois da conquista da taça das taças.
Com esta notícia lembrei-me de uma peripécia que se passou na Falperra naquele memorável dia, uma quarta feira de primavera, cheia de sol, , não sei de momento qual o dia desse ano de 1964.
Tinha-nos sido comunicado uns dias antes que, cada semana, estaria uma turma encarregada de enfeitar e preparar os altares da capela do seminário. Até ali eram os “irmãos” que se encarregavam desse serviço, mas não sei porquê, passou a ser uma semana o 6º ano, na seguinte o 5º, depois o 4º e finalmente o 3º ano. E assim sucessivamente.
Eu andava na altura no 5º ano e éramos só 4. Quando veio a nossa vez de preparar tudo, em 3 ou 4º minutos resolvemos o assunto: flores velhas para fora e ficavam as que ainda estivessem mais ou menos. E assim ficaram nos altares umas solitárias flores mirradas, sem graça nem jeito, mais parecendo uns altares tristes e pobres. E lá fomos nós a correr para o recreio com o serviço assim feito.
Quando o Reitor deu por ela, chamou-nos e ficamos de castigo: “ir na 4ª feira, dia de recreio grande, ornamentar tudo com flores que o Pe. Marcelino nos ia trazer de Braga”.
E assim foi. Naquela 4ª feira lá fomos nós os 4 para a capel, durante o recreio. Só que da sacristia ouvia-se o relato que estava a dar no rádio do restaurante ao lado. E então, com grande espanto nosso, veio muita gente a ajudar-nos. E ali estava a sacristia cheia de ajudantes! Não sei qual foi o Padre que lá foi ver como estavam a correr as coisas, e perguntou o que estava tanta gente a fazer. E a resposta foi unânime: “estamos a ajudar a preparar os altares!”
E, por incrível que pareça, enquanto que, na primeira vez , em 4 ou 5 minutos preparamos os altares todos, naquele dia o nosso zelo foi tanto que, apesar de termos tantos ajudantes, demorámos 45 + 15 +45 minutos a preparar tudo!
E foi assim que tivemos conhecimento da vitória do Sporting nessa final!
Paz à alma de João Morais.
EJ

29 abril, 2010 00:44  
Anonymous Emídio Januário said...

Olá.
Chegou-nos ontem a notícia do falecimento de JOÂO MORAIS, antigo jogador e glória do Sporting, marcador do canto directo que deu ao Sporting a sua única taça europeia de futebol: a taça dos vencedores das taças.
Nunca me esqueci deste nome porque, além de eu na altura ser sportinguista, a sua família era natural de Vila Flor e quando fui para o Colégio de Santa Luzia tive colegas com autógrafos dele, que lá tinha ido passar uns dias depois da conquista da taça das taças.
Com esta notícia lembrei-me de uma peripécia que se passou na Falperra naquele memorável dia, uma quarta feira de primavera, cheia de sol, , não sei de momento qual o dia desse ano de 1964.
Tinha-nos sido comunicado uns dias antes que, cada semana, estaria uma turma encarregada de enfeitar e preparar os altares da capela do seminário. Até ali eram os “irmãos” que se encarregavam desse serviço, mas não sei porquê, passou a ser uma semana o 6º ano, na seguinte o 5º, depois o 4º e finalmente o 3º ano. E assim sucessivamente.
Eu andava na altura no 5º ano e éramos só 4. Quando veio a nossa vez de preparar tudo, em 3 ou 4º minutos resolvemos o assunto: flores velhas para fora e ficavam as que ainda estivessem mais ou menos. E assim ficaram nos altares umas solitárias flores mirradas, sem graça nem jeito, mais parecendo uns altares tristes e pobres. E lá fomos nós a correr para o recreio com o serviço assim feito.
Quando o Reitor deu por ela, chamou-nos e ficamos de castigo: “ir na 4ª feira, dia de recreio grande, ornamentar tudo com flores que o Pe. Marcelino nos ia trazer de Braga”.
E assim foi. Naquela 4ª feira lá fomos nós os 4 para a capel, durante o recreio. Só que da sacristia ouvia-se o relato que estava a dar no rádio do restaurante ao lado. E então, com grande espanto nosso, veio muita gente a ajudar-nos. E ali estava a sacristia cheia de ajudantes! Não sei qual foi o Padre que lá foi ver como estavam a correr as coisas, e perguntou o que estava tanta gente a fazer. E a resposta foi unânime: “estamos a ajudar a preparar os altares!”
E, por incrível que pareça, enquanto que, na primeira vez , em 4 ou 5 minutos preparamos os altares todos, naquele dia o nosso zelo foi tanto que, apesar de termos tantos ajudantes, demorámos 45 + 15 +45 minutos a preparar tudo!
E foi assim que tivemos conhecimento da vitória do Sporting nessa final!
Paz à alma de João Morais.
EJ

