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4 de maio de 2008

ENCONTRO LAICADO CARMELITA DA REGIÃO IBÉRICA - ÚLTIMAS FOTOS

AOS IRMÃOS IBÉRICOS, NO CARMELO

Ao terminar a colocação das fotos do Encontro do Laicado Carmelita da Região Ibérica, gostaria de manifestar a minha alegria e satisfação interiores, pelo facto de poder ter participado num encontro como este, em que senti toda a energia da espiritualidade do Carmelo, como que a perpassar-me por todo o meu ser, digamos, penetrar-me no mais íntimo dos meus ossos, como diria o “meu irmão João da Cruz”.
Tal foi a energia que por ali passou e ali andou durante aqueles dias. Foi muito delicioso partilhar o ambiente de união espiritual com todos os Irmãos Carmelitas, membros da mesma Família do Carmelo, comungando no mesmo modo de se unir ao Divino Amante, “ Cristo”, Rei Soberano da nossa jornada terrena (como diria Teresa, a de Ávila).
Saber que, na nossa jornada diária, no mundo de hoje, outros como nós, comungam do mesmo estilo de vida espiritual, é profundamente reconfortante, estimulante e, divinamente, salutar.
A vós, Irmãos todos que lá estivestes e comigo partilhaste a mesma energia e a mesma espiritualidade, mergulhados na mesma matriz, acompanhados da Irmã Mais Velha (Maria), que nos serve de companheira e guia, eu apresento o meu agradecimento mais profundo por tudo o que me proporcionastes experienciar e viver, em intensidade e profundidade.
Feliz, fico por sentir e saber que todos os que lá estiveram, voltaram para suas casas bem mais ricos e preenchidos do Amor/Hamor em que vivemos mergulhados e que é o Hamor do nosso Divino Amante, o Cristo Interno, com Quem somos UM, no Pai.

Por isso me deu tanto gozo e alegria interior, partilhar convosco as fotos e videos que aqui publiquei.

A todos,
Um abraço em Cristo e na
Irmã/Mãe Maria, a do Carmelo,
Augusto Pereira de Castro






A recitação do Terço e a procissão das velas na noite do dia 5 de Abril de 2008, acto que fez parte integrante do Encontro do Laicado Carmelita da Região Ibérica




























Fotos obtidas durante a celebração da Eucaristia no Santuário de Fátima, no dia 6 de Abril de 2008, último dia do Encontro do Laicado Carmelita da Região Ibérica








1 Comments:

Anonymous j dias said...

Caríssimos aaacarmelitas, distintos leitores da língua de Camões e caríssimos participantes do encontro carmelitano de leigos da Região Ibérica,

Com tantos motivos de interesse que, a julgar pelos mistérios desvendados por este blog, com postagens absolutamente únicas, eu que não estive lá, ouço um silêncio ensurdecedor dos que lá estiveram e um ruído que me deixa mudo a falar e impossibilitado de escrever escrevendo comentários.. Persas, gregos, islamitas, da Síria e da Panfilia, todos os ouviam falar na sua própria língua. Pois escrevei na língua de Cervantes, mas escrevei.

Bonito texto o do Augusto.

Mas é um texto para um público muito específico...
Retoma a velha tradição carmelitana de "O cântico espiritual do Santo Sepulcro de Jesus Cristo" em que muitos e João de S.Sansão foram mestres aí incluídos, Teresa, a de Ávila e São João, o da Cruz.. Pelos vistos temos seguidor vivo entre nós e, seguramente, nem reparamos. Mas há mais. Por agora, parabéns Augusto... revela-te homem que te aplaudirei e divulgarei. Não estás só.
Segundo Arie Kallenberg in "A Ressurreição na Liturgia e espiritualidade dos Antigos Carmelitas" Zevenbergen 29/03/2008, "O Santo sepulcro dá-nos a seguinte lição: não são as visitas ao Santo Sepulcro na Terra Santa que nos santificam, não é aí que encontramos Jesus, o nosso amado. Pelo contrário, encontrámo-lo na nossa própria alma. O cântico do Santo Sepulcro diz respeito a um encontro místico. Os versos falam claramente da fé que transcende os piedosos sentimentos e vivências dos crentes.”