29 abril, 2010 00:51  
Blogger jorge dias said...

Caro Mário, a minha sabática já acabou há algum tempo.

Penso que, de alguma forma, este espaço está a ficar adulto e as dinâmicas que encerra escapam-me. Por outro lado, a forma diferente de me posicionar neste espaço tem a ver com um certo tipo de linguagem que aqui ganhou lugar e que me impede de convidar pessoas para entrarem. Aliás, recordo que pelo menos uma vez opinaste a favor do bom senso.
Não estou portanto em semana sabática, sinto apenas que um espaço, salutar de palavra, está demasiadas vezes em curto-circuito, e já não é espaço para todos. Assim sendo, para mim, está menos apelativo. Todavia, por enquanto, por aqui continuarei. De resto a questão da linguagem tem a ver com os meus convidados e não comigo.

No tocante à tua questão, reconfirmei. Corresponde ao texto da autora. Uma jovem continental,jurista, advogada, autarca...

O texto foi escrito sob forte stress e é um grito de revolta contra os machos que recusam uma mulher porque podem vir a ter ciúmes(sic)!

Tive o prazer de ser sua almofada de desabafo e fiquei surpreendidíssimo com o texto e a força renovada que lhe deu para a vida.

Sei que recorreu pelo menos a dois livros de "Osho", mas não sei quais nem quero saber, nem me atrevo a perguntar. Igualmente não sei se as citações entre aspas correspondem à parte do seu pensamento ou à parte dos livros. Gosto muito do texto, sobretudo pela lógica de libertação individual e colectiva que lhe está subjacente, o que me parece ser uma constante, também, no livro "Acreditar no Impossível", que esse sim, tenho lido e relido, e também é de Osho.
O texto foi-me remetido pela autora para ser publicado neste espaço e sei que ela tem acedido ao blog.

29 abril, 2010 01:19  
Anonymous Rosalino Duraes said...

ok MANUEL FERNANDES, fico contente por saber que estás bem. Tem piada que nesse mesmo dia Eu, o Castro e o Coelho, nos interrogamos, o que passará com o MF? Está bem.

29 abril, 2010 18:25  
Anonymous Anónimo said...

Curvo-me também respeitosamente perante a memória do MORAIS que nos seus 'ultimos tempos de jogador " no activo" alinhou pelo Tirsense, e que bem jeito fez, pois ainda marcou vários golos e deu outros tantos a marcar.Já agora, Emídio, obrigado pela msg.da vitória do Benfica pela Taça de Voleibol, agora falta o mais importante título,vamos ver domingo.Cumprimentos a todos.A.Costa

29 abril, 2010 21:44  
Anonymous Mário Neiva said...

Comunicar à distância
Como quem reza

O meu ex-confrade Jorge Dias teve um sonho e contou-o aqui mil e uma vezes. Ou não estava clara a ideia que criava o sonho ou não soube vertê-lo no discurso ou soube e nós é que nunca fizemos a leitura até ao fundo.
Sonhou criar uma Nova Ordem Carmelita assente no encontro pela palavra escrita e lida, relegando para segundo plano a realidade do espaço e do tempo. Deste modo, a ligação entre os membros far-se-ia através do espírito que passa na palavra escrita e lida e não no face a face que obrigaria à ocupação do mesmo espaço e no mesmo tempo, como aconteceu um dia no seminário e no convento que foram os nossos. A única regra a cumprir era vir aqui à net participar, lendo ou escrevendo e comparecer nos encontros-convívio, sempre que possível.
E faz sentido uma tal congregação de pessoas? Não será algo de «platónico», quando claramente se prescinde, todo o tempo, da convivência física?
As perguntas são pertinentes, mas vejam se não é isso que acontece quando o crente prescinde da presença física do santo que invoca ou de Deus em quem crê.
Mas eu vou ser mais terra-a-terra: quem ama e não convive ainda com o seu amor ou porque o seu amor está do outro lado do mundo, ama, realmente, com intensidade e com verdade, recorrendo a todos os meios de comunicação que pode. Na carta, no telefonema ou no email à velocidade da luz, vai a manifestação do seu corpo e da sua alma possíveis. Mas vai! E nunca é o espírito sem o corpo da palavra, o som da voz, a imagem do rosto.

E quando acontece um silêncio permanente e inexplicado, a esperança resiste como o último realíssimo acto de amor.

Devemos concluir que o espírito do nosso corpo transcende o espaço e o tempo? De modo algum! É no tempo e no espaço que o espírito do corpo sempre se manifesta, enquanto estiver ligado à corrente da vida. Depois disso não se sabe, porque o silêncio e o mistério são completos. É um abismo, em tudo semelhante ao vazio, só transposto por um novo acto sublime da condição humana: a fé.
Sabemos por experiência que quem não aparece é como se não existisse. Quando alguém deixa de comunicar é legítimo raciocinar como na lei das probabilidades da física quântica: há 50% de hipóteses de estar vivo e 50% de hipóteses de estar morto. Só investigando e comprovando é que saberemos a verdade, trazendo-o ao reino dos vivos ou confirmando o definitivo desaparecimento.
Este estranho pensamento sugere-nos que só «marcando presença» somos conhecidos e nos damos a conhecer. Indo um pouco mais longe podemos pensar que de pouco adianta a consciência que eu tenha de mim próprio se não houver ninguém que a confirme e me dê retorno. O que quer dizer que o «penso, logo existo» de Réné Descartes não é suficiente. Com mais rigor: em 50%, a minha existência depende de ser descoberto por alguém. Na física quântica dir-se-ia que 50% depende do «observador».
Se não nos dermos a conhecer ou não formos descobertos por ninguém nunca seremos gente.
Quando, do outro lado do mundo, o meu amor recebe uma carta minha, saberá que estou vivo e se eu receber uma resposta tudo fica bem. Se em vez da carta tiver meios de fazer chegar, à velocidade da luz, a minha imagem…e ela o seu sorriso e o seu perfume, fica a faltar pouco para um efectivo encontro do corpo e do espírito que o anima.
Amamos como quem reza, transcendendo o espaço-tempo, mas obrigatoriamente dentro dele.
Quem pretender «encontrar-se» com alguém, julgando que pode prescindir da presença do «corpo» já está a pensar fora da realidade do nosso universo. No limite, está morto.
Voltado ao sonho do Jorge de formar um convento à distancia, tudo indica que essa será a realidade do futuro. Certamente que comunicaremos, à velocidade da luz, muito mais que pelo corpo e pelo espírito das palavras e das imagens.
Quando alguém utilizar este espaço do blog» pense que pode estar a lançar a primeira pedra para construção de um «convento da vida».

29 abril, 2010 22:26  
Anonymous Emídio Januário said...

Ó Costa,
Ou eu estava enganado quando te mandei os parabéns, ou foram as raparigas do Trofense que ganharam a Taça de Portugal em Voleibol!...
... mas parece-me que ouvi que elas tinham ganho a taça!Por isso te mandei s parabéns!
E já agora, extensíveis ao Couto,(e ao de Gondifelos que se estabeleceu na Trofa) de quem não tenho e-mail nem nr. de telefone.
Quanto ao Benfica, parece-me que ganharam mas foi a taça dos Campeões europeus de Futsal, se não estou em erro, o já foi há dias, parece que há uma eternidade.
Mas a taça das taças do Sporting, parece-me que ainda foi ontem!
EJ

29 abril, 2010 22:48  
Blogger jorge dias said...