Por mim sempre me arrebata mais a praxis e, por isso, identifico-me mais com uma espiritualidade centrada na boa nova do amor aos irmãos, ”amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, mas entendo que não há inconciliação face à multiplicidade de carismas e essa é a grandeza deste povo de reis, sacerdotes e profetas que somos.

Correndo embora o risco de ser excesso para alguns, para outros servirá, seguramente de inspirição. Do estudo acima citado:


O CÂNTICO ESPIRITUAL DO SANTO SEPULCRO

Prólogo

1
Aquele que crê consegue superar tudo;
o seu coração está enamorado e repleto de amor suave,
contempla o seu Deus com um olhar sublime;
livrando se de si próprio, repousa só em Deus

Lamentos amorosos de Santa Maria Madalena ao pé do
Santo Sepulcro de Jesus Cristo

201
Lamentemos, o meu Amor morreu;
Há sorte mais dura e mais triste
do que a dum Amante que abandona a sua Amada?
Divino Sepulcro, receba o meu coração,
já não quero mais viver,
porque tu me roubaste a minha felicidade.

309
Apressa-te, Sepulcro, e devolve-me a minha felicidade,
porque o meu amor ardente e a minha paixão
não são capazes de suportar este martírio.
Mas o que? Já não tens o meu tesouro!
Já não está no teu poder?
Aonde levantou voo?

Resposta do Santo Sepulcro a Maria Madalena

333
Perco pelo menos tanto quanto tu
porque se tu perdes o teu Noivo
devo dizer-te que Ele pertence tanto a mim quanto a ti:
desde o nascimento DELE fomos destinados um ao outro
e o corpo DELE me era prometido.

411
Apesar de eu ser famoso e glorioso
por ter tido o prazer [de ter trazido
em mim] JESUS, o Divino Salvador,
a alma que O traz no seu coração
é, no entanto, ainda mais perfeita.

417
No sepulcro Ele estava morto,
mas na alma Ele é belíssimo,
gloriosíssimo, cheio de vida;
Ele dá-lhe uma beleza igual à Sua,
enobrece-a, vivifica-a.
fortifica-a e ampara-a.

429
Por conseguinte, não é necessário
empreender uma viagem tão longa
para adorar o Santo Sepulcro.
Pois, a Fé, aquele Facho Divino,
desencobre para ti com muito mais graça
Jesus num sepulcro vivo.

Resposta da alma aos louvores do Santo Sepulcro

441
Oh Túmulo mais que maravilhoso!
Oh Sepulcro demasiadamente glorioso!
Logo que o meu espírito te contempla,
mostras-me a minha sorte feliz:
Eu sou um templo vivo de Deus,
E tu apenas dum Deus morto.

549
Aquele que não habita no Túmulo,
Não é muito santo.
Porque é no interior do Sepulcro
que Deus devolve a luz
e a vida à sua criatura
contanto que ela seja capaz de amar.

573
Aí todas as suas forças activas
e tudo o que ela possui
se perdem num feliz naufrágio.
Ela procura à sua frente o mais profundo
abismo sem, no entanto,
alcançar o fundo do mesmo.

579
Após aquele alto e sublime esforço
novamente ela torna a se submergir
num outro abismo profundo,
quero dizer naquele Túmulo
onde aquela Majestade sublime
se faz escabelo para os nossos pés.

603
Minha alma, tens que esforçar-te
por esconder-te, neste Túmulo,
aos olhos dos homens e a ti própria.
É necessário enterrar-te toda viva
a fim de ter a suprema felicidade
de não viver aqui senão morrendo.

07 maio, 2008 01:15  

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