Tem profundidade o texto do Mário! Por mim pensei e escrevi várias vezes o verbo "refundar"! Para exprimir que realidade? A relidade do homem espiritual e um desafio de amor (identifiquei-o vezes sem fim com a boa sem limites de Jesus)! Mas, entenderão os que aqui escrevem e nos visitam, que eu também nunca digo tudo, nunca! Apenas exprimo o que me parece ser, no momento em que escrevo, o melhor para quem me lê e para mim próprio! Significa isto que também escrevo para mim? Obviamente...
Não é muito fácil encontrar entre as diferentes Ordens (mendicantes) e Congregações Religiosas bem mais recentes, contributos para os humanos, hoje, como me parece poderem emergir de uma Ordem do Carmo repensada à luz de um espírito que sempre cultivou, e menos, muito menos da fé,não obstante esta ser transversal a toda a cristandade.

O debate que várias vezes tentei iniciar, foi lenha que não ardeu... Mas, entendamo-nos, este espaço tem hoje uma dinâmica e uma virtualidade que não sei, não sei... Noutros tempos era impensável.

Por outro lado, como o pensei vezes sem conta, e algumas o escrevi, e o contínuo a pensar, a mensagem de base de trabalho do espírito, contemplativa, seja do que for, de interiodidade e ascese humana etc... foi passada para a sociedade há muito. Sem ter em conta a fé? E qual é o problema se tem em conta o homem! Refundar a Ordem do Carmo é capaz que não seja uma coisa tão estranha como parece! Sei lá se não seria apenas uma leitura diferente, mas relevante do que já está por aí!

Dou-me muito à reflexão de encontrar sinais do homem cristão onde, teoricamente, não é suposto ser possível que ele esteja. E a resposta é, pela positiva, avassaladora! Porque não a Ordem do Carmo?

Viva o desporto, o futebol, o voleibol, o futesal, etc... e...

30 abril, 2010 02:19  
Anonymous Amaro Alves said...

Olá, caros amigos e companheiros de jornada.
Nunca é tarde para entrar em contacto e participar no orgão que faz alguma ligação entre pessoas que comungam, mais ou menos, nos mesmos ideais.
Tenho acompanhado os vários comentários inscritos neste orgão de comunicação e motivei-me a começar a participar.
Espero ser bem recebido.

O meu primeiro comentário vai para o DIA DA MÃE.
Dirão...Já vens tarde! Foi ontem... é verdade. Mas nunca é demais tecer os melhores elogios e agradecementos à nossa mãe (eu já não tenho no meio dos vivos).Mas também lembrar a nossa MÃE do céu.

Para bem celebrar o dia fui à MIssa à igreja da Lapa (Porto), pois também é o dia festivo da Senhora da Lapa. Senti-me bem na igreja pois neste dia a ornamentação é deveras assombrosa e digna de uma visita enquanto as flores não murcham.

Vou partilhar convosco um pequeno poema, cujo autor desconheço, mas que fazia parte das fichas que minha mulher usava na escola.

"Na escola
a professora falou
que hoje
era o teu dia Mãe!

Corri p'ra casa
fui ao mealheiro
não tinha dinheiro
e lembrei-me do jardim!

Corri
e fui às flores
que são meus Amores
criados por ti!

Colhi uma
dei-lhe um beijinho
e logo à noitinha
quando chegares
tens a prenda
tens-me a mim
e tens o Amor
que é a flor
do nosso jardim!!"

É na simplicidade e na riqueza de uma flor que saúdo todas as mães, particularmente, as vossas.À Mãe do Céu dediquei-lhe boa parte do meu dia.
Saudações

03 maio, 2010 14:52  

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